sábado, agosto 23, 2008

Lubango, em festa

Começaram no 1º de Agosto e ainda decorrem, mesmo sem o brilho do passado. Festas de Nossa Senhora do Monte em mais uma edição. Agosto, turismo, sol e férias....

O crime Chinês *

Fixe o seu olhar sobre a imagem. O animal que se tenta esconder num saco de ráfia é uma jovem tartaruga marinha, capturada na costa de Luanda ou noutra próxima da capital.
A viatura em que seguiam um cidadão nacional e um chinês foi vista parada na estrada Deolinda Rodrigues, junto ao mercado dos congoleses, na tarde do dia 14 de Agosto de 2008.

Perante a aflição, o animal ainda conseguiu rebentar o saco e evadir-se da carrinha. Mas o chinês e o seu ajudante angolano, que ia ao volante, lá pararam para comprar outros sacos, a fim de poderem esconder a tartaruga dos olhos dos patriotas angolanos.
Apenas duas frases se puderam captar do ajudante do chinês que não quis se identificar: que o animal não era dele e que não sabia qual o destino certo da tartaruga, se o estômago dos chineses ou a China. O angolano disse ainda que era a segundo animal do género que transportava, a pedido dos chineses ao serviço da GNR e com instalações em Viana.
Casos como esses não devem ser isolados por toda Angola. Abate de animais em risco de extinção, delapidação de minerais preciosos, entre outros bens dos angolanos. Populares que vêm do Ebo, província do Kuanza-Sul, contam que determinadas zonas cujo acesso era, desde o tempo colonial, proibido aos autóctones, são hoje as predilectas dos chineses que mergulham com sacos trazendo areias das profundezas do rio.
Será esse o “preço adicional da reconstrução”, ou enquanto dormimos os chineses vêem-se com tudo, até para devorarem as nossas tartarugas?
Por: Soberano Canhanga
*adaptado de http://mesumajikuka.blogspot.com/

Correcção de falhas ‘versus’ incúria

A observação de duas ilustres ONG’s denunciou os perigos que, a seu ver, potenciam o risco de não se qualificar o pleito, convocado para 05 de Setembro próximo, de justo e livre. O reparo é da tutela da “Human Rights Watch (HRW)” e da “Associação Justiça Paz e Democracia (AJPD)”.
As reacções variaram. A oposição cessante aplaudiu de chofre, num regozijo, cuja consistência a posteridade confirmará melhor se mantido na eventual posição do poder. Do lado da maioria cessante, o feedback navegou entre a serenidade mostrada por alguns e a alergia xenófoba, que outros exalaram com o conhecido chavão da ingerência estrangeira. Em factualidade e concisão, marcas que têm prestigiado a acutilante intervenção das duas entidades, a HRW e a AJPD, não se registou a menor refutação dos dados.
A veracidade dos factos apontados alvitra uma comedida postura de Estado, mais eivada de responsabilidade que leviandade, correcção de falhas ‘versus’ incúria, na constante busca da consolidação da jovem democracia, que tem como suportes principais o respeito das liberdades e direitos fundamentais dos cidadãos. A credibilidade do processo em curso e, acima de tudo, o essencial da sua aposta (que consiste na viragem da presente anormalidade para a normalidade democrática), passa por aí.
Pois, nos dias sucessivos, os resultados proclamados colocarão todos perante as respectivas responsabilidades e compromissos: de governação e de oposição - um par de dignidade inerente ao quadro democrático almejado por todos, como alavanca decisiva do desenvolvimento do país. É o que a mensagem pastoral da CEAST sobre as eleições frisou, ao alertar que:
«Quem vencer as eleições assuma a responsabilidade de cumprir o que prometeu e mesmo de fazer mais e melhor do que prometeu, e quem as não vencer, aceite o exercício da oposição como um serviço insubstituível em todo o regime democrático. Sem partidos de oposição não há democracia. Governo e oposição têm uma missão comum: construir uma sociedade baseada nos princípios fundamentais da justiça, da liberdade e da igualdade.»
Este trecho é tanto mais oportuno nesta fase em que a campanha eleitoral ultrapassou a fase inicial, marcada por queixumes, nervosismo e incerteza. A batalha aflora os agora graus da ebulição. Os contendores disparam as primeiras salvas da artilharia pesada. Assim, se captou o alerta da UNITA sobre os incidentes de Quipeio, Galaga e Andulo, províncias de Huambo e Bié, respectivamente.
Foi de mau agoiro, também, a retórica de um dos actores declarando «guerra verbal» a outro, que lhe subtraiu adeptos, e a promessa pública de se dispensar a Polícia, confiando, doravante, no condenável fazer justiça por mãos próprias.
De lamentar, neste período, o atraso da Polícia em dar informações fidedignas sobre os incidentes, virando costas à sua competência, que é urgente, da sua parte, credibilizar pela prontidão e isenção. Esta instituição desprestigia-se, também, com as frequentes derrotas em tribunal como sucedeu, de novo, no caso da detenção desastrosa dos elementos do PADEPA que, uma vez transitados em julgamento sumário, foram soltos logo por culpa mal formada. Na mesma linha, é deplorável a omissão dos incidentes na onerosa média pública, que parece teimar na linha de tomar o povo, seu amo verdadeiro, em menor de idade.
Oxalá se possa ouvir, nas próximas circunstâncias, o rápido depoimento equidistante dos observadores já activos e desdobrados pelos quatro cantos do território nacional. Consolou a presença notória da instituição policial em todos os palcos da campanha eleitoral. Consolou, também, o balanço positivo da ordem até aqui verificada, em geral, por parte da instituição policial, não fossem os incidentes mencionados.
Sem dúvida, o bemol de maior sossego tocou em Benguela, com a avaliação ouvida do presidente da república e do MPLA. É neste ambiente cromático, que vão palpitando os corações dos angolanos, que rogaram a “Mama” Muxima, no último fim-de-semana, interceder pela graça divina até à saída do túnel e, não só.
(SC)

