segunda-feira, julho 13, 2009

Crise nos caminhos de ferro

Crise económica mundial obriga a redução do investimento para a reabilitação e desenvolvimento dos caminhos-de-ferro em Angola. Um volume de cerca de dois mil milhões de dólares foi lançado a cerca de 5 anos pelas autoridades angolanas para fazer das três linhas de ferro do país funcionais. Hoje o resultado do investimento vindo de uma linha de crédito da China começa a ser questionado. Do gigante asiático já não chegam novas remessas de dinheiro, igualmente devido a crise económica. Era desejo de Angola concluir totalmente com o processo até ao final deste ano. A falta de agilidade no trabalho, as minas no terreno e a falta de salários para os trabalhadores angolanos sub contratados por empresas chinesas emperram o sucesso da reabilitação. Dos três caminhos-de-ferro, o mais importante liga Benguela, no litoral centro de Angola junto ao Oceano Atlântico á Zâmbia e Congo Democrático. A reabilitação vai á meio e o comboio este ano não poderá apitar nos países vizinhos.

Lubango em musica nova

A banda juvenil Showas da Huíla vai lançar, em Agosto próximo, na cidade do Lubango (Huíla), a sua terceira obra discográfica intitulada "Showa", informou o seu produtor, Paulo Gaspar.
Em declarações à Angop, Paulo Gaspar disse que o CD, com 15 faixas musicais, será lançado no quadro do programa cultural das Festas da Nossa Senhora do Monte.
Orçada em mais de 50 mil dólares americanos, gravada e editada nos estúdios da promotora Showas Produções (Huíla), o álbum foi masterizado e captado na Holanda pelo produtor Patino. Revelou que a obra teve participações de músicos como Anselmo Ralph, Michela, ED-N (Namibe), Alexandre Pires e Jonny Ramos, obedecendo aos Semba, zouck, R&B, tendo numa primeira fase sido tirados 15 mil exemplares.

sábado, junho 13, 2009

Os homens que partilham comigo o dia, o ano de aniversario. Sakamoto, MV e Luandino!

TAAG e a Europa

As inspecções de peritos da União Europeia farão a TAAG, vão encontrar a companhia em melhor posição do que estava há cerca de dois anos quando foi proibida de voar no espaço aéreo europeu. A TAAG que quer reverter os momentos do passado.
O diploma emitido pelo Instituto Nacional de Aviação Civil, órgão regulador, habilita a TAAG a submeter-se ao crivo dos peritos da União Europeia, que em Maio de 2007 detectaram uma série de inconformidades nas operações da companhia.
A maior parte dos aviões não dispunha de manuais actualizados, procedimentos normais de segurança não eram respeitados e os normativos referentes ao despacho de voos, e gestão de pessoal de cabine também eram violados.
A 22 de Maio passado a TAAG e o INAVIC passaram com sucesso a um levantamento conduzido pela IATA, Associação Internacional de Transportes Aéreos.
Alem das TAAG foram banidas do espaço aéreo europeu, 56 outras companhias de varias origens. Com estes novos temas, o que dizer da segurança aérea nacional? Estamos em condições para voltar a voar para a Europa?
Segundo se sabe o INAVIC devera empenhar-se na certificação de 19 outras companhias registadas em Angola, sendo que apenas uma, a Sonair, subsidiária da Sonangol cujos aviões estão registados nas Bermudas, está habilitada a voar para a Europa.
Fonte VOA

sábado, junho 06, 2009

Duas novas zonas industriais na Huíla

O governo da Huíla vai, no decurso do ano 2009, lançar duas novas zonas industriais na província, que estarão localizadas no município do Lubango, informou segunda-feira o governador local, Isaac dos Anjos.
O governador, disse que uma linha será lançada na comuna da Arimba, em direcção à Vila “Paula” (leste da cidade) e a outra na zona do Caculuvali, até as três pontes.Isaac dos Anjos frisou que, para a implementação destes projectos, estão estimados investimentos público-privados avaliados em mais de 77 milhões de dólares norte-americanos, dos quais apenas perto de 188 milhões de Kwanzas serão financiados pelo Estado.
Com estas duas novas zonas industriais, a Huíla passará a ter seis, localizadas no Lubango, na Humpata e na Matala.Isaac dos Anjos revelou que um programa adicional aos grandes investimentos públicos será apresentado brevemente, com vista a se complementar os projectos de âmbito nacional.
Neste segmento, o governador apelou aos administradores municipais a uma utilização racional dos recursos a serem postos à disposição e a observarem uma conduta de contenção exemplar, própria de um servidor público, para que se restaure a confiança dos munícipes e o prestígio da autoridade do Estado.
Quanto ao Programa de Investimentos Públicos para 2009, o governante fez saber que estão previstas a construção das faculdades de economia, de direito e medicina.Avançou que serão abertos novos troços de estradas, nomeadamente, Caconda/Chipindo, Quilengues/Cacula, Lubango/Tundavala, Lubango/Chibemba, Quilómetros 16/Palanca e Kuvango/Galangue.
Quanto aos investimentos feitos em 2008, avaliados em mais de dois biliões de Kwanzas, Isaac dos Anjos destacou a reabilitação de unidades sanitárias de Quilengues e Kuvango, que permitiram a um atendimento de 123 mil habitantes, a construção de 50 residências para quadros, a melhoria e aumento da oferta de água potável as sedes comunais e das condições de lazer dos cidadãos

