KESONGO
JORNAL EDITADO EM BENGUELA. DISTRIBUIDO EM TODO O PAÍS.
ENTRE BAMAKO E O RIO DA ÁGUA GRANDE
Há um dia
Serra da Chela é um dos pontos mais altos de toda a Angola.O cume mais visivel daquela maravilhosa cordilheira que serpenteia o "planalto sulano". Localizado no cosmopolita Lubango, a serra tem mais de 2000 metros de altura.Está lá. Imponente. Dando "guarida aos andarilhos e refúgio aos perseguidos". Mostra o Cristo redentor. Faz-se de mascote da cidade.Está pós aqui a SERRA DA CHELA. Email:pmavieira@yahoo.com.br
"Mais uma vez a culpa é da chuva!" dizem alguns. O CHELA PRESS, numa materia (meio opinião- meio noticia) assinada por um dos meus confrades no terreno, atesta a olho num os caminhos da governação quando a chuva " aperta" mais do que deve! O Lubango ficou "tremido" com o numero de locais em que o trânsito esteve quase cortado. Na descrição deste quinzenário o " ponteco de acesso ao estádio do Ferroviario estava quase a desabar, o mesmo acontecendo com o acesso ao cemitério da Kanguinda" recentemnte recuperadas por empresas locais. A força das chuvas provocou a destruição parcial das suas composições em função das fortes cargas de água que se abateram sobre a cidade nos ultimos meses. O jornal chama de "gatafunhos" os trabalhos efectuados em pontes e pontecos. Até o ponteco junto do BPC dos Laureanos, á caminho do Santo António estava na eminência de desabar. Se tal acontecesse, imagine-se que alternativas te~ria o cidadão para chegar ao mercado do Tchioco, ao aeroporto ao bairro do Santo António, a linha para Chibia, Gambos, Cunene e Namibia. Amigos no Lubango disseram-me que o adminsitrador visitou os locais e apresentou o dossier ao governador para a procura de uma solução....
Parece que as operações de "tapa buracos" não caminham bem. Quase tuido é cosmético, corroendo cada vez mais a pouca paciência do cidadão que apenas deseja uma vida, mais ou menos, folgada.
O governador da Huila foi descrito nesta semana, por fontes por nós contactadas no Lubango, como estando a travar “ in extremis” um latente conflito entre empresas de exploração de pedras preciosas e as comunidades nativas do disputado município dos Gambos. Ramos da Cruz terá sido confrontando, segundo as mesmas fontes, com o desejo das autoridades tradicionais em mandar para fora do município algumas das empresas envolvidas na exploração destes recursos. Na base do conflito está um contrato, assinado por tais companhias e pelo governo, em que os primeiros comprometem-se em fazer algumas “ benfeitorias” no terreno de exploração, consubstanciadas na construção de escolas para os vários níveis de ensino, a abertura de furos de aguas para o uso das populações e abeberamento do gado entre outras. Volta e meia essas empresas voltam a ludibriar os sobas e as comunidades. No terreno nada é feito a não ser actos do governo. As empresas ANGOSTONE, ENGRAMA e ROREMINA são as mais citadas. Apenas a OMPUNDA KAJAC ( próxima de dignitários locais) estará a cumprir, segundo as fontes, com o seu papel. O governador terá conseguido travar o conflito mas não termina-lo. No entanto, fala-se de fome nos Gambos. As localidades de VILHAMBWNDO, CHIANGE ( sede municipal) e CHIMBEMBA são as mais visadas. A seca que se faz sentir há muito tempo na localidade dos Gambos está a provocar fome e sede as populações e ao gado. Ainda não há noticias de mortos. Este “ filho pobre” da Huíla está a cerca de 180 kms a sul do Lubango.
Ensinou jornalismo e português. Criou uma especie de "Clube de Jornalistas Catolicos" e nunca admitia uma " calinada" na rádio, pois estava logo á porta da redacção para corrigir o " infeliz". Fomos nos aplicando. Mas o ponto mais alto, dos contactos com este homem de grande cultura e sentido de missão ( editava sozinho, durante varios anos, o boletim "Vozes do Lubango", a unica revista propriedade da igreja que circula por todo o país) foi a conferência sobre " Os Mídia e a Democracia" realizado no ICRA do Lubango em 2002. Participei na preparação e fui um dos oradores principais.
(ENTRADA DO LUBANGO PARA QUEM SAI DO AEROPORTO INT. DA MUKANKA)
As zonas que ligam os bairros periféricos e o resto da cidade são os locais mais atingidos, com pontes prestes a desabar, estradas esburacadas, clamando por intervenções urgentes.
Preocupado com esta situação, o administrador municipal do Lubango, Vigílio Adriano Tyova, depois de uma visita de campo aos vários pontos críticos da cidade, reconheceu a necessidade de se evitar o pior com intervenções, afirmando contar com o governo da província para superar a crise financeira. As chuvas que caem um pouco por todo o país também é preocupação das autoridades da província da Huíla que receiam situações menos boas para o interior da região, já que no Lubango a possibilidade de calamidades como inundações é pouco provável.