A velha "maka" da energia no Lubango

Lubango precisa de mais de 100 megawatts de energia. A cidade tem disponíveis apenas 20. A necessidade de consumo aumenta, a central hidroeléctrica da Matala é incapaz de sozinha alimentar a cidade.
Entre os esforços de melhoramento, para além da reabilitação das infra-estruturas do Lubango, consta a necessária distribuição de energia. Os apagões vão persistir, alerta o director do gabinete do plano. Em contraste com os sinais de um Lubango, cosmopolita.
Com novas estradas, uma periferia em crescimento e um parque automóvel considerável. A energia continua a ser a dor de cabeça para as autoridades da Huíla. O director do plano da Huíla, avança outras obras de impacto na região.
A futura Universidade Pública do Lubango é a menina do olho das autoridades locais. O antigo Liceu Diogo Cão, ex-escola Mandume passa a albergar a estrutura universitária. Este mês de Agosto acontece a inauguração.
A instituição deve albergar mais de mil estudantes. As faculdades de economia, direito e edução são as primeiras a serem abertas ao público.
Energia eléctrica ensombra o crescimento da Huíla. As autoridades da província falam em subida dos índices de consumo e apontam planos futuros para a normalização do problema.

sexta-feira, agosto 15, 2008

No redemoinho dos acertos e desacertos

A campanha eleitoral está a meio caminho desde que arrancou no passado 5 de Agosto.

