quarta-feira, julho 23, 2008
sexta-feira, julho 11, 2008
sábado, junho 28, 2008
Que futuro paras os ex militares angolanos?
Á caminho das segundas eleições legislativas em Angola, olha-se para trás para se fazer, com rigor, um balanço das várias promessas feitas pelo poder. Nesta altura os vários programas dos partidos políticos perfilam-se para estabelecer, também, o que podem as suas propostas para a vida dos angolanos, caso caíam no goto dos eleitores.
Um dos dossiers que se arrasta no tempo é dos ex. militares, que constituem um grosso de milhares e milhares de homens e mulheres.
São combatentes que nos anos 60 pegaram em armas para se levantar contra o colonialismo. Homens ligados á FNLA, com o seu Exercito de Libertação Nacional de Angola – ELNA; a UNITA e as suas FALA e o MPLA com as suas FAPLA.
Estes três exércitos estão oficialmente extintos, mas o ónus da sua desintegração persiste com o caminhar do país.
O esforço da normalização das instituições do Estado não pode esquecer os possíveis focos de tensão, sendo os ex- militares um das mais visíveis faceta desta equação. Para tal, segundo entendidos na matéria, é preciso garantir a verdadeira paz para todos.
Citando a famosa frase de Paulo VI “o novo nome da paz é o desenvolvimento” isto pode entender-se, também, como a necessidade de se garantir a cada cidadão o indispensável para a vida, e, para o nosso caso, não esquecer aqueles que foram os protagonistas e estiveram no centro do conflito - os militares.
A primeira grande fase de desmobilização em Angola aconteceu no limiar das eleições, quando se acordou na constituição de um exército único no país. Milhares de jovens, muitos deles retirados das escolas pelas rusgas, atingiam novamente a vida civil. Outros ex. militares depois de anos nas matas voltavam ás aldeias. Kits de desmobilização foram distribuídos e alguns programas de reinserção foram ensaiados e executados.
Quando Angola atingiu finalmente a paz em 2002, com a assinatura do memorando do Luena, o documento complementar ao protocolo de Lusaka, houve a maior desmobilização de tropas que o país, ou quiçá a região alguma vez conheceu. Foi, convenhamos, uma grande operação do estado e seus parceiros, garantir um o mínimo a cada um dos milhares de soldados que deixavam as espingardas e despiam as fardas para se vestir das cores da paz!
Mas, 6 anos depois, muito ficou por se fazer… Tanto é assim que grande parte dos ex. militares das antigas FAPLA optaram pela segurança privada e industrial.
Por seu turno, os seus companheiros da UNITA têm a sua sobrevivência na actividade comercial informal. São roboteiros ( os transportadores de carga em carros de mão em Luanda e nas principais cidades do país; são kupapatas( taxistas em motos, também nos principais centros urbanos ; são comerciantes em pequena escala ou uma miríade de coisas. Apenas alguns conseguiram enveredar por actividades mais rentáveis, tendo a sua reinserção social na verdadeira significação do termo.
Os antigos homens do gatilho ainda reclama uma reinserção condigna. Será legítima esta reclamação? O que falhou esta enorme cadeia de responsabilidades para levar dignidade á pessoas que nos vários campos de batalha defendiam as conhecidas causas que fizeram o conflito?
Sabe-se que a satisfação material, daqueles que estavam a fazer directamente a guerra, foi o modelo seguido. A reabilitação psico-emocional dos ex. homens do gatilho também não seria uma aposta, mesmo tardia, no sentido de se acabar com os traumas de guerra resultantes dos longos anos sob o troar dos canhões, as rajadas das metralhadoras e outras vicissitudes da guerra.
(MV)
O fim deste parlamento.
No dia 15 de Julho próximo cessam as actividades da actual assembleia nacional, um órgão que começou as suas actividades depois das eleições de 1992. Como se sabe, o primeiro parlamento multipartidário, nesta segunda republica em Angola, conheceu, a rigor, momentos altos (poucos) e baixos (muitos).
A tomada de posse dos deputados, principalmente do maior partido da oposição, a UNITA, depois do limiar das eleições conheceu muita polémica, pois alguns dos nomes apontados (ou talvez fosse melhor dizer indicados) como deputados estavam nas matas na então guerrilha “capitaneada” por Jonas Savimbi.
Dos muitos momentos baixos, podemos ainda assinalar, sem medo de errar que foi a discussão da nova Lei Constitucional, marcada por vários abandono da sala pela oposição.
