segunda-feira, março 26, 2007

A LUANDA DOS CONTRASTES

A opulência de uns, contrastando com a imundice da maioria.... Não entendo esta gente!

Angola " demole" Eritreia

6/1. Vitória "demolidora" de Angola em futebol. Parabéns.

quarta-feira, março 21, 2007

INCENTIVO AOS BLOGS

Qualquer cidadão que se encontre fora de Angola, encontra uma grande dificuldade em ter mais informação sobre o país. Na maior parte dos sítios que se visita para se ter mais informação sobre o país, as notícias são repetidas. Única excepção é a Voz da América , que passa informação alternativa, daquela totalmente estatizada, diga-se, governatizada. Mesmo o Apostolado, não tem uma actualização regular, e os outros, como Angonoticias, têm perdido alguma qualidade. Dai me ter surgido a ideia, de se incentivar mais os Blogs. Na maior parte dos casos, no país esse instrumento está nas mãos dos jornalistas, sendo por isso uma vais valia. Desafio todos aqueles que lerem este post a visitarem os sites que falam sobre angola. Até parece uma encomenda. há que se fazer mais pelos angolanos. JP FONTE: www.tundavala-mumuila.blogspot.com

terça-feira, março 20, 2007

VIOLÊNCIA DE GRAÇA

Assim, (quando) contemplo a vida humana (ainda que) superficialmente o relacionamento entre estes seres, da mesma espécie (humana) apesar das diferenças culturais, financeiras e até da cor da pele, reparo que nuns e noutros houve sempre a folha branca, o tempo e o espaço caracterizado, por um, quase total, estado de selvajaria do homo. Decifrar naqueles instantes, quem era quem, na apregoada civilização dos mais fortes que um tal de Darwin um dia jurou de pés juntos que as espécies menos evoluídas foram arrasadas pelas mais bens constituídas física e inteligentemente(sem nunca provar como é que o macaco existe e o dinossauro ficou num pretérito distante, sobrando apenas fosseis para provar que existiram, (ossos, nada mais do que isso), sinal de que a batalha de David e Golias não ficou apenas nas páginas da bíblia, continuam a existir vários golias, tais como os macacos que se riem dos dinossauros inexistentes. Mais dizia, era difícil naqueles tempos, saber quem é quem, na medida em que o que se praticava era totalmente contra- humanista.POR MANUEL JOSÉ Hiroshimas reduzidas a cinzas, carne humana assada em fornos de alta definição tecnológica, animais vadios e abutres em festa diante do banquete servido frio, ao som de obuses e outros materiais aplaudidos pelo mundo científico, alguns com NOBEL e tudo, mas com um, único objectivo- reduzir a pó, os que tentam, os que vivem com dias contados, gente que vai buscar água ao rio e não sabe se vai voltar- quantos desejaram uma bala cravada na cabeça desfazendo o miolo, como quem deseja um gelado numa tarde quente de calor! Só violência. Se não tens es duramente violentado. Palavras que ferem mais que garrafas afiadas por alguém de grupo. Buatala, voconho, isso e aquilotro relativamente a pouca sorte na vida, só não te passam a espada do demónio no orifício onde um médico qualquer procura a próstata com o dedo, como quem procura o ovo no... da galinha porque o tal médico também está havido de meter o dedo, graças a Deus a penetração é com luva, do contrário a violência do corpo estranho seria muito mais sentida, mas azar do médico se o paciente semanalmente decidisse que tinha de ser observado por meio do toque. Se é violentado quando se tem nada, mas quando e tem o suficiente para vegetar, por que viver é poder ir ao México sem ser numa missão jornalística, dizia quando se tem o suficiente também se é violentado. Mesmo no pouco e a roncar fome ou a dormir numa sala ainda que de luxo e fingir que se tem um sono tranquilo, quer dizer há sempre um abutre- alguém habituado