quinta-feira, janeiro 17, 2008

Can sem Mantorras

Desta vez Oliveira Gonçalves não chamou o Mantorras, que para nós do Benfica" resolve". O Pedro Manuel fica de fora do Can 2008, que arranca dentro de dias . Que razões? Mas que merecia, merecia....
Se até o Camacho está nessa.... Gostaria de ver o Mantorras no Gana.

MINHA AMADA ANGOLA

Um passo, um regresso.
As ideias fluem, mas a grandiosidade dos mecanismos locais são tremendamente enraizados que os caminhos surgem torpes, profundamente espinhosos.
Mesmo na procura do sucesso, como mandam os cânones da arte do bem informar (sendo 'bem' sinónimo de brio, ética e dar voz aos que bradam errantes á procura do seu eu e pão) e a opulência urdida a coberto de noites secretas em cabalas draconianas, de preferência regadas com os "néctares" de Baco.
Uns vão á cadeia pela verdade. Outros ficam fora das grades pela mentira. “ É a lógica da vida” dizem alguns. Outros, digo eu, olham para os sinais dos tempos. Angola é a minha amada.

P.S: Para o SC, um abraço. Este é um artigo descrito na série “ Escritos do nada”. Pensamentos errantes, na escolha de palavras normais, mesmo na anormalidade dos tempos. Pois a alma é cerrada de sentimentos contraditórios, mas pela língua e dedos á fora, urge lança-los como os nossos escritos.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Maputo

Foto tirada pelo autor na deslocação á Ilha de Catembe. Ao fundo ao Prédio de 33 andares, depois da marginal de Maputo. Grande terra!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Angola e o jornalista

Uma das mais gratas oportunidades profissionais, para mim, é abandonar por uns tempos a redacção, local do labor de todos os dias e, diga-se, dos dias todos.

"Ir para fora cá dentro, poeira nos olhos e cabelos ao vento". Ser enviado á Angola profunda, aquela que fica longe dos olhares de Luanda, mas com uma palavra a dizer sobre o país real.
Nessas ocasiões, só ou em equipa o sentido profissional, para mim, sobe.
A alegria de ser profissional, contribuir mas para o direito á informação surge como um sinal mais para dar a este povo um direito fundamental, mas manietado pelos interesses de quem manipula e baralha as " cartas da vida" para (não) fazer de Angola, um país.
( imagem tirada em meados do ano passado no Dundo - Lunda Norte )

terça-feira, janeiro 08, 2008

Wind of change?

Volta e meia, um passo. No regresso á pressão, dois a retaguarda. Caminhos torpes, dos modernos tempos intemperados.

Loucura da velocidade dos dias, dificuldades para conter os mensageiros da desgraça! Quais abutres famintos, sempre na confusão de todos os dias e dos dias todos.

Como diria o "bloguista" de primeira hora, é sempre a confusão entre " a estrada da beira e a beira da estrada". Vale por isso tentar sem fugir e olhar para os que fogem, sem antes mesmo, tentarem.
São os escritos do nada.
PS: Entendi o recado ...

Angola e os "bloguistas"

" Ser fiel aos seus pensamentos é uma posição nobre para quem assume as suas obrigações ".

Conforme disse, em tempos um articulista, " compreendo, no entanto, que muitos dos meus colegas sejam voluntariamente obrigados a não cuspir no prato que todos os dias os alimenta.
Poderiam contudo, digo eu, deixar trabalhar todos aqueles que quando aplaudem não têm medo de cair da árvore".

Esta é a posição de alguns....
A minha, é dar o rosto e olhar para todos. Mesmo para o covarde desconhecido que se esconde na carapuça da escuridão para lançar "farpas" á quem de cabeça erguida assume os seus pensamentos, mesmo com limitações de varias ordem.

sábado, janeiro 05, 2008

Moçambique: A maravilha das cascatas de Namaacha.

Foto tirada no ano passado, em Moçambique, no decurso de um curso sobre jornalismo

Abre a Rádio Lubango. A Transmundial fica de fora?

Ponto Prévio: Este texto foi publicado pela primeira vez em Dezembro de 2006.
Mais de um ano depois há o anuncio da administração do Lubango (porque a administração?) em como pelo menos uma destas rádios já tem meio caminho andado para a sua abertura. A Rádio Transmundial, apesar de ter também equipamentos fica de fora.
A bem da democracia que ( a Rádio Lubango) seja uma estação livre, sem as “ amarras” de quem dirige a província.
“ Duas novas rádios privadas prontas a emitir em frequência modulada na cidade do Lubango aguardam pelas respectivas licenças para começarem com a actividade de radiodifusão na província da Huíla. Trata-se das rádios Chela e Transmundial.