Os actores entraram em cena sem surpresa de maior. Uns com o espectáculo de cores e sons à medida dos seus meios; outros modestamente, num cenário em que parece ser prematuro antecipar a vitória de Golias ou de David.
Na retórica de estreia, ouvida dos actores de destaque - a maioria cessante e a oposição cessante -, os valores ordeiros da tolerância, paz e contenção soaram mais alto.
O ambiente coaduna-se com a fluidez da conjuntura, os subtis desafios, e os cautelosos e legítimos anseios.
A mensagem de circunstância do Chefe de Estado à Nação teve o condão de traduzir este complexo de traços, gerando expectativa sobre a efectivação dos seus oportunos alvitres de ponderação. A réplica do líder da Oposição cessante inscreveu-se na mesma esteira, ainda que tivesse vincado, naturalmente, em democracia basilar, a identidade do seu projecto da alternância ao “status quo”.
Consoante o seu pendor, os demais competidores têm vindo a dar o ar da sua graça, com pronunciamentos oscilando entre as acrobacias do alcunhado ‘situacionismo’, a via intermédia oposta à bipolarização e a mudança.
As forças da ordem assinalaram o esquema de desdobramento que se impõe no momento para a segurança de todos.
Partidos, correntes ideológicas e figuras, que o Tribunal Constitucional marginalizou, também, se realinham ao sabor dos respectivos interesses, pressões tácticas e perspectivas estratégicas. Pois, assim vai a política, cuja ciência e arte recomenda aos seus agentes o saber equacionar, também, o aleatório. Os observadores internacionais começam a afluir, a contar pelos primeiros correspondentes da imprensa mundial.
No redemoinho, contudo, já se registaram desacertos, como: - A demorada libertação das subvenções públicas de direito para os concorrentes;
- A falta dos mesmos para a média privada e a sociedade civil, uma falha chocante ao pensar-se nos gastos ocasionados pela fresca abertura do canal internacional da TV pública em Lisboa;
- A desproporcionada propaganda das obras de um governo entrado na prova dos nove;
- E, ainda, o espectro medonho dos rescaldos psicológicos daquele massacre de oito jovens, na zona da Frescura, no Sambizanga, em Luanda, que a Polícia não esclareceu até ao presente.
- As denúncias trazidas à estampa ontem, em Nova Iorque, por ‘Human Watch Rights’, cuja precisão recomenda uma reacção mais responsável do que o emotivo subjectivismo ferido.
Os jornalistas, por seu lado, meditaram sobre a ética e a deontologia articulada ao tempo. Foi um exercício salutar no qual, como profissionais de confissão católica, participamos intensamente, animados pela recente mensagem pastoral sobre a bicuda temática, sempre útil a lembrar:
«Dada a importância crucial que os meios de comunicação social assumem neste contexto eleitoral, rogamos aos seus Agentes que informem com imparcialidade, equilíbrio, verdade e isenção de pressão político-partidária, a fim de ajudar os cidadãos a votar com liberdade.
Rogamos de igual modo que durante a fase da pré-campanha eleitoral haja equidade no espaço da comunicação social cedido aos diversos partidos. Além disso, abstenham-se de quaisquer discursos inflamatórios de ódios e de todo o tipo de violência».
Oxalá, até 05 de Setembro e mesmo depois, a graça divina acompanhe sempre os angolanos, para que consigam navegar direito entre os acertos e os desacertos, que a estreia exibiu!
Por Siona Casimiro

segunda-feira, agosto 11, 2008

Cascata da Hungueria Huila

Supostos !

Um passo. A generalidade dos supostos corre, volta e meia, errante, para um destino em que o sol parece brilhar profundamente.
Mas, sabemos que algum deste fervor, pode ser de pouca dura. O toque, dos que parecem pensar, vem mais tarde!
Um passo. Mas a generalidade dos supostos faz melhor...

Uma carta, um bloguista! Obrigado pelo kandandu....

Sou um "portuga" como dizem aí em Angola, mas também sou um admirador de ÀFRICA, não apenas dos ditos países de expressão portuguesa, mas, sim, de toda a África. Sou um amante da literatura africana, fundamentalmente a que usa a língua portuguesa.
Foi professor na Guiné - Bissau e Angola em períodos muitos difíceis destes países, penso que fiz um trabalho meritório como professor na Escola Agrária de HUAMBO "HOJI YA HENDA" e gostava de ter alguns contactos com os meus antigos alunos dessa escola. Será que podia alimentar esta esperança? Sei que é difícil...
Sou também conservador do registo predial, comercial e dos automóveis, mantenho uma página na net em http://reginot.no.sapo.pt/ e gostava de conhecer sites ou blogues angolanos na área da justiça, nomeadamente no âmbito dos registos e notariado... Será possível que me dê a conhecer alguns?

Também sou um bloguista, por isso cato o que a este nível se passa em ANGOLA. Lei com assiduidade e sempre que posso o Vosso blogue, e sinceramente, gostei. Continue ... Saudações José Carlos Pacheco Alves

Recomendo......

Internauta antigo, companheiro das lides da palavra no eter da Angola de todos, mas bloguista novo. O homem continua a ser marcado com um bom sentido de analise!
Eu recomendo!

quarta-feira, julho 23, 2008

Ravina no Luena

Foto tirada em 2007, no LUENA MOXICO. Houve erro na data disposta na foto.

Um entrevistador sendo entrevistado!

Entrevista em Benguela RADIO MORENA, Benguela, depois de uma viagem ao interior.

sexta-feira, julho 11, 2008

sábado, junho 28, 2008

Que futuro paras os ex militares angolanos?

Á caminho das segundas eleições legislativas em Angola, olha-se para trás para se fazer, com rigor, um balanço das várias promessas feitas pelo poder. Nesta altura os vários programas dos partidos políticos perfilam-se para estabelecer, também, o que podem as suas propostas para a vida dos angolanos, caso caíam no goto dos eleitores.