Até hoje. Entrei na rádio a brincar, no tempo da pirataria, e quando dei conta estava parado na redacção da TSF. Eu miúdo - 21 anos que pareciam 16 -, inexperiente, meio acanhado a um canto e eles já se passeavam com o peso das estrelas que me pairavam na imaginação desde sempre. Reconhecia cada voz e dava-lhe um nome, acertava sempre. Estranhava os rostos e as figuras, mas tentava habituar-me à estranha sensação de dar corpo e imagem real a quem conhecemos de viva voz mas nunca encarámos pessoalmente. Não me deslumbrava, admirava-me, com simplicidade e humildade, perante todo aquele cenário que sempre fez parte dos meus sonhos. Duas horas encostado a uma parede e ninguém parou nem reparou em mim no primeiro dia. Era a TSF no auge da "rádio em directo". Muitas notícias para pouco tempo. Mais uma piscadela de olhos e já estava num estádio. Microfone em punho e a voz deles nos meus ouvidos, a dizerem o meu nome e a pedirem "bitaites". António Esteves para aqui, António Esteves para ali. Suprema vingança.
Os meus pais passavam o fim-de-semana com o rádio aos gritos lá em casa, e eu no campo, finalmente no campo, a dizer as coisas que ouvia quando me fechavam no quarto para não fugir para a bola. A rádio libertou-me da clausura e eu paguei-lhe com um amor incondicional. Até hoje. Cada um é como cada qual e não se compara o que não tem comparação. Foi por isso que naquela terça-feira, mesmo moído pela folia de uma noite de máscaras que não dispenso já lá vão uns anos, ouvi com igual prazer, e longe da sonolência, os "quatro mosqueteiros" da rádio que é a minha. A rádio do rigor mas também da emoção, da isenção mas também do espectáculo, do humor e da fina ironia. Os dias da rádio vieram no seu melhor, em dois duetos. Um quarteto de luxo em esplendor no éter. Na Antena 1, David Borges e Carlos Daniel.
Na TSF, Fernando Correia e Jorge Perestrelo - hoje apenas uma das melhores recordações de quem a ama a rádio. Quatro dos melhores de sempre. O David, com a sua voz gutural e o seu pragmatismo rigoroso de quem sabe muito bem do que fala, o Carlos com um ritmo emocionante e compassado e a memória de elefante que nos deixa de boca aberta, dois artistas numa deliciosa harmonia com um saboroso ritmo desigual numa melodia em futebol maior. Do outro lado a fina flor dos 89.5, o prazer do futebol em FM. A voz respeitável e bem disposta do Fernando que nos conta a "estória" dos jogos, de cor e sem cábula, como se já fosse a crónica de um jogo passado, o Jorge num estilo irreverente e inigualável de emoção e espontaneidade, um português com o sangue africano a ferver-lhe na guelra. Tinhas o coração junto à boca Jorge! Eles ali a cantarem nas colunas o jogo da Luz e eu a saltar de posto em posto para não perder um segundo de cada dupla. Perdi-me em recordações e histórias comuns. Eles numa inesquecível sinfonia, e eu, adrenalina ao rubro, a beber cada um dos lances daquele Benfica-Porto pelas colunas do meu carro, que parecia o meu quarto de menino onde comecei a amar a rádio. Até hoje. Comecei com o Jorge Perestrelo, na TSF e na SIC - nas coisas do futebol onde agora só participo às vezes - mas trabalhei com todos eles com igual prazer. Eu menino, a querer ser como os grandes na profissão, e eles, já homens e estrelas da rádio, a darem-me tudo sem eu pedir.
Saber e amizade, simpatia e admiração, apoio e nas orelhas. Seguimos muito tempo pela mesma estrada, hoje seguimos por direcções opostas. Só o Jorge, num repente inesperado disse adeus cedo demais. Parece que foi ontem. Encontrámo-nos de forma inesquecível, naquela terça-feira, no meu rádio, que me deu tanto prazer mascarado de telefonia do meu quarto, a cantar-me o jogo pelas colunas do meu carro. Voltei a ser menino outra vez e a desejar estar lá, no estádio, de microfone em punho, a ajudá-los na cantoria de um jogo emocionante. Não sei de quem é a culpa do "pecado original" - desconfio apenas - mas bem haja a quem teve arte para nos devolver assim, sem custo acrescido, os dias da rádio que eu amo, onde vivi mais de metade da minha vida de jornalista.
São sem dúvida quatro dos melhores - o Jorge nunca vai morrer para a História da Rádio - e tal como outros que não cabem nesta estória serviram de mestres a uma nova geração cheia de valor, que também já nos canta os jogos na rádio com muita arte: Hélder Conduto - o meu preferido -, João Ricardo Pateiro, Alexandre Afonso, Paulo Garcia. Que amem tanto a rádio como eles sempre a amaram e respeitaram. Eu amo desde que me conheço, até hoje... ANTÓNIO ESTEVES, JORNALISTA DA SICps: Este artigo reflete ( também) a nossa paixão pela rádio!!!!
