sábado, maio 17, 2008
O ambiente de todos nós
Todos os dias, engenheiros, ambientalistas, economistas, políticos, cientistas e outros homens do saber, preocupam-se cada vez mais com questões ligadas ao ambiente.
A sua preservação é hoje uma bandeira de várias nações que se vêm confrontadas com calamidades e outros “avisos” da natureza.
Na maior parte dos países que atingiram altos índices de desenvolvimento, a movimentação em torno das questões ambientais é grande. Desde 1992, aquando da realização da ECO, no Rio de Janeiro, Brasil estas questões ganharam maior notoriedade.
Em 1992, no Rio de Janeiro, representantes de quase todos os países do mundo reuniram-se para decidir que medidas tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e preservar o legado das gerações vindouras.
Nesse encontro em que estiveram presentes várias individualidades, havia a intenção de introduzir a idéia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento económico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico. A Carta da Terra, documento oficial da ECO-92, elaborou as convenções sobre Biodiversidade, Desertificação e Mudanças Climáticas, uma declaração de princípios e a Agenda 21.
Dos 175 países signatários da Agenda 21, 168 confirmaram a sua posição de respeitar a Convenção sobre Biodiversidade. É bem sabido que Angola se fez representar ao mais alto nível.
Passados 14 anos desde a realização dessa cimeira e posteriormente uma iniciativa idêntica teve lugar na África do Sul, o que é que tem sido feito em Angola, não só pela preservação ambiental, como para a realização de estudos de impacto Ambiental quando são realizadas obras que alterem as condições e características do ambiente local?
Actualmente, sendo o país um canteiro de Obras, que medidas têm sido tomadas para que não se danifique o meio ambiente? Há grandes obras em curso e perspectivam-se outras que podem induzir a algumas alterações das condições de solo e do micro-clima das áreas onde elas poderão ser implantadas. Não se conhecem que estudos de impacto ambiental foram feitos de forma a prevenir ou a precaver-se de possíveis malefícios que possam afectar esta ou as próximas gerações.
E então vale a pena colocar estas duas questões: Será que por cá, entre nós sobrepõem-se as decisões políticas sobre decisões técnicas? Se estes estudos são feitos quem os conhece e avalia para que se considerem como sendo respeitados?
sexta-feira, maio 16, 2008
Dois poemas de José Luís Mendonça*
Rosas brancas de porcelana
Para esta construção bastam os mares
de olvido concentrados no coração azul dos peixes.
Nas tuas mãos começam os alicerces
de um cantar antigo remoinho de prazeres.
É só sentires um formigueiro pela coluna acima
e os sete sóis de Júpiter te iluminam.
Logo em teu cordão umbilical enrolarei
a fina platina de um nome subscrito
a cal de rosas brancas de porcelana.
Mas é no teu olhar que se definem os contornos
de quem não somos como se o vinho
dos lagares fermentado no teu sangue
não me levasse até ao fim do poema.
Um vestígio de luar
Quantas vezes o céu azul com as suas mãos cheias de nuvens brancas
deita de lado uma mulher sobre o rio kwanza
na púrpura florescência da carne.
Todo o céu assim deixa terreno
à impaciência dos dedos
à investigação das mandíbulas
ao cheiro ocre das rosas de porcelana
que degeneram nas margens húmidas.
Palavra puxa palavra
de mesa em mesa se escuta
um vestígio de luar
deixar a porta aberta
ao couro sanguíneo das pontes.
* Do livro “Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo”, poemas cedidos pelo autor
A IGREJA E AS PROXIMAS ELEIÇÕES
A igreja desde os seus primórdios acompanha os, grandes e pequenos, desafios da sociedade onde está profundamente inserida.
A Igreja não é uma organização, mas um organismo. Não é uma mera instituição mas uma unidade viva.