Um dos dossiers que se arrasta no tempo é dos ex. militares, que constituem um grosso de milhares e milhares de homens e mulheres.
São combatentes que nos anos 60 pegaram em armas para se levantar contra o colonialismo. Homens ligados á FNLA, com o seu Exercito de Libertação Nacional de Angola – ELNA; a UNITA e as suas FALA e o MPLA com as suas FAPLA. Estes três exércitos estão oficialmente extintos, mas o ónus da sua desintegração persiste com o caminhar do país.
O esforço da normalização das instituições do Estado não pode esquecer os possíveis focos de tensão, sendo os ex- militares um das mais visíveis faceta desta equação. Para tal, segundo entendidos na matéria, é preciso garantir a verdadeira paz para todos.
Citando a famosa frase de Paulo VI “o novo nome da paz é o desenvolvimento” isto pode entender-se, também, como a necessidade de se garantir a cada cidadão o indispensável para a vida, e, para o nosso caso, não esquecer aqueles que foram os protagonistas e estiveram no centro do conflito - os militares.
A primeira grande fase de desmobilização em Angola aconteceu no limiar das eleições, quando se acordou na constituição de um exército único no país. Milhares de jovens, muitos deles retirados das escolas pelas rusgas, atingiam novamente a vida civil. Outros ex. militares depois de anos nas matas voltavam ás aldeias. Kits de desmobilização foram distribuídos e alguns programas de reinserção foram ensaiados e executados.
Quando Angola atingiu finalmente a paz em 2002, com a assinatura do memorando do Luena, o documento complementar ao protocolo de Lusaka, houve a maior desmobilização de tropas que o país, ou quiçá a região alguma vez conheceu. Foi, convenhamos, uma grande operação do estado e seus parceiros, garantir um o mínimo a cada um dos milhares de soldados que deixavam as espingardas e despiam as fardas para se vestir das cores da paz!
Mas, 6 anos depois, muito ficou por se fazer… Tanto é assim que grande parte dos ex. militares das antigas FAPLA optaram pela segurança privada e industrial.
Por seu turno, os seus companheiros da UNITA têm a sua sobrevivência na actividade comercial informal. São roboteiros ( os transportadores de carga em carros de mão em Luanda e nas principais cidades do país; são kupapatas( taxistas em motos, também nos principais centros urbanos ; são comerciantes em pequena escala ou uma miríade de coisas. Apenas alguns conseguiram enveredar por actividades mais rentáveis, tendo a sua reinserção social na verdadeira significação do termo.
Os antigos homens do gatilho ainda reclama uma reinserção condigna. Será legítima esta reclamação? O que falhou esta enorme cadeia de responsabilidades para levar dignidade á pessoas que nos vários campos de batalha defendiam as conhecidas causas que fizeram o conflito?
Sabe-se que a satisfação material, daqueles que estavam a fazer directamente a guerra, foi o modelo seguido. A reabilitação psico-emocional dos ex. homens do gatilho também não seria uma aposta, mesmo tardia, no sentido de se acabar com os traumas de guerra resultantes dos longos anos sob o troar dos canhões, as rajadas das metralhadoras e outras vicissitudes da guerra.

(MV)

O fim deste parlamento.

No dia 15 de Julho próximo cessam as actividades da actual assembleia nacional, um órgão que começou as suas actividades depois das eleições de 1992. Como se sabe, o primeiro parlamento multipartidário, nesta segunda republica em Angola, conheceu, a rigor, momentos altos (poucos) e baixos (muitos).