quinta-feira, junho 04, 2009

A banda!

Um governador musculado!

O governador da Huíla convidou os professores que reclama melhores condições a procurarem outro emprego.
Numa província em que há um histórico de reclamações dos professores, enfermeiros e outros quadros, o pronunciamento do engenheiro Isaac Maria dos Anjos denota uma posição musculada.
Ao invés do dialogo, acreditados, que o governo arranca para a lei do bastão. Ao invés de falar, o governo da Huíla opta por soltar as garras. Mau, muito mau mesmo
Quando chegou a Huíla, nomeado pelo presidente em Outubro ultimo, o actual governador lançou uma nova era para o trabalho da média local, apelando a divulgação de criticas á governação.
Numa província com muitos problemas, a intelectualidade “corporizada” nos professores é espezinhada com palavras musculadas do governador.

terça-feira, junho 02, 2009

O fim de uma era ou há a "marosca" á caminho?

O Ministério da Comunicação Social cessou as funções das direcções gerais da Televisão Pública de Angola (TPA) e da Rádio Nacional de Angola (RNA), tendo criado comissões técnicas de reestruturação, no âmbito do seu Programa de Reestruturação e Saneamento Financeiro das Empresas Públicas do sector.

Segundo uma nota do Ministério da Comunicação Social, em cumprimento desta determinação, foram igualmente criadas Comissões Executivas encarregues de interinamente despachar os assuntos correntes das empresas.
As comissões são integradas por quadros do sector, técnicos do Ministério da Economia e consultores especializados para a área de reestruturação orgânica, funcional, administrativa e financeira e para a área da produção jornalística. Numa primeira fase, têm um período de seis meses passível de prorrogação, para conclusão dos trabalhos.
Fazem parte das comissões:
Para a Rádio Nacional de Angola, a Comissão Executiva é coordenada por Filipe Diatézwua, que trabalhará com Perpétua Cabral e Cândido da Rocha Pinto, enquanto a Comissão Técnica de Reestruturação é coordenada por Bartolomeu Sacramento, e integrada por Filipe Diatézwa e Lázaro Paulo.
Por sua vez, a Comissão Executiva da Televisão Pública de Angola é integrada por Hélder Bárber, como coordenador, bem como Gil de Almeida e Susana Mata. A Comissão Técnica de Reestruturação é composta por Sérgio Neto (coordenador), Hélder Bárber e Welwitchia Dos Santos.
A reestruturação insere-se no quadro do Programa Geral do Governo 2009/2012 e do Plano Nacional 2009, para o qual o Conselho de Ministros aprovou o Cronograma das Medidas Principais de Gestão Macroeconómica e Estruturais a implementar no decurso do corrente ano.
De entre as medidas a executar em 2009, encontra-se a reestruturação e saneamento financeiro das empresas públicas e adopção de modelos orgânicos de funcionamento e de gestão mais adequados.

domingo, maio 31, 2009

Falta de uso degrada RE no Sumbe

A falta de uso coloca em risco uma das estruturas da Radio Ecclesia no Kuanza Sul. Enquanto falta a ordem para inciar com o trabalho regular....
Na foto da esquerda para a direita, Almeida Sonhi, Madalena Cruz, MV e Jaime Mateus no estudio do Sumbe no ano passado, numa ronda por Angola antes da ida as urnas.