Muitos dos deputados 16 anos depois, preparam-se para a reforma. Muitos estão doentes, outros mais talhados para os seus negócios pessoais e outros ainda preocupados com a melhor maneira de garantirem um “pé-de-meia” repleto, para uma vida longe das suculentas quantias que o poder cede (ia).
Há inclusive movimentações em algumas bancadas, como a do MPLA, por exemplo, para a renovação do seu elenco na assembleia nacional. Um elenco que deve ser renovado, segundo fontes dos camaradas, em cerca de 50 por cento. Certas vozes falam mesmo de um “ rejuvenescimento” da bancada. Espera-se também que mais-valia técnica seja lançada ao local onde os ditos “representantes” do povo possam por ele falar.
A oposição, com a UNITA a cabeça, pisca o olho a quadros independentes para configurar a futura assembleia nacional.
Nestes 16 anos, pela “casa das leis” passaram na sua liderança Franca Vandunem e Roberto de Almeida.
Por outro lado, nomes sonantes como Nfulupinga Landu Victor, Lazaro Dias, Gerônimo Wanga, Alcântara Monteiro, já falecidos, são recordados como respeito pela população e por ( alguns) dos seus antigos colegas no parlamento.
16 Anos depois, será que o cidadão sente que os seus anseios foram levados a este areópago? Os populares, que votaram em 1992 principalmente no interior de Angola, por exemplo no Mungo, Lumbala Gimbo e Balombo, “sentiram” durante este tempo a presença, o calor e a atenção dos deputados?
A assembleia nacional foi marcada por debates sobre vários aspectos da vida nacional, ao protagonismo de alguns dos seus membros, o silencio de muitos, as divisões internas como nas bancadas da UNITA e PRS e muito mais. Que balanço fazer de 16 anos de trabalho da assembleia nacional?
Sabe-se que os deputados aprovaram um plano de reforma, tido em certos círculos como chorudo.
Será que, nos últimos anos, os carros, o dinheiro, as despesas pagas e outras benesses, terão mudado o comportamento dos deputados que têm a responsabilidade de nos representar na assembleia nacional?
Tirá sido uma assembleia nacional " para lamentar"?
(MV)
sábado, junho 07, 2008
O verde a morrer....
A Juventude Ecológica de Angola (JEA) alerta para a desflorestação de que são algumas importantes áreas da cintura verde da cidade do Lubango e da província da Huíla no geral.
A JEA na província está preocupada com a situação e revela que se está a assistir nos últimos anos um ritmo assustador de abate indiscriminado de árvores, afirma a VOA.
Segundo a JEA, uma das piores situações verifica-se no troço que liga o município - sede, Lubango, à circunscrição da Humpata a pouco mais de vinte quilómetros da capital da província.
A ocupação de terras para a construção dirigida e a luta pela sobrevivência das populações nativas na busca incessante do carvão está a fazer do troço um dos mais sacrificados no que toca à preservação da natureza.
A zona da Nossa Senhora do Monte, muito conhecida pelo seu verde e tida como o pulmão da cidade, é outro grande exemplo da anormalidade criada. Ontem área quase que proibida de se erguer edifícios, hoje tornou-se no mais cobiçado dos lugares da cidade com casas de luxo a serem construídas sobretudo por pessoas ou instituições de alta renda.
O coordenador da JEA, na Huíla, o ambientalista David Pereira, mostra-se preocupado face a desproporção entre o abate indiscriminado das árvores e as medidas de reposição das plantas.«As pessoas precisam de alargar as suas lavras, precisam de madeira para vários fins, lenha e carvão e, em contrapartida, não tem sido notório o esforço no sentido da reposição destas plantas, tem havido sim algumas campanhas mais aqui no centro da cidade em termos de plantação de algumas árvores, nas escolas, próximo de alguns hospitais, mesmo nas ruas, mas nada que se compara a uma reposição, uma reflorestação de facto.».
Considerado nos tempos idos cidade jardim de Angola, o Lubango há muito que vem perdendo esta característica, muito por culpa da acção do homem. A cidade do Lubango situa-se no Sul de Angola a pouco mais de 700 quilómetros de Luanda, a capital angolana. Fonte: http://www.apostolado-angola.org/
quinta-feira, junho 05, 2008
Brasil....
terça-feira, junho 03, 2008
Cartas de radio! I
A receita básica para o sucesso de uma estação local, são ataques regionais..... Tudo isso vem a propósito da ultima mensagem ( e-mail em que lamentavas a monotonia do Lubango e a exclusão ( deliberada ou não ) da nossa queria 2000 na agenda governativa, nas reportagens e acontecimentos oficiais.