Sabe-se que a igreja no seu todo tem tido uma missão importante na restauração das ideias de irmadande, depois de anos a fio sob a óptica da guerra, a reconciliação nacional e uma clara contribuição no auxílio ás autoridades na educação, saúde e assistência social.
Assim, um dos desafios, para a igreja e os milhares de fiéis é a participação activa nas próximas eleições legislativas – em Setembro e nas presidenciais no próximo ano.
É reconhecidamente importante o papel que vem sendo desempenhado pelas diversas confissões religiosas na sensibilização dos fiéis para participarem em consciência nas eleições, em concórdia, no respeito pela diferença.
Mas será que este papel da igreja é suficientemente bem entendido por toda a sociedade? Ainda vale a tese segundo a qual “ padres no púlpito e políticos na politica?”
Certas correntes nos últimos dias têm defendido uma certa abstenção dos fiéis nas eleições. Que fundamentos doutrinais ou teológicos justificam a não ida as urnas por parte dos fies?
A igreja católica, por exemplo tem feito apelos á que os cristãos sejam acima de tudo bons cidadãos.
Na última mensagem pastoral os bispos da CEAST escreviam que “ Uma autêntica democracia é fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos: a dignidade da pessoa humana, o respeito dos direitos do homem, a assunção do “bem comum” como fim e critério regulador da vida política.”
Os prelados diziam ainda que “ Para votar de forma consciente e responsável, os cidadãos eleitores têm o direito de conhecer as pessoas e, sobretudo os programas de governação dos partidos que se candidatam às eleições. Daí o apelo aos partidos políticos para a necessidade da sua apresentação, feita com tempo, quer através dos meios de comunicação social, quer através de outros mecanismos previsto na Lei”.
Depois desta exposição é importante saber que papel pode exercer a igreja nas próximas eleições?
Foto:Sé catedral do Luena, foto daqui lestedeangola.weblog.com.pt
Cadeias de Angola: Caldeirões em ebulição?
Muitos vão parar a cadeia por crimes violentos, outros por corrupção, roubos, agressões e muito mais. Outros seguem para as masmorras devido a alegados conflitos com pessoas visivelmente mais poderosas.
Mas, devido ao grande número de reclusos nas cadeias de Angola, questiona-se com frequência as condições em que vivem estas pessoas.
O “caldeirão” em que se transformaram algumas cadeias parece ter muito sentindo quando no ano passado uma revolta na cadeia central de Luanda resultou na admissão das autoridades que a superlotação era um grande problema.
Muito foi dito, mas ainda pouco é visível no entender de algumas pessoas entendidas na matéria. Segundo se sabe grande fala alimentação, apoio sanitário e muito mais.
Recentemente foi o tumulto na cadeia de Viana, com um morto e mais de dez feridos.
O grande problema, segundo tais pessoas, passa por mais investimento no sector, nomeadamente a melhoria da acomodação dos reclusos angolanos. Na cadeia de Viana, por exemplo, centenas de pessoas vivem a seis meses sem trocar de roupa.
A diversão é nula e a tuberculose toma conta de alguns, segundo denúncias de alguns reclusos.
Como mudar este cenário? Não estaremos perante uma clara violação dos direitos humanos? Que soluções ao problema? Com estas dificuldades nas cadeias, será que alguns reclusos não saem mais revoltados do que reabilitados, depois de estarem em conflito com a lei?
Na certeza que teremos a oportunidade de lançar luz sobre um tema da mais alta importância.