Lubango comemora 86º aniversário num clima de crescimento

Lubango, capital da província da Huíla, completa domingo 86 anos, desde que atingiu a categoria de cidade, em 1923, quando pela primeira vez o comboio do Caminho-de-ferro de Moçâmedes (CFM) apitou na urbe.
A octogésima sexta risonha primavera é comemorada numa altura em que a cidade renasce e procura o lugar de "jardim de Angola" perdido há vários anos, como consequência do desgaste de algumas das suas infra-estruturas, assim como do estado de "abandono" de parte das suas área de lazer.
A sua localização torna-o num dos pontos de confluência de todos que desejam cruzar Angola, tendo em conta os grandes atractivos turísticos, com destaque para o monumento do Cristo Rei, Cascatas da Huíla e da Hunguéria, fendas da Tundavala, do Bimbe e Serra da Leba. As três últimas, embora façam parte do município da Humpata, o seu acesso é feito a partir da capital.
Com um clima ameno durante todo ano, tropical de altitude a sua temperatura média anual é de 20 graus centígrados, sendo Julho o mês mais frio com os termómetros a registarem até quatro graus e Novembro o mais quente com cerca de 25 graus. A cidade tem excelentes perspectivas de crescimento no ramo de infra-estruturas. Com a realização do CAN2010, nota-se uma clara obrigatoriedade de crescimento da urbe em todos os sectores, desde a rede hospitalar, hoteleira, transportes até aeroportuária, uma dinâmica de desenvolvimento que projectará o município para os níveis desejados.
Nos últimos sete anos o município cresceu exponencialmente a nível de investimentos e prestação de serviços, assumindo o seu papel de pólo de desenvolvimento da província da Huíla, com duas potentes zonas industriais, ostentando um parque com mais de 80 unidades. Em curso está uma campanha de embelezamento da cidade, com o punho da sociedade civil, com apoio institucional da administração local, que passa pela eliminação dos focos de lixo, reconstrução de passeios, pintura de muros e edifícios, assim como a reposição da cintura verde.
A cidade do Lubango possui um Plano Director Municipal concebido em 2006 e com uma validade de 15 anos, que segundo as autoridades vai impor as regras de ocupação, uso e transformação do perímetro urbano, numa altura em que se verifica um crescimento populacional.
Com ele, as autoridades pretendem, não só reorganizar o Lubango, como também implementar novas estratégias que visem aumentar o número de equipamentos básicos, como o saneamento, água, energia, que se reverterão na melhoria da qualidade de vidas dos seus habitantes. O acesso a educação deixou de ser uma preocupação para as autoridades.
Neste capítulo não se pode passar ao lado o carácter universitário iminente da cidade que carrega consigo longos anos de uma tradição académica, patenteada recente pela criação da Universidade Mandume de Angola pelo Conselho de Ministros.
Apesar dos investimentos feitos nos últimos sete anos, superiores a um bilião de dólares, na cidade nem tudo é um "mar de rosas", a urbe vive ainda sérios problemas, principalmente os ligados as vias de comunicação internas, maior parte delas desgastadas pelo tempo e a pedirem renovação imediata. Localizado numa área de 3.140 quilómetros quadrados, a capital huilana tem uma densidade populacional estimada em quase dois milhões de habitantes, distribuídos em quatro comunas, nomeadamente, sede, Hoque, Arimba, Quilemba e outras 32 povoações.
(Por: Morais Silva, jornalista da ANGOP LUBANGO)

sábado, maio 30, 2009

O REGRESSO DO GRANDE WALDEMAR BASTOS

Um dos maiores ícones da música angolana de todos os tempos, Waldemar Bastos, está em vésperas de lançar em Luanda o seu mais recente disco.
Este tem a particularidade de vir com sucessos dele e de outros com um formato fantástico. Vai contar com o concurso da Orquestra Sinfónica de Los Angeles, onde o cantor vive radicado.
Waldemar “ confessou-me” isto numa grande entrevista que me concedeu em Fevereiro último. Estamos a espera. Força kota!

Clamor no deserto ou liberdade de imprensa?

Este ano a UNESCO, o organismo da ONU para a cultura, educação e ciência escolheu um tema sugestivo para assinalar o dia mundial da liberdade de imprensa.

“Os Potenciais dos Meios de comunicação social em divulgar o diálogo, o entendimento mútuo e a reconciliação” foi o lema.

É mais uma forma de se reflectir sobre o rumo da média angolana e não só, nestes tempos de crise económica e globalização no verdadeiro sentido da palavra.

Como está a nossa imprensa? É verdadeiramente plural, arejada defendendo o direito da população de estar informada e formada? O surgimento de novos órgãos e a contratação de mão-de-obra estrangeira parecem ser os principais desafios hoje verificados. Será uma utopia falar de liberdade de imprensa neste país, com interesses cada vez mais intrigados?