Daqui da " estranja", passe o termo, podemos notar que uma rádio extremamente colada ao poder ou a espera do que o poder faz, não atinge profundamente o seu fim.
Os estrategos da arte de informar dizem que uma rádio que se quer afirmar como " imprensa alternativa" tem que dar voz a sociedade civil, sem contudo fugir a lógica governamental, mas tendo em atenção fundamentalmente a sociedade civil, o empresariado, Ongs, associações locais e igrejas etc, etc. Outra receita para o sucesso na informação local são os ataques locais.
Toda a medida tomada a nível central, tem reflexo na localidade. Lá está a sociedade civil local, mesmo muitas vezes não habituada ao confronto directo de ideias ( saudades do Com peso e medida e o direito a informação nos bons velhos tempos) tem sempre opinião. A TSF, a celebre estação Portuguesa, diz nos seus spots "VAMOS AO FIM DA RUA, VAMOS AO FIM DO MUNDO".
Uma pessoa fica mais entretida com a sua rádio quando saber que ela fala dos seus problemas e não no abstracto, Iraque, Afeganistão, Ciclone em Cuba e no Haiti, fome em Moçambique… em fim muitas das vezes a abrir o noticiário. Com a sociedade civil presente na antena, o governo fica tecnicamente para trás.
Pode-se pensar que a linha informativa é assim que dita, corporizada toda ela na máxima Horacial, segundo a qual " sabemos nós mais do mundo, do que o mundo sabe de nós". Mas olhemos para o mundo de hoje. Hoje há mais pessoas com parabólica, no Lubango já se contam as centenas. Mais gente com a Internet, mais gente a ler jornais. Será que ainda se justifica a imposição globalizante em falar mais dos outros do que de nós? E a audiência, ainda se justifica? O pior é que parece não haver alternativa.
Pense em mandar gente investigar assuntos bons, que marquem a cidade e não só: Alargamento da cidade e as alternativas para a construção, venda ilegal de terrenos pelos serviços comunitários, corrupção no ensino, desaparecimento de salários de professores, inserção polémica de enfermeiros.... ou temas mais grandes eleições e a opinião do povo ai. Estas são, quanto a mim, algumas receitas para o sucesso na nossa 2000.
segunda-feira, maio 19, 2008
Luanda, casas, preços e especulação ….
Com o alcance da paz em Angola, um dos sectores que rapidamente emergiu é o da construção civil, com condomínios e outros espaços de moradia a crescerem como cogumelos.
Os preços custam os olhos da cara, mas a adesão de alguns abastados é notória. O papel dos bancos com os seus programas de credito á habituação, também terem sido um dos recursos dos cidadãos na procura de melhores condições de habitabilidade.
Serão os critérios dos bancos suficientemente abertos perante a necessidade diária de boa parte da população. Créditos bonificados podem ser uma saida?
Milhões e milhões de dólares e Kwanzas têm sido injectados para levar melhores casas a quem tem o bolso mais ou menos folgado.
Surgiram projectos habitacionais, mas a necessidade continua. Ergueram-se Viana II, Luanda Sul, Zango, Vila Verde, Panguila, condomínios em Tatalona, Viana e muito mais; contudo a necessidade continua.
Os planos de reconstrução nacional, volta e meia, acompanham os passos para se erguerem mais algumas casas para alguns cidadãos, onde a distribuição das mesmas observa critérios que muitas vezes são de desconhecidos.
O presidente do MPLA, recentemente, garantiu “um milhão de casas até 2012”, sendo a juventude é a prioridade de mais esta proposta á sociedade.
Coincidência ou não, antes um musico Irlandês, bastante conhecido em todo o mundo, Bob Gedolf, disse que “as casas mais caras do mundo estão localizadas na costa de Luanda”, apontado o dedo á ilha, ao mussulo ou mesmo ao Benfica, onde grandiosas moradias estão a ser erguidas.
É mais de do que um lugar comum dizer que “ Quem casa, quer casa”. Para muitos, recém casados, o recuso é viver em casa dos pais. Para outros a boa vontade de outras pessoas em ceder um albergue, são as formas de viver nos dias de hoje.