A tomada de posse dos deputados, principalmente do maior partido da oposição, a UNITA, depois do limiar das eleições conheceu muita polémica, pois alguns dos nomes apontados (ou talvez fosse melhor dizer indicados) como deputados estavam nas matas na então guerrilha “capitaneada” por Jonas Savimbi.
Dos muitos momentos baixos, podemos ainda assinalar, sem medo de errar que foi a discussão da nova Lei Constitucional, marcada por vários abandono da sala pela oposição.
Muitos dos deputados 16 anos depois, preparam-se para a reforma. Muitos estão doentes, outros mais talhados para os seus negócios pessoais e outros ainda preocupados com a melhor maneira de garantirem um “pé-de-meia” repleto, para uma vida longe das suculentas quantias que o poder cede (ia).
Há inclusive movimentações em algumas bancadas, como a do MPLA, por exemplo, para a renovação do seu elenco na assembleia nacional. Um elenco que deve ser renovado, segundo fontes dos camaradas, em cerca de 50 por cento. Certas vozes falam mesmo de um “ rejuvenescimento” da bancada. Espera-se também que mais-valia técnica seja lançada ao local onde os ditos “representantes” do povo possam por ele falar.
A oposição, com a UNITA a cabeça, pisca o olho a quadros independentes para configurar a futura assembleia nacional. Nestes 16 anos, pela “casa das leis” passaram na sua liderança Franca Vandunem e Roberto de Almeida.
Por outro lado, nomes sonantes como Nfulupinga Landu Victor, Lazaro Dias, Gerônimo Wanga, Alcântara Monteiro, já falecidos, são recordados como respeito pela população e por ( alguns) dos seus antigos colegas no parlamento. 16 Anos depois, será que o cidadão sente que os seus anseios foram levados a este areópago? Os populares, que votaram em 1992 principalmente no interior de Angola, por exemplo no Mungo, Lumbala Gimbo e Balombo, “sentiram” durante este tempo a presença, o calor e a atenção dos deputados?
A assembleia nacional foi marcada por debates sobre vários aspectos da vida nacional, ao protagonismo de alguns dos seus membros, o silencio de muitos, as divisões internas como nas bancadas da UNITA e PRS e muito mais. Que balanço fazer de 16 anos de trabalho da assembleia nacional?
Sabe-se que os deputados aprovaram um plano de reforma, tido em certos círculos como chorudo.
Será que, nos últimos anos, os carros, o dinheiro, as despesas pagas e outras benesses, terão mudado o comportamento dos deputados que têm a responsabilidade de nos representar na assembleia nacional?

Tirá sido uma assembleia nacional " para lamentar"?
(MV)

A imponente Sé catedral do Lubango.

Uma história de vida e de fé, na segunda "dobra" dos anos 80!

sábado, junho 07, 2008

O verde a morrer....

A Juventude Ecológica de Angola (JEA) alerta para a desflorestação de que são algumas importantes áreas da cintura verde da cidade do Lubango e da província da Huíla no geral.

A JEA na província está preocupada com a situação e revela que se está a assistir nos últimos anos um ritmo assustador de abate indiscriminado de árvores, afirma a VOA.
Segundo a JEA, uma das piores situações verifica-se no troço que liga o município - sede, Lubango, à circunscrição da Humpata a pouco mais de vinte quilómetros da capital da província.

A ocupação de terras para a construção dirigida e a luta pela sobrevivência das populações nativas na busca incessante do carvão está a fazer do troço um dos mais sacrificados no que toca à preservação da natureza.

A zona da Nossa Senhora do Monte, muito conhecida pelo seu verde e tida como o pulmão da cidade, é outro grande exemplo da anormalidade criada. Ontem área quase que proibida de se erguer edifícios, hoje tornou-se no mais cobiçado dos lugares da cidade com casas de luxo a serem construídas sobretudo por pessoas ou instituições de alta renda.

O coordenador da JEA, na Huíla, o ambientalista David Pereira, mostra-se preocupado face a desproporção entre o abate indiscriminado das árvores e as medidas de reposição das plantas.«As pessoas precisam de alargar as suas lavras, precisam de madeira para vários fins, lenha e carvão e, em contrapartida, não tem sido notório o esforço no sentido da reposição destas plantas, tem havido sim algumas campanhas mais aqui no centro da cidade em termos de plantação de algumas árvores, nas escolas, próximo de alguns hospitais, mesmo nas ruas, mas nada que se compara a uma reposição, uma reflorestação de facto.».

Considerado nos tempos idos cidade jardim de Angola, o Lubango há muito que vem perdendo esta característica, muito por culpa da acção do homem. A cidade do Lubango situa-se no Sul de Angola a pouco mais de 700 quilómetros de Luanda, a capital angolana. Fonte: http://www.apostolado-angola.org/

quinta-feira, junho 05, 2008

Sem esquecer! Uma imagem.....

A equipa em campo.... sorry, na montanha ..... agora com a entrada de A.Freitas, Novo Jornal.

O globo

Com a editora internacional de um dos maiores jornais do mundo

Brasil....

Da sua esquerda para a direita: R. Vandunem, Presbitero Lundange, Elsa Alexandre e Manuel Vieira, Rio de Janeiro - Junho 2008

FLU, FLU, FLU...AQUI!