As conexões fazem de alguns órgãos prósperos (e sabe o diabo porquê?) e enquanto que a maioria dos jornais continua a minguar por uma fatia do suculento repasto que por ai vai.
Convenhamos, que a comunicação social em Angola está mais rica. Nasceram mais algumas estações de rádio, surgiu uma nova TV, desta feita privada, e vão aparecendo mais títulos de jornais.
A “Rádio Mais” vai a conquista do interior, a Ecclesia “navega” nos seus próprios lamentos e na obediência a lei que alguém teima em tolher todos os dias. È o cenário…

ATENÇÃO: Concurso da VOZ DA AMERICA #

" Amigos ouvintes, chamamos a vossa atenção para o concurso que o serviço em português da VOA está a promover:Trata-se de um concurso de fotografia digital.
Enviem-nos fotos dos vossos lugares, das vossas cidades, dos vossos países, de pessoas, de coisas, de eventos, fotos interessantes…Das fotos recebidas vamos escolher seis fotos por grupo: Angola, Moçambique, Cabo verde, São Tome e Príncipe, Guiné-Bissau, Brasil, e o resto do mundo…dessas seis a melhor será parte do nosso calendário de 2010, claro com a autorização do fotógrafo, e com crédito dado.O concurso vigora de 1 de Maio a 31 de Julho.
Em Agosto escolhemos as seis melhores.A melhor das melhores fotos receberá um rádio de manivela, e irá figurar no nosso calendário de 2010. As outras cinco receberão um relógio de mesa.Gostaríamos depois de colocar todas as fotos no nosso site e de as podermos usar, dando, evidente crédito ao seu autor.
Requisitos: fotos originais, de alta resolução (para uma boa reprodução), e com tamanho de uma foto normal.
Enviem as vossas fotos por correio electrónico para português@gmail.com (de preferência) ou paraportuguês@voanews.com Se enviarem por correio a reprodução da foto será um pouco mais difícil.Participe e passe palavra sobre o concurso ah família e amigos. Contamos com a vossa participação."
# Anuncio colocado a pedido da minha "antiga" chefe Ana Bela Guedes, chefe da secção em português da Voz da América em Washigton, DC.

Munícipes agastados com péssima qualidade nas obras recelagem asfáltica de algumas das vistosas ruas no Lubango.#

Lubango - Os trabalhos de recelagem do tapete asfáltico da rua (vulgo) da Ene, sendo também referência o cruzamento junto da Rádio Huila. Estão na base de imensos desabafos.
No (não)entender dos munícipes, a empresa encarregue do mesmo aplicou um material que deixa a brita solta, dificultando o atrito entre as rodas do veículo e o solo.
No programa 5ª feira à noite, a situação foi retratada numa crónica suficientemente frontal, ao ponto de pedir que, se era para brincar, o melhor é voltar já com um trabalho de adultos e não de crianças de colégio.
"Brincadeira tem horas, e a hora certamente não é essa", advertia uma voz sénior da rádio estatal. Os próximos dias são de expectativa, já que o (mau) trabalho está à vista de qualquer um.
# Texto de G. Patissa

Património cultural

Em Abril o mundo comemorou a data dos monumentos e sítios. Em Angola a data foi marcada com alguma pompa e circunstância.

Património Histórico refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico.

A preservação do património histórico teve início como actividades sistemáticas no século XIX, após a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, inicialmente para restaurar os Monumentos e Edifícios Históricos destruídos na guerra. Luanda, a nossa linda capital, está nos últimos dias a perder boa parte da sua característica. A conhecida Paris de Africa dos anos 60 do século passado, é hoje amorfa, com edifícios de valia histórica derrubados.

Quem não respeita a historia não tem cultura, dizem alguns entendidos na matéria.
As cidades organizadas por este mundo foram, preservam a sua história, mesmo com a necessidade de expansão e desenvolvimento. É assim em Lisboa, Roma ou mesmo Atenas. A preservação destes locais e a sua inserção nas rotas turísticas é uma mais valia económica para as municipalidades. Luanda, infelizmente, nota o inverso.

Com febre do canteiro de obras, surgiram edificações na zona baixa, derrube de infraestruturais que ajudaram a escrever as letras de ouro da nossa história. Muitos deles taxados com a chancela de património cultural.
O derrube do mercado do Kinaxixi, a reformulação do palácio dona Ana Joaquina, a questão da zona da Lello, o derrube do Elinga teatro continuam na nossa memória.
Será que Luanda vai continuar descaracterizada, sem uma preservação da parte antiga da cidade em resposta a febre de reconstrução? Porque derrubar edifícios com história para erguer novas construções?