Outros ainda recorrem ao arrendamento, uma galinha dos ovos de ouro para grande parte dos senhorios de Angola. Vezes há em que os preços pouco convidativos são aliados a um débil saneamento básico, profundas degradação das casas e muito mais.
Como é que um jovem com um salário médio pode adquirir o dinheiro para uma casa? Contas feitas, o mercado imobiliário bastante inflacionado é muito rentável.
Casas há que custam mais de 5 milhões de dólares.
Com a construção de grandes edifícios não estaremos a “mussequizar” Luanda, como disse um notável escritor Angola?
sábado, maio 17, 2008
O ambiente de todos nós
Todos os dias, engenheiros, ambientalistas, economistas, políticos, cientistas e outros homens do saber, preocupam-se cada vez mais com questões ligadas ao ambiente.
A sua preservação é hoje uma bandeira de várias nações que se vêm confrontadas com calamidades e outros “avisos” da natureza.
Na maior parte dos países que atingiram altos índices de desenvolvimento, a movimentação em torno das questões ambientais é grande. Desde 1992, aquando da realização da ECO, no Rio de Janeiro, Brasil estas questões ganharam maior notoriedade.
Em 1992, no Rio de Janeiro, representantes de quase todos os países do mundo reuniram-se para decidir que medidas tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e preservar o legado das gerações vindouras.
Nesse encontro em que estiveram presentes várias individualidades, havia a intenção de introduzir a idéia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento económico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico. A Carta da Terra, documento oficial da ECO-92, elaborou as convenções sobre Biodiversidade, Desertificação e Mudanças Climáticas, uma declaração de princípios e a Agenda 21.
Dos 175 países signatários da Agenda 21, 168 confirmaram a sua posição de respeitar a Convenção sobre Biodiversidade. É bem sabido que Angola se fez representar ao mais alto nível.
Passados 14 anos desde a realização dessa cimeira e posteriormente uma iniciativa idêntica teve lugar na África do Sul, o que é que tem sido feito em Angola, não só pela preservação ambiental, como para a realização de estudos de impacto Ambiental quando são realizadas obras que alterem as condições e características do ambiente local?
Actualmente, sendo o país um canteiro de Obras, que medidas têm sido tomadas para que não se danifique o meio ambiente? Há grandes obras em curso e perspectivam-se outras que podem induzir a algumas alterações das condições de solo e do micro-clima das áreas onde elas poderão ser implantadas. Não se conhecem que estudos de impacto ambiental foram feitos de forma a prevenir ou a precaver-se de possíveis malefícios que possam afectar esta ou as próximas gerações.
E então vale a pena colocar estas duas questões: Será que por cá, entre nós sobrepõem-se as decisões políticas sobre decisões técnicas? Se estes estudos são feitos quem os conhece e avalia para que se considerem como sendo respeitados?
sexta-feira, maio 16, 2008
Dois poemas de José Luís Mendonça*
Rosas brancas de porcelana
Para esta construção bastam os mares
de olvido concentrados no coração azul dos peixes.
Nas tuas mãos começam os alicerces
de um cantar antigo remoinho de prazeres.
É só sentires um formigueiro pela coluna acima
e os sete sóis de Júpiter te iluminam.
Logo em teu cordão umbilical enrolarei
a fina platina de um nome subscrito
a cal de rosas brancas de porcelana.
Mas é no teu olhar que se definem os contornos
de quem não somos como se o vinho
dos lagares fermentado no teu sangue
não me levasse até ao fim do poema.
Um vestígio de luar
Quantas vezes o céu azul com as suas mãos cheias de nuvens brancas
deita de lado uma mulher sobre o rio kwanza
na púrpura florescência da carne.
Todo o céu assim deixa terreno
à impaciência dos dedos
à investigação das mandíbulas
ao cheiro ocre das rosas de porcelana
que degeneram nas margens húmidas.
Palavra puxa palavra
de mesa em mesa se escuta
um vestígio de luar
deixar a porta aberta
ao couro sanguíneo das pontes.
* Do livro “Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo”, poemas cedidos pelo autor
A IGREJA E AS PROXIMAS ELEIÇÕES
A igreja desde os seus primórdios acompanha os, grandes e pequenos, desafios da sociedade onde está profundamente inserida.
A Igreja não é uma organização, mas um organismo. Não é uma mera instituição mas uma unidade viva.