De mim "Coruja" para ti, com muito amor *
Quis ver o sol chegar e o comboio partir
sentir o calor da noite e o frio da brisa
olhar a onda bater e as estrelas no céu
ser o primeiro a chegar para nunca partir
Quis ver a lua brilhar e a terra molhar
a flor renascer a arvore a crescer
o rio correr a pedra a rolar
a água brotar para nunca faltar
Quis ter essa seiva do caule frondoso
ser vida ser morte
ser canto ser sorte
ser essa certeza de vento batendo
quis ser a saudade
do adeus não dizendo
Quis ser primavera no rosto sofrido
ser pena ser escrita na voz do cantor
ser mão de artista tocando piano
ser só partitura na nova escritura
Ter um segredinho com deus menininho
ser pura
ser santa no olhar do pecado
ser lágrima corrida no rosto cansado
ou um desabafo no rosto molhado
No tempo me envolve
na noite me calo
do sonho me afasto
da vida me aparto
Quis ser um rastreio de homem mendigo
sou forte, sou nada
por isso nem brigo
* Autoria identificada
Comunicação social: quo vadis!
A comunicação social angolana está sem dúvidas a dar passos importantes na afirmação da democracia.
Hoje mesmo os mais cépticos aceitam que foi graças aos média, públicos ou privados, de modo particular estes últimos, que houve grandes passos em direcção à implantação do sistema democrático, mesmo se hoje ainda não é satisfatório.
Apesar de tudo, muitas pessoas não evoluíram com a comunicação social. Deixaram de entender as aspirações do povo, que procura cada vez mais ser informado, na certeza de que daí advém o seu desenvolvimento. Hoje a informação pode considerar-se a chave do progresso dos povos.
Muitos esqueceram-se que anteriormente, a maior parte dos angolanos buscava rádios internacionais para estar informada e hoje, os meios existentes no país, pelo menos em Luanda, estão a satisfazer esta necessidade, levando inclusive as grandes estações de rádio a uma redução do seu pessoal na secção em Português.
Para muitos a quantidade e diversidade de órgãos de comunicação social ainda não é satisfatória em todo o país. Há angolanos que ainda não beneficiam deste bem comum – que não têm a possibilidade de escutar, ler ou ver qualquer informação angolana e muito menos de escolher o canal de sua preferência.
A capital Luanda concentra a maior fatia do bolo, fruto de situações como o atraso na discussão da regulamentação da nova lei de imprensa.
(JP)
sexta-feira, abril 25, 2008
KUANDO KUBANGO (II)
Rose é um jovem mãe. Tem 23 anos e já vai no segundo filho. Chegou a menos de um ano á Menongue, a capital do Kuando Kubango.
Os apelos são para uma vida melhor, em tempo de paz, no seu país, fez com que deixassem tudo quando conseguiram acumular no campo de refugiados de Nangwechy, do outro lado da fronteira, na Zâmbia.
Foram anos de confinamento onde, segundo diz, se fez mulher. A comunicação só é possível falando Inglês, porque os anos de convivência com zambianos de varias origens e angolanos de varias etnias colocaram o português num plano verdadeiramente secundário. Mas Rose, conseguiu apreender, para alem do Inglês mais cinco línguas tradicionais africanas.
Desde seu regresso o apoio foi sendo dado para o seu reacentamento, pois trouxe consigo a mãe já adulta, cinco irmãos menores e o seu esposo também angolano. Disse-me que o marido está nas lundas a trabalhar nos “ diamantes”. O apoio terminou e ela, agora, sobrevive vendendo carne assada e cerveja num dos maiores mercados da cidade de Menongue.
Como ela estão centenas de centenas de pessoas que decidiram voltar ao país, findo o tempo de guerra.
Á vila parou no tempo, pois os sinais de desenvolvimento são cada vez mais ténues, apesar do esforço do general- governador que administra a província do Kuando Kubango, João Baptista Tchindande mais conhecido pelo nome de guerra de “Black Power”.
A “Ex Serpa Pinto” vive ainda sem água potável canalizada, sendo o recurso a agua mineral importada da Namíbia a escolha para matar a sede. É uma situação incrível, numa zona bafejada pela sorte ao ter centenas de rios e regatos a atravessar a zona.
Não há energia eléctrica regular, e aqui, mais uma vez, a resposta é o uso ensurdecedor de geradores que “povoam”a cidade e os seus arredores.