a carne putrificada- para sugar o tutano, lamber os dedos e com uma tanga afiada, bater as nádegas numa estranha dança só reconhecida pelos noctívagos habituados a voos de vassoura, com um céu nublado e anublado dependendo do lugar de pouso, sem engarrafamento e sem polícias esfomeados e com cede crónica de coisas doces, dai cravarem sempre uma gasosa a alguém sem rosto, como se fossem bebés ambulantes. Só violência. Estão a cortar às mãos! É incrível como a violência tomou conta do homem mais inteligente que este globo(terrestre) já viu. Usam-se palavras que ferem mais que espada, que queimam mais que o fogo do inferno, mais fundas que o buraco da sepultura. Autênticos camões longe da pátria continental Lusa que está a aborrecer um João Jardim zangado com as socadas de Sócrates(não é o grego), mas dizem que tem lá a sua lábia e que não leva um batalhão de especialistas ou assessores para o defenderem no parlamento, e que não leva papeis nem e perde ao dar respostas aos deputados mais rabugentos ou sem curso superior de deputagem como os inclinos de 92 na casa com o maior número de leis. Tugas à parte. Dizia que estão aos milhões, camões que entendem de tudo(são especialistas) de vida familiar em Angola ou no Brasil, de gestão de uma banheira de micates ou de um exército capaz de meter ordem no médio oriente, sabem e entendem mesmo de tudo. Confesso que gosto mais destes camões do que o que só escrevia poemas. Estes são tão bons que conseguem diagnosticar doenças e passar um atestado médico para um infeliz qualquer ou auto intitular-se como os únicos sadios(até a abrir a boca), capazes de executar serviços públicos, com ou sem ajuda de outrém (não têm tuberculose). Mas o que me preocupa nesta onda de camões paridos no Séc.XXI, não é só isso. É o facto de serem tão bons médicos que até furam os olhos de quem os convida a comerem do prato sagrado e a cortarem as unhas dos mortos de uma pirâmide qualquer e dar-lhes uma outra aparência e voltarem a ser enterrados como pessoas, mesmo a este convidador eles questionam a sua sanidade, pelo que fazem e dizem nas costas e se o mesmo não precisará do toque da próstata. Confesso que a minha preocupação é legitima! Outra inquietação prende-se com uma máquina inventada em Cabúl. A tecnologia mais moderna que um dia o mundo já viu. Patrocinada por “Bin Laden pai” e desenvolvida por “George Bush filho”. Mas estes camões que andam por ai, merecem também o seu mérito apoteótico nesta invenção secular. A máquina, METAMORFOSE, é eficiente, rápida, segura e potente(desculpem a publicidade barata), usada com muita mestria por estes luis... a máquina já não é propriedade exclusiva de invertebrados, alguns animais já bem evoluídos(crescidinhos) estão a usar a metamorfose com muita eficiência que até vou despensar alguns programas da NATIONAL GEOGRAPHIC, só que como se diz o anão tem pernas curtas e uma cirurgia não serviria, talvez digam cada macaco no seu galho(mas nem todos são ágeis, seja no embondeiro seja numa figueira, com ou sem otchinhelo). Mas isso não vem ao caso, e nem vou falar da violencia contra os quatro órfãos da zungueira alheia, nem dos excessos da farda azul nesta selva urbana. Talvez um dia haja um aborto colectivo, onde Wahienga Xito não será um feto escritor abortado ao lado de Camões, Pessoa ou Éça de Queirós! Mas quem sou eu para relacionar violência, Portugas e angolanos? Nada, se não o resto, talvez um aborto em miniatura ao lado de PEPETELA- Vêm como é que a violência começa mesmo antes do nascimento!? Madiês da lata, infelizes e arrastando para o mesmo buraco tantos outros. Só há uma coisa a dizer, falta muita aréa no camião. Hipocrisia também é sinónimo de infernoéééééééééééééé!!! Ponto final. .