A Multipress apurou que a primeira será de cunho comercial, enquanto a segunda estará virada para a vertente religiosa, uma vez pertencer às igrejas evangélicas sem afastar, entretanto, o lado informativo.
Tudo quanto foi possível apurar, as respectivas rádios já dispõe de instalações e estúdios para a emissão, faltando apenas a autorização necessária dos órgãos competentes.
O responsável pela instalação da Rádio Transmundial no Lubango, reverendo Dinis Marcolino, disse acreditar não serem motivações políticas que estarão por detrás do impedimento na abertura de mais rádios.
Para ele, existirá vontade política de quem dirige para o surgimento de mais rádios e estações televisivas, mas o excesso de burocracia que se assiste no país e os aspectos complementares à nova Lei de Imprensa, afiguram-se como os principais obstáculos.
O reverendo Dinis Marcolino advoga que já é tempo de Angola abrir-se mais para a diversidade de informação e cita como exemplo a República Democrática do Congo que nesse capítulo, apesar das conturbações políticas que tem vivido, deu passos importantes.
Na Huíla funcionam apenas duas rádios a emissora local da Rádio Nacional de Angola e a Rádio 2000, instituições que segundo algumas vozes críticas da região, se mostram incapazes de responder às necessidades de informação que se exige cada vez mais isenta e transparente de qualquer interesse político."

BLOGGUISMO ANGOLANO: AMADORISMO OU JORNALISMO?

" Consultando o blogguer encontramos cerca de 1200 blogs domiciliados em Angola, de angolanos no estrangeiro e doutros que se apresentam como tal.
Vasculhados um a um notamos que o número não é tão grande assim. E se procurarmos por nomes conhecidos vemos que são pouquíssimos os detentores de páginas na web. Raríssimos ainda aqueles que escrevem coisas.
O movimento bloggista que na Europa e América até estremece as vendas de grandes jornais, dado o seu carácter digital, rápido e sem preço (há os que já publicitam), é em Angola algo muito novo.
O Cibernauta atento encontra páginas como a do Manuel Vieira, que escreve o www.serradachela.blogspot.com, onde se publica um pouco de tudo, como sejam, ensaios, actualidade informativa, reflexões, etc.Temos as páginas do Soberano Canhanga www.olhoatento.blogspot.com, onde escreve a título de exemplo
NUVEM DE ESTRELAS
Por "compaixão" da Manú, cansada, talvez, de me ver a vegetar pelos corredores do alojamento , fui ao Luari (5/08/07) para a primeira edição em Saurimo da "Nuvem de estrelas". Com certeza que o nome é muito mais atraente. "Chuva de estrelas", concurso cujo vencedor tem direito à participação noutro concurso de índole nacional, organizado pela LAC e TPA. Matias Damasio, Yolas, Beto Dias, Bruna Tatiana Lawilka, entre outros nomes da nossa e doutras praças musicais foram bem ou mal imitados. Casada com a feia esteve a moda cujo destaque foi mesmo a passagem de uma menorzinha nos seus 6 anos" Publicado em www.olhoatento.blogspot .com ou
www.mesumajikuka.blogspot.com.

Nota: Pois é, a humildade manda dizer apenas, um obrigado pela “ força”, caro companheiro ( das lides jornalísticas e do bloguismo). Nota-se, compreendo por isso este ensaio do companheiro Soberano, que o universo dos bloguistas ainda é diminuto em Angola.

Numa terra onde as amarras de quem manda, volta e meia, actuam na firme ideia de formatar os pensamentos dos seres que deviam ser livres. O acesso rápido á Internet é outro constrangimento.
Divulgar ideias através deste meio ainda é uma experiência nova, até mesmo para alguns ditos “fazedores de opinião”. Acredito que dentro de alguns anos o cenário mude e nos equiparemos a outras paragens.
Nós na Serra da Chela vamos continuar, mesmo se estivermos a clamar no deserto...

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Rádio Lubango

A administração municipal do Lubango vai criar em 2008 uma rádio comercial em cuja gestão do empreendimento estará entregue as próprias autoridades administrativas da cidade capital da província da Huíla, anunciou no Lubango o administrador municipal.

Vigílio Tyova, que falava por ocasião dos cumprimentos de fim de ano, anunciou ainda como medidas que visam a injecção de nova dinâmica na estrutura de funcionamento do município em 2008, algumas mexidas na estrutura governativa do Lubango, fazendo recurso ao novo estatuto da cidade já publicado em Diário da República.
Referindo-se à abertura no próximo ano daquela que se irá designar Rádio Lubango, o administrador municipal, disse encontrar-se já na cidade todo o equipamento de suporte da emissora estando em curso a criação das respectivas instalações. «Também ainda no próximo ano teremos portanto a inauguração de uma rádio cidade designada Rádio Lubango para a qual estamos a preparar as instalações pois os equipamentos já estão disponibilizados pelo Ministério da Comunicação Social».

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Luanda

A cidade dos contrastes da vida. Da opulência e da miséria. È Luanda nos dias de hoje, em que milhões vivem na esperança e outros vivem na esperança de mais milhões para engordar os abarrotados cofres, quais o homens que acumulam o capital primitivamente.
Que venha 2008....

Feliz ano novo !!!

Muita saúde, muita paz, muito coração e claro.... algum dinheiro. Feliz ano novo

segunda-feira, dezembro 17, 2007

MCK de regresso!