Mas em Menongue mesmo assim vive-se, a espera de um amanhã melhor, mesmo que as promessas hoje sejam o dia a dia tal como manda o figurino pré eleitoral.
Terra dos bosquimanes ou Koisan, que correm riscos de extinção, Menongue fica longe, lá isso fica.
Candogueiros
Nos últimos dias a peculiaridade de Luanda e as suas estradas, ganha novo ímpeto. Os candongueiros azuis e branco (táxis, na sua maioria em situação irregular) aparecem pintados com escritos interessantes nos vidros traseiros…
Fotos in www.omeublogafricano.blogspot.com
quarta-feira, abril 23, 2008
Radios em catadupa?
A informação é interessante! Tem a chancela a delegação em Luanda da Rádio VOZ DA AMÉRICA . Pelo interesse que suscita o assunto e para interessados no estudo e acompanhamento da nossa “ fauna” jornalística, particularmente ligada a rádio, cá vai o texto, com a devida vénia:
“ Depois de ter posto no ar, há cerca de duas semanas uma estação de rádio comunitária em Viana, arredores de Luanda, a Rádio Nacional de Angola prepara-se para lançar duas novas emissoras do género na capital, soube a Voz da América de fonte boa fonte.
As novas estações de rádio, definidas como centros de produção radiofónica vão cobrir os municípios de Cacuaco e do Cazenga. Ambas serão equipadas com emissores de 1 kilowatt.
A Rádio Viana , a mais adiantada de todas, terá um programa dedicado exclusivamente ao município, ao qual foi dado o nome de Antena Viana. Irá para o ar todos os dias, das 6 às 9 da manhã.
Fonte geralmente bem informada disse à Voz da América que a abertura destas estações de rádio faz parte de um programa já em andamento que visa servir com estúdios auto-operados os municípios do país que mais cresceram.
Já foram instaladas emissoras do género no Cubal e na Ganda em Benguela, bem como em Negage, Quitexe e em Sanza Pombo na província do Uíje, assim como no Tômbwa província do Namibe?.
Fontes oficiais contactadas pela Voz da América disseram que a programação destas estações será preenchida com conteúdo essencialmente local, estando prevista entretanto a retransmissão dos principais serviços noticiosos da emissora estatal.
As fontes contactadas pela Voz da América negaram que por detrás deste processo estivesse qualquer motivação política. “ Emissores de um kilowatt não podem concorrer com emissores de 5 kilowatts?. Observam ainda que todas as rádios terão o nome ligado aos municípios onde estão instaladas. Da mesma forma como existe a rádio Viana, existira a Rádio Cubal e por ai fora. “
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sob o olhar dos outros
segunda-feira, abril 21, 2008
KUANDO KUBANGO: Longe da capital, longe de tudo!
Para chegar á Menongue, a cidade capital da província angolana do Kuando Kubango, no extremo sudeste de Angola em primeiro lugar é preciso ter uma paciência hercúlea. Sem ela, talvez, só outras motivações possam animar um solitário peregrino como um escriba a procura de notícias, factos e acontecimentos. Mas é mesmo assim.
Tanto é assim que tudo começa no aeroporto de Luanda. Voos cancelados, remarcações, check – in moroso, passagem pelo Huambo e finalmente a chegada. Chegada as terras que já foram (?) do fim do mundo.
Um avião da TAAG sem as cores da companhia de bandeira, com uma equipa de tripulação com estagiários que mais se preocupavam com sorrisos do que com a comodidade dos clientes passageiros. Na rota Luanda – Huambo há mais passageiros do que Huambo - Kuando Kubango. É difícil olhar para as causas, mas para a “ cidade vida” vai muita gente, mas para Menongue nem tanto.