segunda-feira, março 19, 2007

EMISSÃO ECCLESIA NA INTERNET

OIÇA EM WWW.RADIOECCLESIA.ORG E ACOMPANHE NOTICIAS DE ANGOLA E DO MUNDO

MInisterio fala da Ecclésia

Ministério da Comunicação Social angolano reconhece o trabalho informativo prestado pela Rádio Ecclesia depois da sua reabertura, a 19 de Março de 1997. Numa mensagem de felicitações do ministério orientado por Manuel Rabelais, se pode ler que «em dez anos, constatamos um melhoramento significativo na compreensão e abordagem das questões de natureza pública por parte dessa Rádio». Segundo ainda o documento, o ministério de tutela augura «que as normas que as normas e princípios que regem a actividade informativa continuem a ser observadas com rigor, para que a paz social e desenvolvimento do país que almejamos sema alcançados». Neste aniversário de reinício da emissão Rádio Ecclesia, o ministério da Comunicação Social «saúda a Direcção, os trabalhadores e ouvintes da Rádio Ecclesia» e manifesta «a sua pré disposição em continuar a prestar a sua colaboração que estiver ao seu alcance», fim de citação.

Radio Ecclesia, dez anos depois

A Rádio Ecclesia reabriu há dez anos atrás num dia como este, a 19 de Março de 1997... Depois de confiscada em 1977 na sequência da instalação em Angola do regime comunista, esta Emissora Católica voltou a ser ouvida em FM para Luanda em 1997. Com os ventos da mudança e a instauração do regime multipartidário em Angola, a Emissora veio a ser reaberta neste dia e readquiriu todos os seus direitos depois da visita de João Paulo II a Angola em 1992. O acto simbólico da devolução de todo património da Igreja foi assistido por Karol Woityla. Na altura integravam a rádio Ecclesia um grupo de jovens jornalistas vindos de vários órgãos de comunicação social angolanos que fizeram as primeiras emissões a 19 de Março, tendo pautado por uma linha informativa independente, que foi custando alguns dissabores. Neste mesmo ano a Ecclesia viu-se proibida pelas autoridades de emitir certos programas, como o Ecclesia no mundo, considerado ilegal pelas autoridades governamentais. Um ano mais tarde em 1998 um grupo de jornalista foi chamado a responder pela polícia de Investigação criminal, tendo ficado privado das suas liberdades por algumas horas, incluindo o seu director executivo, por haver passado a voz do líder dos que na altura faziam a rebelião armada. Entretanto os tempos difíceis passaram, hoje a Rádio de confiança é ouvida por milhares de ouvintes e empreende uma luta para a sua expansão para todo país, um processo com contornos legais difíceis com que ainda hoje se debatem a Igreja Católica, a luta pela expansão tem sido secundada por forças da sociedade civil e algumas ligadas a partidos da oposição que cada vez mais acreditam na independência da sua informação. Ao celebrar os dez anos da reabertura a Ecclesia reconhece que tem vido a crescer e dar passos seguros, contribuindo assim para a edificação da sociedade democrática que se pretende consolidar no país.

sexta-feira, março 16, 2007

RECONSTRUÇÃO DAS ESTRADAS DO PAÍS: UM SINAL DE DESENVOLVIMENTO OU UMA NECESSIDADE IMEDIATA?

No mercado económico internacional Angola continua a ser muito citada. No continente africano, segundo as estatísticas, tudo parece ser um sonho. Na voz dos governantes, o país está a caminhar no melhor sentido, apesar de só estar a caminho de cinco anos de paz. Mas não Há bela sem senão. As críticas a governação continuam, pois o cidadão comum continua a dizer que não sente no bolso e na pele tais melhorias económicas. Continua a faltar água e luz e o poder de compra é ainda limitado. Nisso tudo surgem as estradas. Não só as das grandes cidades, mas em todo o país. A ligação entre as principais cidades é ainda incipiente. Agora em tempo de chuva os camionistas, fazem das tripas coração para que tenham uma circulação limpa e sem sobressaltos em todo o país. Mesmo os principais eixos, apesar de todo o trabalho e esforço, não espelham no momento a grande necessidade dos angolanos circularem. As estradas nacionais, neste momento constituem um Deus nos acuda, pois continuam tão esburacadas como antes do termo da conflito militar. Desta feita, como encarar esta realidade? Que resultados imediatos pode sentir o cidadão comum na melhoria das estradas? Se de facto a nível da capital do país, uma simples chuva torna o trânsito caótico, que dizer das grandes linhas rodoviárias? É sabido por demais, que as estradas são uma espécie de Veias que transportam o sangue do desenvolvimento. Muitos países conseguirem fazer a sua distribuição geográfica, graças a um plano de expansão de rodovias inovador. Cá entre nós será que existe? Estarão as brigadas a trabalhar, segundo o princípio da grande necessidade do país, ou apenas seguindo país, ou apenas seguindo princípios eleitoralistas?