Governo da Huíla pronto para apoiar eventuais vitimas de enxurradas no Lubango. Chefe do executivo garante que se tal acontecer no Lubango o apoio será "rapído e completo". Se tal acontecer no interior " dificuldades poderão ser sentidas". Que o diabo seja surdo, mas vale dizer que " quando as barbas do vizinho ardem, convém colocar as tuas de molho"!
O discurso oficial, no Lubango, diz que em breve haverá uma universidade autónoma para a regiao sul do país. Nada mais correcto. Incorrento seria pensar o contrário. Com isto, poderá baixar o indicie de "emigrantes estudantis" á terras como Luanda e a mão de "obra qualificada" no terreno pode aumentar.
Ai está a escola Mandume (antigo Liceu Diogo Cão) pode ser aproveitada para que as suas enormes instalações sejam covertidas numa das faculdades da emergente UNIVERSIDADE DO LUBANGO, abarcando a Huíla, Namibe e Cunene.
Escreveu um dos semanarios da capital que o cabritismo, tambem conhecida como a arte de comer onde se é amarrado ( falando obviamente de um cabrito). Hoje a "política do cabritismo" continua evidente, arraigada nos meandros das nossas sociedades. Bom há quem que este custume é exercido por quem está proximo ou exercça o poder. BOM RESTA DIZER VIVA O CABRITISMO....
att: CONFIRA O SEMANARIO ANGOLENSE, edição de 20 a 27 de Janeiro de 2007 ou www semanarioangolense.com
>Brasil- Segundo o Jornal Brasileiro,Estadao, o rapper MCKappa (ou MCK) é uma espécie de voz quase solitária em sua Angola. Por suas letras virem carregadas de denúncias sociais e alertando para a democracia ditatorial imposta em seu país, MCK já sofreu ameaças. Já o quiseram calar. Mas ele não se intimidou.
“A música é um instrumento de luta”, prega na abertura de seu CD Nutrição Espiritual (Masta K Produsons), o segundo da carreira. Nela, ele defende ainda que o rap angolano tem de trazer a própria identidade, a própria cara, “a fotografia da voz”.
“Para que imitar o 50 Cent?”, chega a questionar. Segundo ele, em Angola, não existem muitos rappers nessa linha mais revolucionária. Grande parte deles prefere continuar a copiar o modelo de rapper criado pelo americano, que exalta as festas, as mulheres.
Em cada faixa, MCK traça um pouco do retrato de quem vive na favela angolana - que não é muito diferente da realidade de quem mora na favela de qualquer lugar do mundo. Por isso, as agruras contadas e rimadas por ele se tornam tão universais. Em Atrás do Prejuízo, fala da luta diária por trabalho, por sobrevivência. “Eu vou sorrir pra não chorar é mais um dia na minha vida”, diz no refrão.
Alerta que a democracia não cai do céu em O Silêncio também Fala, numa referência direta aos governantes de Angola, onde a liberdade de expressão é controlada e o totalitarismo, velado. Longe de ser um rap de entretenimento, desses que ouvimos a toda hora nas rádio, Nutrição Espiritual é um CD de letras diretas, fortes. Não indicado para estômagos sensíveis.
Fonte: Estadao.com.br</
Não seria sacrílegio nemhum apontar uma nova maravilha do mundo! Mas a Leba lá está e a disputa também, apesar de incubada entre os contendores, pois assim é politicamente.....
( Cristo Rei - no cimo da Serra da Chela)
Mais um ano, mais um ponto somado na rota da vida, muitas vezes indigesta, desta urbe lançada, pelo calor do tempo a metrópole sulista, nesta Angola tida como nova. Passam os anos, mas o frio de rachar; o olhar redentor de cristo; a logíca turistica das coisas sem logíca são, hoje por hoje motivos de reflexão. Caminhamos, olhando para um Lubango que se espera cada vez melhor. PARABÉNS LUBANGO....
Há mais de 120 anos, exploradores madeirenses conheciam o planalto da Chela e depois um vale ao qual, com os anos deram o nome de cidade " Sá da Bandeira" em homenagem a outro exlorador lusitano. Hoje a cidade chama-se Lubango, em homenagem a um soba local, o planalto continua e a necessidade de densevolvimento faz a fé de quem está longe da terra. Lubango " Saudades de quem te ama".
Imagem da construção na decáda de 70 do sec. XX do cinema Miramar em Luanda. Situa-se numa das mais " solicitadas" zonas residências de Luanda, com vista para a Baía, Ilha de Luanda e o seu porto de águas profundas. Uma zona onde varias chancelarias ocidentais procuraram "torrões" ou hectares de terra para abrir embaixadas. Eis um contributo, em imagem, para a história de Angola.