Sabe-se que a igreja no seu todo tem tido uma missão importante na restauração das ideias de irmadande, depois de anos a fio sob a óptica da guerra, a reconciliação nacional e uma clara contribuição no auxílio ás autoridades na educação, saúde e assistência social.
Assim, um dos desafios, para a igreja e os milhares de fiéis é a participação activa nas próximas eleições legislativas – em Setembro e nas presidenciais no próximo ano.
É reconhecidamente importante o papel que vem sendo desempenhado pelas diversas confissões religiosas na sensibilização dos fiéis para participarem em consciência nas eleições, em concórdia, no respeito pela diferença.
Mas será que este papel da igreja é suficientemente bem entendido por toda a sociedade? Ainda vale a tese segundo a qual “ padres no púlpito e políticos na politica?”
Certas correntes nos últimos dias têm defendido uma certa abstenção dos fiéis nas eleições. Que fundamentos doutrinais ou teológicos justificam a não ida as urnas por parte dos fies?
A igreja católica, por exemplo tem feito apelos á que os cristãos sejam acima de tudo bons cidadãos.
Na última mensagem pastoral os bispos da CEAST escreviam que “ Uma autêntica democracia é fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos: a dignidade da pessoa humana, o respeito dos direitos do homem, a assunção do “bem comum” como fim e critério regulador da vida política.”
Os prelados diziam ainda que “ Para votar de forma consciente e responsável, os cidadãos eleitores têm o direito de conhecer as pessoas e, sobretudo os programas de governação dos partidos que se candidatam às eleições. Daí o apelo aos partidos políticos para a necessidade da sua apresentação, feita com tempo, quer através dos meios de comunicação social, quer através de outros mecanismos previsto na Lei”.
Depois desta exposição é importante saber que papel pode exercer a igreja nas próximas eleições?
Foto:Sé catedral do Luena, foto daqui lestedeangola.weblog.com.pt
Cadeias de Angola: Caldeirões em ebulição?
Muitos vão parar a cadeia por crimes violentos, outros por corrupção, roubos, agressões e muito mais. Outros seguem para as masmorras devido a alegados conflitos com pessoas visivelmente mais poderosas.
Mas, devido ao grande número de reclusos nas cadeias de Angola, questiona-se com frequência as condições em que vivem estas pessoas.
O “caldeirão” em que se transformaram algumas cadeias parece ter muito sentindo quando no ano passado uma revolta na cadeia central de Luanda resultou na admissão das autoridades que a superlotação era um grande problema.
Muito foi dito, mas ainda pouco é visível no entender de algumas pessoas entendidas na matéria. Segundo se sabe grande fala alimentação, apoio sanitário e muito mais.
Recentemente foi o tumulto na cadeia de Viana, com um morto e mais de dez feridos.
O grande problema, segundo tais pessoas, passa por mais investimento no sector, nomeadamente a melhoria da acomodação dos reclusos angolanos. Na cadeia de Viana, por exemplo, centenas de pessoas vivem a seis meses sem trocar de roupa.
A diversão é nula e a tuberculose toma conta de alguns, segundo denúncias de alguns reclusos.
Como mudar este cenário? Não estaremos perante uma clara violação dos direitos humanos? Que soluções ao problema? Com estas dificuldades nas cadeias, será que alguns reclusos não saem mais revoltados do que reabilitados, depois de estarem em conflito com a lei?
Na certeza que teremos a oportunidade de lançar luz sobre um tema da mais alta importância.
De mim "Coruja" para ti, com muito amor *
Quis ver o sol chegar e o comboio partir
sentir o calor da noite e o frio da brisa
olhar a onda bater e as estrelas no céu
ser o primeiro a chegar para nunca partir
Quis ver a lua brilhar e a terra molhar
a flor renascer a arvore a crescer
o rio correr a pedra a rolar
a água brotar para nunca faltar
Quis ter essa seiva do caule frondoso
ser vida ser morte
ser canto ser sorte
ser essa certeza de vento batendo
quis ser a saudade
do adeus não dizendo
Quis ser primavera no rosto sofrido
ser pena ser escrita na voz do cantor
ser mão de artista tocando piano
ser só partitura na nova escritura
Ter um segredinho com deus menininho
ser pura
ser santa no olhar do pecado
ser lágrima corrida no rosto cansado
ou um desabafo no rosto molhado
No tempo me envolve
na noite me calo
do sonho me afasto
da vida me aparto
Quis ser um rastreio de homem mendigo
sou forte, sou nada
por isso nem brigo
* Autoria identificada
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