quarta-feira, março 14, 2007

Um sinal do sul ( III)

( Jovem mucubal nos seus trajes típicos)

"Reconciliação nacional em Angola está em risco", alerta activista cívico

O activista cívico Landu Kama, conhecido pela liderança da Coligação Transparência e Cidadania e pelo seu contributo na defunta iniciativa “ Por uma Angola democrática” disse hoje em Luanda que o processo de reconciliação nacional em Angola “está em risco”.
O activista justifica-se dizendo que “ não se notam grandes sinais para travar o fenómeno intolerância politica”, referindo que em Luanda e no interior todos os dias há sinais de que as coisas não estão bem. Por causa disso alerta á classe política angolana para assumir maiores responsabilidades, no processo de reconciliação nacional, em curso no país, face aos riscos que este processo pode incorrer. O Dr. Landu Khama foi o convidado, esta quarta feira, do programa discurso directo da Rádio Ecclesia referiu-se ainda longamente sobre a democracia em Angola, reprovando aqueles que dizem que “ há duas velocidades democráticas ” no país, alegando que o que se vive em Luanda é apenas retórica dos políticos e das lideranças policiais e militares, nesta altura, algo indefinidos para continuarem a “ fechar o cerco aos activistas de direitos humanos” que encontram todos os dias entraves no exercício da sua actividade.
No interior, segundo Kama, a situação é pior pois não há “ sinais de desenvolvimento” e muito menos liberdade de acção para quem opta por pensar diferente.

Sobre o exercício de cidadania no país, Landu Kama, fala em progressos ainda tímidos, tendo apontado como factores que inviabilizam este processo, as campanhas de intimidação.
Sobre corrupção, o activista é directo: “ é uma vergonha, Angola é o segundo país mais corrupto do mundo e isto é visto a olho nú. Basta ver os polícias na rua, os professores nas matrículas dos alunos. É uma vergonha” diz triste o também pesquisador em matéria de direitos humanos.

É um grupo de organização e individualidades da sociedade civil que acordaram trabalhar, em conjunto, para implementar acções dirigidas à consolidação da paz e participar activamente no processo de reconciliação, reconstrução e desenvolvimento do país, construído, para o efeito, a Coligação pela Reconciliação, Transparência e Cidadania.
Com o fim da guerra e a retomada do protocolo de Luzaka, novos desafios se colocam à sociedade civil para a plena pacificação do país e a sua reconciliação. A recuperação física e espiritual dos cidadãos, a pressão social contra a impunidade e a corrupção são apenas alguns dos desafios que a par da reconstrução dos valores humanos e da moralidade pública não devem ser adiado, segundo diz o boletim de apresentação do coligação composta por dois sindicatos e doze organizações não governamentais.

Huíla rema contra a maré

Quando pelo país o tema que acende discussões e que motiva longas, e as vezes, fastidiosas tertúlias é o da "despartidarização" dos órgãos públicos e o papel da polícia na contenção da chama intolerância politica , eis que no Lubango perece remar-se contra a maré.
Com tantos locais convidativos para assinalar o dia da polícia, a corporação local decidiu-se por celebrar o seu aniversário na sede provincial do partido no poder . E as críticas não se fizeram esperar. E não é para menos.
FOTO: Sede do MPLA - Huila ( A imagem não mente…. )

Sara ( quase) livre....