O Huambo foi encontrado molhado. Nesta época chove a cântaros e quase todos os dias e por várias horas. Nem deu para sair do avião e retemperar as energias para mais uma deslocação ao extremo sudeste de Angola. Um passo e mais um estávamos a desembarcar no Aeroporto de Menongue.
A infra-estrutura aeroportuária precisa de obras de restauro, melhoria do tapete e um maior rigor na prestação dos serviços em terra das poucas companhias que “tocam” o solo do Kubango Kubango. Sala de desembarque pobre, mas com um vistoso restaurante no edifício em cima.
Depois um “ Kupapata” ( táxi- moto, muito em voga no centro e sul de Angola) e o redescobrir de uma cidade conhecida há cerca de dois anos atrás, sempre alegre no seu viver com dificuldades difíceis de contornar especialmente para as pessoas de baixa renda. Muitos terrenos baldios, mesmo nas ruas conhecidas como principais e a ausência de novas infra estruturas dignas de uma grande nome, saltam a vista ao “solitário peregrino”.
Contactos com as autoridades, governamentais e eclesiásticas, que trazem “sinais vitais” de uma terra que insiste em ser melhor. Apodada por muito tempo de terras do fim do mundo, a realidade insiste em mostrar que continua distante de tudo, até de fortes projectos para o desenvolvimento.
Não prédios novos, os que ainda “cruzam” os céus estão todos eles marcados pela guerra, com a destruição inerente á um conflito em que a “ razão da força superou a força da razão”, como é normal nessas ocasiões.
Junto á uma explanada na rua principal, o consumo de álcool é em quantidades semi - industriais, com jovens mulheres e rapazolas ( sempre estes) entregam-se desalmadamente aos “ descendentes” de Baco! Ao lado um rio que “ rasga” a cidade, atravessado por duas pequenas pontes, mas as marcas da guerra teima em deixar em escombros habitações de dois á três pisos, destruídos.
Angola com dificuldades para conter poliomielite.
Nos dias que correm Luanda foi sobressaltada com o anúncio, pelas autoridades sanitárias, da existência de um surto de Poliomielite na capital . Trata-se da descoberta de um caso da doença diagnosticado no município da Viana, arredores de Luanda.
Tal facto representa o " sinal vermelho" para o quadro sanitário da capital e do país em geral, se considerarmos que uma criança com poliomielite pode contagiar outras 100 crianças.
Diante de tal situação as autoridades provinciais e seus parceiros mobilizaram-se novamente para uma nova cruzada ao vírus da Poliomielite, realizando as chamadas campanhas de vacinação, cujos os resultados dependem da adesão do maior numero de crianças a vacina.
Sabe-se também que ainda existem pais e mães que recusam-se a receber a estas duas gotas capazes de imunizar em definitivo a criança de hoje que é já o adulto de amanha. Cabe questionar que quota parte de responsabilidade temos como sociedade em geral na erradicação desta doença no nosso país?
Reza a história que Angola esteve muito próxima de ser considerada, uma nação livre do vírus da pólio, fruto das contínuas campanhas de vacinação a crianças menores de cinco anos em anos, tal esforço resultou no quase desaparecimento por tempo prolongado de casos desta doença, o que mereceu o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde, que 2006 se preparava para entregar a Angola o selo da erradicação da doença.
Entretanto, todo este esforço ficou gorado quando nesta mesma altura, um novo surto emergiu no pais com novos registos da doença.
Desde ai novos esforços do Governo e dos seus parceiros internacionais e as agencias das Nações Unidas: , se têm engajado nesta luta contra o vírus, que ate esta altura continua a dar mostras da sua presença, com o caso mais evidente revelado recentemente na Viana. Ate esta altura milhares e milhares de dólares têm sido empregues mobilizando meios humanos e materiais para esta monumental tarefa.
sábado, abril 19, 2008
Kianda
Luta, desencanto. Lógica da perdularidade de uma vida muitas vezes lúgubre, tal é o desencanto de um oásis, sem o ser. Linhas para Luanda, a cidade da dita Kianda ( sereia).