O rapper angolano de intervenção social, MCK, abriu uma campanha de solidariedade para com os moradores de rua de Benguela, vítimas de abuso do poder.
A manifestação organizada por um grupo de jovens de rua do Lobito, com o apoio do projecto Omunga, visa chamar a atenção das autoridades ao nível local e nacional, sobre a necessidade de definição de políticas concretas para a inserção social das pessoas viventes na rua.
O coordenador do projecto Omunga, José Patrocínio, disse à Voz da América que na rua existe uma multidão composta por crianças, jovens, antigos combatentes entre outros que clamam por um espaço de reintegração social e que são um produto da inexistência de políticas locais para a solução da pobreza.

COMUNICAÇÃO SOCIAL ANGOLANA ENTRE ESPERANÇAS E TEMORES

Os meios que temos estão muito aquém de dar uma resposta satisfatória aos cidadãos sobre o direito a informação consagrada por lei no nosso país. Os jornais privados no país datam pouco mais de uma década e servem apenas Luanda e ainda assim com grande sacrifício.

Como se não bastasse, a maioria dos angolanos é analfabeta, segundo dados estatísticos recentes. Uns não compram jornal porque não sabem ler, outros não o fazem porque custa muito caro preferindo guardar o cem kz para o pão nosso de cada dia e o copo que muitos não dispensam.

A televisão é vista por poucos no país, primeiro devido ao factor pobreza da maioria que vê no aparelho de TV um bem para ricos. Outros chegam a comprá-lo, porém tem pouco proveito porque os consequentes cortes de energia frustra a vida, outros ainda porque o momento em que deveriam acompanhar algum programa informativo logo de manhã a televisão não apresenta nada porque só abre mais tarde.
Por causa de tudo isso, a rádio lidera os meios de comunicação e tanto cegos como iletrados conseguem acompanhar o desenvolvimento da vida do país, caso o cidadão se encontre numa capital provincial. O mesmo já não se pode dizer para o caso dos angolanos das zonas do interior, onde apelos a consolidação da paz ou chegarão distorcidos ou então numa única vertente. Que fazer no sentido de se reverter este quadro?
Frei JP, Luanda

Tundavala, na banda

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Um tributo ao Custódio “ Santa Rita”

Um jornalista abnegado. Afazeres mil, para alma empolgada no pulsar da noticia. Na crónica redigida num imaginário lançado a dois tempos.

O “Santa” dos pseudónimos mil, para distrair os abutres que (ainda) mostram as garras afinadas, o cronista de primeira linha, o amigo dos tempos que o tempo não apaga. Desde as famosas e pomposas formas de “ quebrar” o stress, aos diálogos intermináveis apimentados com as memorias que ficaram por se publicar.
Amigo, a morte é trágica. Roubou-te quanto ainda tinhas mais um projecto. As minhas linhas são poucas para descrever a grandeza da tua alma que jornalismo moldou, mas não tolheu. Aguçou, mas te manteve firme no ideal de uma informação plural, arejada e que tivesse o interior mais espaço nos grandes meios cá do sítio.
Um ode ao jornalista Víctor Custodio falecido recentemente em Luanda.....
FOTO: Santa Rita está em primeiro plano, o mais velho do conjunto.

Leba: Entre a maravilha da natureza e a criatividade do homem!

Serra da Leba, entre o Lubango e o Namibe. A estrada serpenteia por entre a montanha e rios!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Rádio Ecclesia apaga mais uma vela

Escreveu a Voz da America em www.multipress.info
Sob o signo da confiança a Rádio Ecclésia comemora este sábado 52 anos da sua existência. Apesar de todos os constrangimentos impostos pela actual conjuntura do país, a Emissora Católica de Angola afirma-se disposta a enfrentar os desafios do futuro, pautando por um jornalismo responsável e moderno.
O editor nacional da Ecclésia, Manuel Vieira, afirmou que o aniversário daquela emissora de rádio está a ser marcado por uma reflexão sobre o jornalismo em tempo de eleições.
«Isto porque no próximo ano os jornalistas em particular e a sociedade no geral serão confrontados com o desafio da realização de eleições legislativas. Daí que a Rádio Ecclésia com o seu pessoal e com os seus convidados pretender reflectir sobre quais devem ser as normas de actuação dos jornalistas. No último processo eleitoral de 1992 os jornalistas contribuíram para a realização das eleições e para aquele cenário que se viveu. Daí que é desejo nosso fazer um jornalismo claro, plural e acima de tudo harmonioso.»
Por imperativos legais, a Emissora Católica não está permitida a emitir em ondas curtas como acontecia até à década de setenta.
Manuel Vieira remete a solução do problema às autoridades de direito, mas sustenta que com os meios disponíveis será possível evidenciar a marca da democracia informativa, para além da evangelização que constitui o objectivo supremo.
A primeira emissão da Rádio Ecclésia foi para o ar a 8 de Dezembro de 1955. Suspensa em 1978, a Emissora Católica de Angola foi reaberta em Março de 1997 com a permissão de emitir apenas em frequência modulada.