A activista Britânica ligada à Global Witness, Sarah Wikes já tem autorização para deixar Angola a qualquer momento. A noticia foi publicada nesta quarta feira, em Luanda, pela Emissora Católica de Angola, Rádio Ecclesia. Não foi dito se o processo continua, mesmo com a investigadora fora do país.
As autoridades judiciárias angolanas levantaram a interdição que pesava sobre si na sequência de um processo judicial por crime de espionagem e contra a segurança de Estado de que vinha acusada.
O Procurador-geral da República, Augusto Carneiro, garantiu ter recebido do Procurador em Cabinda a autorização para Sarah Wikes sair de Angola quando entender.
O procurador provincial já deferiu o pedido e enviou-nos uma mensagem a comunicar o seu despacho, disse o responsável. “A senhora pode até sair do país hoje se quiser”, acrescentou Augusto Carneiro numa entrevista concedida a dois correspondentes da imprensa estrangeira em Angola que persistiram em falar com o magistrado em Luanda. Vários sectores do país criticaram a detenção da activista dizendo que o “ governo está a disparar contra os seus próprios pés”.
Sara Wikes está no entanto impedida de sair de Angola, devendo aguardar que sejam instruídos os autos para o julgamento, no qual deverá então ser acusada de espionagem. A Global Witnesss, ONG ao abrigo da qual a activista se encontrava em Cabinda, já divulgou recear que este inquérito se prolongue por vários anos.
Recorde-se que a activista foi detida na rica região petrolífera de Cabinda, no âmbito da Campanha Internacional pela Transparência na Indústria Petrolífera «Publique o que Se Paga», se iria encontrar com líderes cívicos locais para discutir como os lucros do petróleo angolano estão a ser dispendidos.

terça-feira, março 13, 2007

A guerra de nervos entre as abastadas empresas de exploração mineira da Chibia e Gambos e as famintas populações tem tudo para durar. As posições dos dois lados parecem irredutíveis, fazendo com que as trincheiras sejam cada mais municiadas com criticas da parte dos empobrecidos populares, levantado cada vez mais o desdém do outro lado da barricada.
Como já tive ocasião de dizer aqui, os populares dos Gambos exigem das empresas de exploração de granito negro, mármore e outras pedras ornamentais, a construção de infra estruturas básicas como contrapartida do seu trabalho no terreno. Um acordo a propósito foi firmado, mas as quatro empresas no terreno fazem tábua rasa.
Faltam escolas, hospitais ou postos médicos. A exploração rende milhões e pequenos aldeamentos para os trabalhadores das empresas enchem os olhos dos populares que mesmo depois da queixa efectuada ao governo local vêm pelo binóculo a satisfação da sua “ lista de reclamações”.
Como diz o bloguista de primeira hora, jornalista de ponta Orlando Castro, chegou a altura dos "poucos que têm milhões em Angola, pensarem nos milhões que nada têm".

Lubango: Uma cintura quase morta!

Pouco ou nada se ouve, das autoridades da Huíla, informações sobre um eventual (digo bem) renascimento da moribunda “ cintura verde do Lubango”.
Esta zona, localizada no bairro da Mapunda, oeste da capital da província foi no passado um dos pontos mais interessantes para o fomento da agricultura, criação de gado de todo o tipo e uma experiência ambiental interessante arejando cada vez mais o cosmopolita Lubango.
A cintura verde conta (va) com fazendas de pequeno e médio porte, uma cooperativa própria, formas de escoar o produto para o centro da cidade, com destaque para a fruta. É uma zona bastante fértil, onde um vale se estende até junto da cordilheira montanhosa que dá á Tundavala.
Segundo testemunhas, no local houve um estudo preliminar da parte dos colonos que ai se instalaram para que as suas lavouras nunca secassem, mesmo no cacimbo (época seca) mais rigoroso. Há água abundante, até porque é na zona onde nascem dois dos rios intermitentes que cruzam o Lubango. Nesta zona, ainda há o início da já velhinha canalização de água para a cidade. Na circunscrição está instalada a cervejeira Ngola, a filial da Coca-cola botlling sul de Angola , a Casa Mãe de Caridade, o famoso restaurante “Casa Verde”, o Instituto Superior de Teologia Evangélica, o seminário menor entre outras estruturas. Na zona escolhida para cintura verde do Lubango há condições para a agricultura de pequeno porte. Mas desde o inicio da década de 90 que das autoridades só se nota o desinteresse, por e simples. Os “mandantes” comparam fazendas no alto da Humpata ou no Vale dos Gambos e esquecerem-se da cintura verde. As variadas árvores de fruta envelheceram e no seu lugar não foram plantadas outras.
A falta de recurso e as dificuldades no acesso ao dinheiro limitam todos os dias os proprietários das fazendas. Alguns mudaram por outras actividades mais rentáveis como o comércio. Outras parcelas foram vendidas para satisfazer o “ glutão” mercado imobiliário da cidade. Com tudo isso a até então moribunda “ cintura verde do Lubango” está (quase) morta!