A ponte que liga os "milhões sem nada e os poucos com milhões” frustra os de bem. Os caminhos cruzam-se, mas o destino é oposto.
A bazofia de uns ( especialmente em época pré eleitoral) suplanta os sonhos da maioria (?) que sabe que se trata de “ fogo de artificio”!
sábado, abril 05, 2008
A derrocada da DNIC
O país assistiu a uma tragédia. Há uma semana as 4H30 da madrugada, desabava em Luanda o prédio onde funcionou a Direcção Nacional de Investigação Criminal, DNIC. O próprio nome, significava força e jamais uma derrocada que levou a morte oficialmente a 30 pessoas, todos detidos na altura.
Depois do desastre, a maior parte das pessoas começou a avaliar, o estado da maior parte dos edifícios de Luanda.
Dai começarem igualmente a surgir questões. Como estão os edifícios ao largo do local onde aconteceu o sinistro? Que outros prédios estão na eminência de causar problemas as autoridades e aos cidadãos?
Da voz das autoridades foram citados vários locais, como o conhecido edifício da lagoa do Kinaxixi, o prédio “treme treme”, para citar apenas dois. Certamente que as preocupações hoje são mil. Os habitantes pretendem saber do executivo que garantias têm para que estejam a vontade a viver sem sobressaltos.
Sabe-se agora que várias equipas estão formadas para acompanhar todo o processo, afim de se evitarem catástrofes como aquela que vimos há uma semana. Mas será suficiente para a garantia de segurança? Como é que estarão a ser mobilizados os engenheiros para ajudar a prevenir futuros desabamentos? O forte investimento internacional que se verifica será necessário?
O velho
O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, admitiu para sua família e os seus assessores que perdeu a eleição mais importante dos seus 28 anos de Governo, informou ontem o jornal sul-africano “Business Day”.
Mugabe perdeu o controle do Parlamento pela primeira vez desde que o país obteve a independência de maneira oficial, em 1980, e o opositor do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês) disse também que foi derrotado na eleição presidencial de sábado passado e deveria reconhecer a derrota.
http://observadormocambicano.blogspot.com/
quarta-feira, março 19, 2008
Rádio Ecclesia, uma rádio de confiança
Publico a nota da redacção Ecclesia pelos 11 anos da "segunda vida" da Emissora da igreja catolica em Angola assinalados neste dia 19 de Março:
" 11 Anos depois, o caminho editorial e a missão social desta estação, pontos definidos pela conferência episcopal de Angola e São Tomé continuam a nortear a acção e função dos jornalistas e colaboradores da emissora católica de Angola.
Depois de um intenso trabalho de pressão e negociação, a Radio Ecclesia ressurgia num dia como este para dar voz aos que não têm voz, cumprir com a sua missão de evangelização e marcar um ponto de viragem na forma de fazer comunicação social, até então em vigor, salvo algumas diferenças.
Reza a história que a Rádio Ecclesia foi extinta oficialmente a 24 de Janeiro de 1978, por ordem do poder popular, o regime de partido único da altura. Os seus bens, emissores e outros meios eram confiscados pelo estado. Na altura toda angola acompanhava a emissão desta rádio.
11 anos depois, olhamos com orgulho para os ganhos da sociedade angolana, em mudança constante com os seus conhecidos desafios.
11 anos depois, olhamos para as dificuldades com serenidade, vemos as oportunidades com fundamentais para manter acesa a "chama" de confiança, e nos desafios do país as melhores formas de ajudar angola a ser, de facto, um país bom para se viver. Mantemos a nossa fé na extensão do sinal da Rádio Ecclesia para o interior, tão aguardada pelos angolanos amantes da diversidade de informação.
11 anos depois, a radio Ecclesia, como emissora católica de Angola renova o seu compromisso com a verdade, a justiça social e a harmonia.