Angola e a crise

A reconhecida crise económica mundial vai de vento em polpa. De todos os cantos do mundo vêm informação da redução na concepção de créditos, a perda de empregos (particularmente em áreas como a industria extractiva de diamantes e ouro, ou ainda na montagem de automóveis).

Todo o mundo fala da crise. Hoje a moda em Angola é falar de diversificação da economia nacional, recentemente defendida pelo presidente da república e sancionada pelo conselho de ministros na última semana.
Com o desenvolvimento de Angola, segundo entendidos na matéria, devia passar não só pelo sector petrolífero, mas em áreas como a exploração de outros recursos como ferro, diamantes, ouro, granito e ainda um plano maior de para a exploração da agricultura industrial e muito mais. Estaremos perante a possibilidade de se melhorar a vida dos angolanos?
No momento em que a conjuntura económica internacional é definida como muitos países vivem numa clara recessão, a previsão do governo é de 55 dólares o barril de petróleo, ou seja o suporte deste OGE. O governo já fala em revisão, o que poderá acontecer em Junho próximo.
Sabe-se que hoje, os sectores dos petróleos e dos diamantes são os mais atingidos pela crise.
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, já tinha considerado que o efeito da crise económica e financeira mundial sobre a economia nacional “é o assunto que está hoje no centro das preocupações do Governo e de todos os angolanos”.
Deve-se também avançar mais na poupança, um sentido de austeridade profundo.

domingo, maio 10, 2009

U2 de volta.

Os U2 de volta. Um disco e tanto! Novo single de No Line On The Horizon já tem teledisco, realizado por Alex Courtes, o autor do vídeo de "Get On Your Boots".
Realizado em Marrocos por Alex Courtes, autor dos vídeos de "Get On Your Boots" e também de "Vertigo" e "City of Blinding Lights", o teledisco de "Magnificent" acaba de ser apresentado pelos U2 no seu site oficial .

quarta-feira, março 25, 2009

Huíla: Nova dinâmica governativa ou baralhar e deixar tudo na mesma?