Um sinal do sul (II)

Um sinal do sul

segunda-feira, março 12, 2007

A "guerra" das cartas de condução

Lisboa chama-lhe retaliação, Luanda diz tratar-se apenas de reciprocidade.
A Televisão Pública de Angola (TPA), órgão oficial do governo, noticiou hoje que os cidadãos portugueses deixaram de poder conduzir em Angola com a carta de condução de Portugal.
A medida foi decidida pelas autoridades angolanas em retaliação, na versão de Lisboa, em reciprocidade segundo Luanda, contra o facto dos angolanos estarem impedidos de usar a sua licença em território português.
De acordo com a TPA, a medida está em vigor desde sexta-feira, mas até hoje nenhuma outra informação foi transmitida publicamente sobre o assunto, nenhum aviso foi colocado nos jornais, nem nenhum comunicado chegou às redacções.
Fonte próxima da embaixada portuguesa em Luanda disse à agência Lusa que «Portugal e Angola estão a estudar a possibilidade de estabelecer um mecanismo bilateral, que permita obviar este tipo de situações», mas o governo angolano parece ter resolvido, com toda a legitimidade, antecipar-se e estabelecer uma medida retaliatória, apelando ao direito à «reciprocidade».
A proibição de utilização das licenças de condução angolanas em Portugal data de 2000, segundo o primeiro secretário do Consulado de Angola em Lisboa, Eliseu Bumba, citado pela reportagem da TPA, mas ao que parece só desde o ano passado começou a ser aplicada.
As autoridades portuguesas justificam o impedimento do uso da carta de condução angolana em território português por Angola não ter assinado a Convenção de Viena sobre Tráfego Rodoviário, documento que rege as normas internacionais de circulação nas estradas do mundo. «De repente, no ano 2000, fomos surpreendidos com a decisão de que as cartas angolanas não estavam habilitadas a conduzir cá», referiu Eliseu Bumba, entrevistado na capital portuguesa.
O tema ganhou maior importância em Angola no passado dia 5, quando o avançado do Benfica, Pedro Mantorras, uma das maiores estrelas do futebol angolano, foi detido e presente a tribunal por ter sido apanhado a conduzir com uma carta angolana.
Em Angola, e até agora, os portugueses podiam usar a carta de condução emitida em Portugal até ao prazo máximo de 90 dias, período a partir do qual tinham que solicitar uma licença angolana para poderem continuar a conduzir.
FONTE: NOTICIAS LUSOFONAS.COM

Sob o olhar dos outros (II)

ÁGUA A capital da província tem uma rede de distribuição antiga e debilitada. Tendo em conta os indicadores mundiais médios, pretende-se dar 150 a 200 litros de água por habitante, contra os actuais sete litros disponíveis. ENERGIA A província é servida pelo sistema da Matala. Esta barragem tem uma capacidade máxima que não passa de 46 megawatts. Actualmente produz 26, com várias introduções, porque nem sempre os equipamentos estão em condições ou a quantidade de água fazer funcionar as turbinas. Até 2020/25, a Huíla requererá cerca de 600 megawatts, contra os actuais pouco mais de 20. É um fosso grande.