O desafio da cobertura eleitoral, o acompanhamento da mudança constante dos fenómenos sociais em Angola e no mundo, a solidariedade e o conforto para com os “que não têm voz”, o respeito e compreensão de todos os angolanos continuam a ser compromissos.
Reafirmamos, 11 anos depois de voltarmos a comunicar e a dar voz a todos os angolanos, o nosso compromisso no mosaico social angolano. Saudamos em primeiro lugar os fieis ouvintes da radio de confiança e quem está ou esteve directa ou indirectamente no erguer diário das emissões da Rádio Ecclesia".
segunda-feira, março 17, 2008
QUE PROGRAMAS PROPÕEM OS PARTIDOS POLÍTICOS PARA ANGOLA QUANDO SE APELA AO VOTO DE QUALIDADE?
Da qualidade do voto depende a escolha, a nível central e local, dos órgãos do estado, de pessoas, partidos e programas melhor indicados para a boa governação, a realização da justiça e a consolidação da paz e da autêntica reconciliação nacional. Este extracto faz parte da mensagem Pastoral dos Bispos da CEAST. Em face desta apresentação.
Está na agenda politica do país, a realização das eleições legislativas em Setembro próximo. O país como se diz, está a aquecer. Os partidos políticos aquecem os seus “motores” afim de conquistarem o eleitorado. Do outro lado estão os cidadãos, os contribuintes, os eleitores. Que mensagem tem estado a passar para estes? Com a actual situação Sócio Económica no país, onde sinais de descontentamento pairam no ar, quais são as propostas dos políticos para o povo?
Na nova Angola que está a nascer, fala-se de esperança e bem-estar. Mas também se fala de falta de atenção para com os principais problemas que a população atravessa. As pessoas pretendem equilibrar as suas vidas, querem confiar mais nos políticos, cuja imagem nos tempos que correm parece desgastada; buscam um amanhã, onde haja oportunidades para todos, onde haja trabalho e salário justo para sustentarem as suas famílias.
Na sua última mensagem pastoral, dizem os Bispos, que para votar de forma consciente e responsável, os eleitores têm o direito de conhecer as pessoas e sobretudo os programas de governação dos partidos políticos que se candidatam às eleições. Não deixa de ser um ponto importante para o futuro. Mas em que canais os angolanos podem conhecer os seus candidatos e os seus programas?
Terão apenas que aguardar pelo tempo de antena no momento de campanha? Que tipo de discussão pode ser feita neste momento?
Os meios de comunicação, são incontornáveis no momento. Necessita-se de uma informação diversificada, plural e suficiente. Dizem os bispos na carta pastoral que a sociedade tem o direito a uma informação fundada sobre a verdade, a liberdade, a justiça e a solidariedade e que promova o bem comum, servindo todos os sectores da sociedade.
O medo de perder ensombra o céu dos políticos. Perder o poder, perder as mordomias e outros privilégios não faz parte da agenda de muitos políticos. Diz-se que o projecto do país ainda está em construção.
É sabido que quem ganha, quer tudo, pior ainda, humilha os vencidos e muitas vezes não respeita os seus programas. Nesta viragem de página, que esperar dos partidos políticos, assustadoramente numerosos em Angola?
JP
sábado, março 15, 2008
Luto no Lubango, mais um ícone partiu...
O empresário Fernando Borges, um dos maiores empreendedores do ramo agro-pecuário em Angola, morreu quinta-feira, na cidade do Lubango, província da Huíla, vítima de doença.
Fernando Borges, que faleceu no hospital Cristo Rei, no Lubango, com mais de 80 anos de idade, foi membro fundador da Associação agro-pecuária, Comercial e Industrial da Huíla e proprietário das fábricas de leite e das águas da Chela.
Em declarações à imprensa o presidente da Associação Industrial Angolana, José Severino, lamentou a morte e considerou como uma perda irreparável.
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