Uma redobrada expectativa toma conta de algum círculo huilano habitualmente critico as acções da governação local, depois de ligeiras “ mexidas” operadas no xadrez administrativo provincial e municipal. Mesmo com a convicção de que se mexeram nas cartas para depois as voltar a distribuir, há apenas a ideia vaga de que alguma coisa foi feita.
Certamente vão continuar as conexões do poder local (executivo e politico) e os tentáculos empresários, a promiscuidade entre o público e privado e o espírito de “ deixa andar”. Tal como informamos antes das mexidas, observaram-se medidas na pasta da comunicação social, ministério de assuntos sociais, e educação e cultura e estudos e planeamento.
Pouco se espera de grande parte destas pessoas. Alguns dos postos foram deixados por figuras que ascendem ao cargo de vice governadores, dando lugar a outras de menor visibilidade.
O governador da Huíla, Isaac dos Anjos, nomeou novos membros do seu executivo.
No referido despacho, o governador nomeou, para o cargo de director provincial da Educação Ciência e Tecnologia, Américo Chicote, Assistência e Reinserção Social, Catarina Manuel, Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra, Benjamim Kapata, Comunicação Social, Maria Rosa Gonçalves, locutora da RNA a mais de 20 anos.
Uma redobrada expectativa toma conta de algum círculo huilano habitualmente critico as acções da governação local, depois de ligeiras “ mexidas” operadas no xadrez administrativo provincial e municipal. Mesmo com a convicção de que se mexeram nas cartas para depois as voltar a distribuir, há apenas a ideia vaga de que alguma coisa foi feita.
Certamente vão continuar as conexões do poder local (executivo e politico) e os tentáculos empresários, a promiscuidade entre o público e privado e o espírito de “ deixa andar”. Tal como informamos antes das mexidas, observaram-se medidas na pasta da comunicação social, ministério de assuntos sociais, e educação e cultura e estudos e planeamento. Pouco se espera de grande parte destas pessoas. Alguns dos postos foram deixados por figuras que ascendem ao cargo de vice governadores, dando lugar a outras de menor visibilidade.
O governador da Huíla, Isaac dos Anjos, nomeou novos membros do seu executivo.
No referido despacho, o governador nomeou, para o cargo de director provincial da Educação Ciência e Tecnologia, Américo Chicote, Assistência e Reinserção Social, Catarina Manuel, Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra, Benjamim Kapata, Comunicação Social, Maria Rosa Gonçalves, locutora da RNA a cerca de 20 anos. Para o cargo de directora da Cultura foi nomeada Maria Marcelina Gomes, Comércio Hotelaria e Turismo, Fernando Calola, Registos, António Venâncio (um antigo quadro do governo local), Indústria, Geologia e Minas, Paula Joaquim, Ordenamento do território e Urbanismo, Nuno Mahapi e para o cargo de directora interina do gabinete do Estudos Planeamento e Estatísticas, Lourdes Pintal. Noutro despacho o governador Isaac dos Anjos exonerou, João Rodrigues de Castro do cargo de director provincial da comunicação social, Ana Paula Inês (actual vice ministra da educação) de directora provincial da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, Sérgio da Cunha Velho ( actual vice governador e dirigente do Benfica do Lubango) do cargo de director do Comércio, Indústria, Hotelaria e Turismo.
Vitória da Conceição (actual vice governadora) foi exonerada do cargo de directora do MINARS, Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra, Fernando Pontes Pereira ( vice governador) de director do Gabinete do plano e Manuel Cafussa da direcção provincial da Juventude e Desportos. Ainda no mesmo despacho, foram exonerados e reconduzidos aos respectivos cargos, os directores provinciais de Agricultura, Lutero Campos, das Águas, Abel da Costa, Rosário Ima Panzo (um antigo vice governador do Namibe, apontado anteriormente como possível governador da Huíla) das obras Públicas, Mariana Dias dos transportes, Albino Ferro da administração pública emprego e segurança social e Dionísio Epalanga da Justiça.
Os membros do governo ora exonerados haviam sido nomeados em despacho de 28 de Março de 2000, pelo governador Ramos da Cruz.
Para o cargo de directora da Cultura foi nomeada Maria Marcelina Gomes, Comércio Hotelaria e Turismo, Fernando Calola, Registos, António Venâncio (um antigo quadro do governo local), Indústria, Geologia e Minas, Paula Joaquim, Ordenamento do território e Urbanismo, Nuno Mahapi e para o cargo de directora interina do gabinete do Estudos Planeamento e Estatísticas, Lourdes Pintal. Noutro despacho o governador Isaac dos Anjos exonerou, João Rodrigues de Castro do cargo de director provincial da comunicação social, Ana Paula Inês (actual vice ministra da educação) de directora provincial da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, Sérgio da Cunha Velho ( actual vice governador e dirigente do Benfica do Lubango) do cargo de director do Comércio, Indústria, Hotelaria e Turismo.
Vitória da Conceição (actual vice governadora) foi exonerada do cargo de directora do MINARS, Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra, Fernando Pontes Pereira ( vice governador) de director do Gabinete do plano e Manuel Cafussa da direcção provincial da Juventude e Desportos.
Ainda no mesmo despacho, foram exonerados e reconduzidos aos respectivos cargos, os directores provinciais de Agricultura, Lutero Campos, das Águas, Abel da Costa, Rosário Ima Panzo (um antigo vice governador do Namibe, apontado anteriormente como possível governador da Huíla) das obras Públicas, Mariana Dias dos transportes, Albino Ferro da administração pública emprego e segurança social e Dionísio Epalanga da Justiça.
Os membros do governo ora exonerados haviam sido nomeados em despacho de 28 de Março de 2000, pelo governador Ramos da Cruz.

Está a caminho mais um sucesso!

Paulo Flores " ex combatentes".

terça-feira, março 24, 2009

Lufada de ar fresco na comunicação social da Huíla?

Opiniões pertinentes julgam que a comunicação social pública na Huíla poderá ganhar uma lufada de ar fresco, com a exoneração do anterior director da comunicação social, João Rodrigues de Castro, quase vinte anos depois.