O desenvolvimento industrial e agro-pecuário da Huíla dependerá muito da componente energética. VIAS DE COMUNICAÇÕES A cidade do Lubango é, neste momento, na óptima do interlocutor, o segundo parque automobilístico de Angola a seguir a Luanda. Já se verificam, inclusive, alguns engarrafamentos. Em média, circulam diariamente cerca de um milhão de viaturas; há uma área transição de ligação com o Sul e Norte (Porto do Namibe).

Há o problema de circulação de camiões pesados no centro da cidade. As ruas não estão preparadas para receber estas cargas destes comboios articulados rodoviários.

Está a ser montada uma estratégia para a abertura de mais estradas no Lubango já projectadas no tempo colonial para que os camiões, mas interrompidas pelos custos elevados.

Há uma pressão no sentido de se criar uma estrada à volta da cidade do Lubango para que os camiões que se desloquem para o Huambo, Benguela e Namibe, não passem no centro da cidade. Numa perspectiva futura, introduziremos um comboio urbano no Lubango, para a facilitação da vida de trabalhadores, estudantes e outros. GADO É potencialmente rica na produção de cereal; detém o maior número de gado do país. Existe o programa de desenvolvimento dos Gambos, onde temos condições climatéricas para a criação de gado 2007/13, num cenário de recursos de consumir cerda de 250 milhões de dólares anuais. Depois da independência nacional, houve um crescimento demográfico, mas as infra-estruturas sociais ficaram degradadas. EDUCAÇÃO Actualmente estão recuperados uma boa parte da rede escolar, embora haja muitos a carecerem de reabilitação e recursos humanos, por problemas orçamentais. Em 2006, a província precisava de dois mil professores. SAÚDE O governo projecta reabilitar todas as unidades hospitalares. Hoje, todas as sedes municipais já têm hospitais, de raiz ou reabilitados. Existem também outras unidades privadas, como o Hospital de Caluquembe, pertencente a Igreja Envagélica, e que beneficiou-se do OGE, dada a sua importância regional.

INCENTIVOS PARA INVESTIMENTOS Cedência de terrenos a custos extremamente baixos, se comparados aos grandes países; desburocratização dos serviços administrativos e a promoção de uma concorrência leal e educada. EXPLORAÇÃO MINEIRA Uma das prioridades será a extracção do mineiro de ferro, actualmente paralisado, granitos; a água mineral, assim como a conservação e transformação de frutas e cereais. A sua indústria transformadora é de carácter regional. PATRIMONIO CULTURAL O sector da Cultura na Huíla mostra-se preocupante com o estado actual de degradação avançado dos 49 monumentos e sítios classificados e inventariados.

A maior parte destes estão na iminência de desaparecer, uma vez ser avançado o grau de degradação dos mesmos. Cinco dos 49 monumentos, entre os quais a Missão Católica da Huíla, podem desabar a qualquer momento.

Os únicos monumentos que beneficiaram de obras de reabilitação são o "Cristo Rei" e o Museu Regional, com obras avaliadas em 120 mil dólares. Perante esta situação, a Direcção local da Cultura já encaminhou um programa ao governo da província, para intervir nestas estruturas.

Lubango

É tempo de cacimbo, meus lábios estão secos, e nas ruas do Lubango se vende fruta madura.
mamão, maracujá, banana de Benguela, laranjas da Huíla, abacates, maçãs da Humpata, morangos da Palanca, manguinhas do padre Carlos...
"- Leva só, tio, é a duzentos!..." gindungo, ginguba... Os jacarandás já estão floridos. Envoltos nos panos, calmos e embalados na cacunda das mães, os meninos sabem que nas ruas do Lubango a sua esperança nunca será vendida.
Por José Frade

As cadeirinhas

No Lubango, os meninos vão à escola, pequeninos, têm vontade de aprender.
Cadeirinhas eles carregam p'ra que sentados escrevam o seu Futuro no Saber.