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terça-feira, abril 24, 2007

Palavras finais ao Luís

Mais um companheiro se foi. O Luís Pascoal, da TPA-Huíla, foi assassinado por desconhecidos, nesta segunda feira, na (agora violenta, demais) cidade do Lubango. Jornalista de imagem há 25 anos o Luís não resistiu aos ferimentos provocados pelos seus algozes, sem causa aparente. Alias, não há causa que justifica uma morte. Apesar das privações por que passava e não escondia isso, o Luís nunca virou a cara á luta.
Os encómios nesta altura não falham. O governo da província da Huíla foi o primeiro lamentando a morte do operador de câmara. Numa mensagem, o director provincial da Comunicação Social, João de Castro, afirmou ter sido com profunda consternação que as autoridades locais tomaram conhecimento da morte do repórter, endereçando à família enlutada e à TPA, profundos sentimentos de pesar.
Segundo a ANGOP, a polícia ainda não se pronunciou sobre o caso, uma vez estarem a decorrer as investigações.

quarta-feira, abril 18, 2007

Morreu um padre dedicado ao sul de Angola

Morreu no domingo passado o padre Serafim Lourenço, vítima de morte repentina. O sacerdote que tinha mais de 80 anos, de nacionalidade portuguesa, trabalhava na missão do Munhino, na arquidiocese do Lubango, província da Huíla. O malogrado missionário desenvolveu a maior parte da sua missão nas terras do Sul do país. O seu enterro aconteceu na segunda-feira, depois da missa de corpo presente, no cemitério da missão da Huíla. (Humildemente inclino-me a sua memória. Um dos seus livros tem sido, amiúde, usados na série “ 1ponto de história", particularmente sobre Caconda, de que o padre Lourenço tanto falava)

segunda-feira, março 12, 2007

Lubango

É tempo de cacimbo, meus lábios estão secos, e nas ruas do Lubango se vende fruta madura.
mamão, maracujá, banana de Benguela, laranjas da Huíla, abacates, maçãs da Humpata, morangos da Palanca, manguinhas do padre Carlos...
"- Leva só, tio, é a duzentos!..." gindungo, ginguba... Os jacarandás já estão floridos. Envoltos nos panos, calmos e embalados na cacunda das mães, os meninos sabem que nas ruas do Lubango a sua esperança nunca será vendida.
Por José Frade

As cadeirinhas

No Lubango, os meninos vão à escola, pequeninos, têm vontade de aprender.
Cadeirinhas eles carregam p'ra que sentados escrevam o seu Futuro no Saber.

sexta-feira, março 09, 2007

Lubango sem energia

Uma avaria registada na semana passada num dos três grupos geradores que a barragem da Matala possui deixou às escuras quase na totalidade a cidade do Lubango, capital da província da Huíla. O director regional sul da Empresa Nacional de Electricidade, Celestino João, disse que a referida avaria reduziu a capacidade geração de energia do empreendimento de 26 para 13 megawatts. Adiantou que a situação causada pela falta de lubrificantes está a criar uma série de transtornos no processo de distribuição do produto. Celestino João não avançou prazos para resolução do problema, realçando que, enquanto não for solucionado, o fornecimento do produto será feito com restrições. A barragem da Matala, situada no município com o mesmo nome, 180 quilómetros a Leste do Lubango, possui uma capacidade de produção de 39 megawatts, a razão de 13 para cada grupo gerador. Até a semana passada, apenas dois dos três grupos estavam a funcionar, uma vez que o número três, carece de reabilitação há mais de oito anos.