O anterior director era descrito como um homem alheio aos novos tempos que a “ média moderna” comporta. Entra em cena a veterana locutora da Rádio Huíla, uma estação do grupo RNA, Maria Rosa Gonçalves.
Apesar da escolha ter sido movida mais por critérios políticos do que habilidades técnicas para se estar a frente do curso, o único mérito a assinalar desta mexida do governador Isaac dos Anjos é exactamente a mudança de ares. Rosa Gonçalves é membro do grupo restrito e influente do MPLA na Huíla, conhecido por Comissão executiva do partido.
Antes, Rosa, viu o seu nome cogitado para ocupar o cargo de Directora da Rádio 2000, depois da greve de jornalistas e técnicos que culminou na saída da direcção de Horácio Reis, depois de um “ braço de ferro” de que não há memoria em Angola.
DESAFIOS
- Despartidarizar os órgãos de comunicação social, especialmente as Rádios, que são conotadas como “extensões” do MPLA. A Rádio 2000 cortou os debates (mesmo os de produção independente). Não permite a veiculação de qualquer informação de círculos conotados com a oposição ou críticos ao regime. A Rádio Huíla, da qual faz parte a actual directora da comunicação social, reabriu o debate, mas sem o esperado contraditório;
- Promover e dinamizar a criação do Clube de Imprensa da província, a semelhança de Benguela;
- Tratar por igual os jornalistas da média estatal e os poucos correspondentes da imprensa privada. Até hoje, os correspondentes das Rádio Ecclesia e Mais, anteriormente Voz da América e de jornais privados, trabalham praticamente na “clandestinidade”. Não são convidados a actividades oficiais. Se aparecem são olhados de esguelha e as suas matérias veiculadas a Luanda são obra da habilidade especulativa que campeia nas terras altas da chela.
- Trabalhar na articulação entre o governo e os jornalistas. A relação actual é descrita como sendo de total subserviência ao executivo local. No passado os profissionais eram chamados directamente á cobertura, muitas vezes sem se dar cavaco as direcções de órgãos;
- Melhorar as condições de trabalho e a cedência de viaturas as redacções;
O desafio é hercúleo para o bem da classe jornalística da Huíla, no Lubango e não só.

Os ganhos da visita de Bento XVI *

Quanto o avião Boeing 777 da reformulada companhia italiana Alitalia, que transporta o Papa Bento XVI, aterrar no aeroporto internacional 4 de Fevereiro em Luanda, milhões de angolanos poderão pensar nos três principais ganhos, na minha opinião, da primeira visita apostólica á África do Santo Padre, quatro anos depois do Cardeal alemão Joseph Ratzinger ter sido escolhido o Sumo Pontífice, o líder máximo da igreja católica.
Os ganhos serão, claro, nos capítulos religioso, com o seu forte alcance no passado e nos dias de hoje, e ainda, diplomático e político. No alcance mais local, observam-se os trabalhos de restauro em estradas e acessos a locais das celebrações pontifícias, fachadas de edifícios, paróquias. Muitas residências particulares também conheceram nos últimos dias pintura de fachadas, com realce para adjacente á paróquia de São Paulo.
No capítulo religioso, seguramente o mais notável nesta visita de três dias, confinada á Luanda, o Papa encontra uma Angola sem o mesmo impacto do fenómeno seitas, com por exemplo na Republica Democrática do Congo (RDC), para alem de outras dezenas de países por este continente.
A questão das seitas é várias vezes referida por figuras autorizadas da igreja católica em varias parte do mundo. Alguns cristãos baqueiam perante a avalanche de algumas igrejas tradicionais africanas, a par de outras confissões particularmente de origem sul-americana. O séquito Papal encontra, ainda, um país em que a igreja se apresenta com uma larga experiência no campo da reconciliação nacional e pacificação.
Os congressos pró Pace, as varias edições dos encontros conhecidos como “ semana nacional social” são apenas dois dos mais acabados exemplos do contributo da igreja na pacificação e no cobrir as feridas abertas durante o largo tempo em que irmãos digladiavam-se com armas na mão. Hoje, apesar de ainda haver a necessidade de se limarem varias arestas, o balanço é descrito como positivo e isto é um ganho nacional.
Na área diplomática podemos afirmar sem medo de errar de que esta é a mais importante visita ao país de uma alta entidade nos últimos 17 anos. O Papa tem uma dupla faceta: é chefe de estado do Vaticano e líder mundial da milenar Igreja Católica Apostólica Romana. Um balão de ensaio para os esquemas operativos de segurança desta magnitude foi observado recentemente com a visita á Angola de Raul Castro de Cuba.
Com o sucesso garantido da visita do Santo Padre, há em alguns círculos a convicção de que Angola estaria preparada para receber por exemplo um Barack Obama, dos EUA.
Há observações que apontam que as autoridades angolanas vão capitalizar bastante politicamente com a visita do Papa á Angola. Arrisca-se mesmo em se dizer que o período desta deslocação teria sido friamente calculado, devido a esta nova imagem que o nosso país está a passar para o mundo. Pelo facto de Luanda estar no centro das atenções, os jornalistas deverão mostrar aos quatro cantos do mundo uma Angola em mudança, em paz efectiva desde 2002, em crescimento em época de recessão das grandes economias mundiais, e claro um território profundamente cristão. Certamente a pobreza e o paradoxo com os milhões de barris explorados todos os dias também, poderá ser notícia, mais de cá o “recado” deverá ser o de muito trabalho por se fazer, mas com os pés firmes em época de colapso económico.
Esta leitura política foi desvalorizada na conferência de imprensa dada a bordo do avião pelo Padre Frederico Lombardi, o porta-voz do papa. Lombardi disse “ colocar claramente de lado este deslocação em clima pré eleitoral, rumo as presidenciais”.
* Texto de opinião assinado por Manuel Vieira e publicado na última sexta feira na edição do Semanario O País

