segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O desenvolvimento da Huíla

Alguns paladinos do desenvolvimento da Huíla, volta e meia, não se coíbem em dizer que a província está no bom caminho. Nada mau se a tendência de trabalhar pela região não fosse conformada numa tónica altamente paliativa. O fomento à agricultura tem sido “imagem de marca” do consulado deste governador que a Huila conhece há cerca de dez anos. Sobre isso a muito que se lhe diga e o tempo urge. Fontes descrevem, no entanto, que a província continua a ter problemas de fundo que poderiam ser resolvidos agora que cabe-lhe um total de 20 milhões de dólares/ ano para os investimentos públicos, tais como a crónica questão do doentio fornecimento de energia eléctrica ao Lubango; o facto de só 20 por cento da população dos 14 municípios ter acesso à água potável; os atrasos salariais (apesar da bancarização dos salários); o nepotismo e a apetência de alguns governantes locais pela criação de empresas em conflito directo de interesses com as pastas que têm sob sua alçada, entre outras questões. No entanto, falar de desenvolvimento no sector de energia e águas numa província onde mesmo com milhões investidos, milhões de habitantes continuar bem beber um copo do precioso liquido sem temer pela cólera é, a todos os títulos, monstruoso. Seria como que enganar a nós próprios! Numa província com cursos de aguas caudalosos, regatos a todo o momento, barragens espalhadas por vários municípios ( Matala, Nganguelas e Neves) é difícil não se dar água potável aos populares. Mesmo no Lubango, a agua potável está longe de atingir todos os recantos na cidade, com zonas atiradas para o esquecimento. Pode-se constatar que apenas a zona urbana tem acesso a agua potável, apesar da caducidade do tempo útil das condutas, na sua maioria do tempo colonial. Se os paladinos do desenvolvimento olhassem para este aspecto provavelmente poderiam ter algum “ freio linguistico” na hora de dizer , aos quatro ventos, que o caminho é seguro e sem retorno. O desenvolvimento nota-se, também, nos pequenos detalhes.

Um comentário:

africamente disse...

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