terça-feira, março 17, 2009

Radio Ecclesia e a vinda do Papa

O director da Rádio Ecclesia, padre Maurício Kamutu,disse à Agência Lusa acredita que a visita do Papa a Angola vai ajudar a desbloquear as emissões da estação da Igreja Católica angolana para todo o país.
O director da Rádio Ecclesia, padre Maurício Kamutu,disse à Agência Lusa acredita que a visita do Papa a Angola vai ajudar a desbloquear as emissões da estação da Igreja Católica angolana para todo o país.

A Rádio Ecclesia, a emitir actualmente apenas para Luanda, de acordo com a lei em vigor, aguarda há 10 anos que o Governo permita a cobertura nacional. Em declarações à Lusa, o padre Maurício Kamutu, informou a Ecclesia já neste momento um prejuízo superior a três milhões de dólares (2,3 milhões de euros ao câmbio actual) em material nas províncias que se está a degradar por falta de uso.
"Os nossos técnicos que foram enviados para fazer a vistoria do material constataram que há muito material que já não serve", disse à Lusa o director da emissora, acrescentando que, caso seja autorizada a extensão do sinal, será necessário adquirir novos equipamentos.
Os equipamentos foram instalados em todas as províncias do país em 2002, mas a falta de uso causou a sua ruína, explicou o padre Kamutu. A Rádio Eclesia foi reaberta em Angola em 1997, depois do seu encerramento em 1977, no período pós independência, e até hoje "trava" uma luta para que o seu sinal seja escutado nas restantes províncias do país.
De acordo Maurício Kamutu, são vários os contactos que a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) tem mantido com as autoridades angolanas para que a situação seja "desbloqueada". "Infelizmente não tem havido nem seguimento, nem concretização do que se tem dito", frisou o director, acrescentando que a rádio e os cidadãos, que "a todo o momento questionam quando estará resolvida a situação", continuam na expectativa.
Maurício Kamutu acredita que a situação possa resolver-se com a visita, de 20 a 23 deste mês, do Papa Bento XVI a Angola, salientando que é necessário haver "boa vontade e aceitação da rádio". "Pelo que temos visto até aqui, acho que não há boa vontade. O que falta de facto é vontade política, porque não podemos andar atrelados a uma lei, que deve ser feita para satisfazer os cidadãos, tornar a sua vida mais plena e não torná-la mais difícil", referiu.
Na reabertura da rádio foi perspectivado que o seu funcionamento fosse igual ao do tempo colonial, com o sinal para toda Angola, mas depois de criadas as condições, com o apoio de embaixadas e organizações não governamentais, não foi permitida a extensão do sinal.
"A igreja fez tudo com o apoio desses amigos. Os materiais foram instalados nas províncias e quando quis começar a difundir o sinal para todo o país, o Governo pura e simplesmente, pelo ministro da Comunicação Social, disse que a Rádio Eclesia não podia difundir nesses moldes", explicou.
A criação da nova lei de imprensa angolana foi na altura a justificação apresentada pelo Governo para o impedimento. Todavia, já aprovada, a lei ainda não foi publicada e, por isso, ainda não foi permitida a difusão do sinal nas províncias.
"Entrámos nessa cantiga e esperávamos que a nova lei de imprensa pudesse dar alguma abertura em relação a isso, mas infelizmente não houve abertura nenhuma", disse.
A Rádio Eclesia, que nasceu como suporte para a obra evangelizadora da Igreja, era escutada antes da independência em países vizinhos como a República Democrática do Congo e a Namíbia.
Com mais de 80 trabalhadores, entre os quais cerca de 30 jornalistas, tem programas dirigidos aos jovens e mulheres e sobre a actualidade do país.
A informação é uma das apostas da Ecclesia e, os seus microfones são frequentemente abertos à oposição política e às organizações da sociedade civil, sendo também comum a denúncia de situações que envolvem injustiça social.
FONTE: Lusa