sexta-feira, janeiro 26, 2007

A paixão da rádio

<Ainda hoje, tantos dias passados, não sei de quem foi a culpa do "pecado original", desconfio apenas, mas bem haja a quem soube devolver-nos, por uma noite, o prazer de ouvir um jogo cantado na rádio como nos "velhos tempos". A estrada para Lisboa cada vez mais curta, eu a fugir dos 120 - só um bocadinho - na ânsia de chegar a tempo para ver o fim da contenda - como se diz em futebolês - na TV, e eles ali aos gritos, a espicaçarem-me ainda mais a adrenalina. Lembrei-me então das tragédias que se dão nas pressas que vão galopando a toque de emoção e abrandei com gosto, mas a adrenalina não baixou. E lá continuavam eles numa sonora insistência que me transformou o carro, por momentos, no quarto da minha infância. O tal onde tantas vezes, sozinho, quase me sentia nos estádios onde não podia ir. A zanga dos meus pais com o futebol radicava no risco de mandar o filho para "aquela barafunda" e eu, resignado, "via" na rádio o que não me entrava pelos olhos ao vivo. Amava a rádio e casei-me com ela. Até hoje. Entrei na rádio a brincar, no tempo da pirataria, e quando dei conta estava parado na redacção da TSF. Eu miúdo - 21 anos que pareciam 16 -, inexperiente, meio acanhado a um canto e eles já se passeavam com o peso das estrelas que me pairavam na imaginação desde sempre. Reconhecia cada voz e dava-lhe um nome, acertava sempre. Estranhava os rostos e as figuras, mas tentava habituar-me à estranha sensação de dar corpo e imagem real a quem conhecemos de viva voz mas nunca encarámos pessoalmente. Não me deslumbrava, admirava-me, com simplicidade e humildade, perante todo aquele cenário que sempre fez parte dos meus sonhos. Duas horas encostado a uma parede e ninguém parou nem reparou em mim no primeiro dia. Era a TSF no auge da "rádio em directo". Muitas notícias para pouco tempo. Mais uma piscadela de olhos e já estava num estádio. Microfone em punho e a voz deles nos meus ouvidos, a dizerem o meu nome e a pedirem "bitaites". António Esteves para aqui, António Esteves para ali. Suprema vingança. Os meus pais passavam o fim-de-semana com o rádio aos gritos lá em casa, e eu no campo, finalmente no campo, a dizer as coisas que ouvia quando me fechavam no quarto para não fugir para a bola. A rádio libertou-me da clausura e eu paguei-lhe com um amor incondicional. Até hoje. Cada um é como cada qual e não se compara o que não tem comparação. Foi por isso que naquela terça-feira, mesmo moído pela folia de uma noite de máscaras que não dispenso já lá vão uns anos, ouvi com igual prazer, e longe da sonolência, os "quatro mosqueteiros" da rádio que é a minha. A rádio do rigor mas também da emoção, da isenção mas também do espectáculo, do humor e da fina ironia. Os dias da rádio vieram no seu melhor, em dois duetos. Um quarteto de luxo em esplendor no éter. Na Antena 1, David Borges e Carlos Daniel. Na TSF, Fernando Correia e Jorge Perestrelo - hoje apenas uma das melhores recordações de quem a ama a rádio. Quatro dos melhores de sempre. O David, com a sua voz gutural e o seu pragmatismo rigoroso de quem sabe muito bem do que fala, o Carlos com um ritmo emocionante e compassado e a memória de elefante que nos deixa de boca aberta, dois artistas numa deliciosa harmonia com um saboroso ritmo desigual numa melodia em futebol maior. Do outro lado a fina flor dos 89.5, o prazer do futebol em FM. A voz respeitável e bem disposta do Fernando que nos conta a "estória" dos jogos, de cor e sem cábula, como se já fosse a crónica de um jogo passado, o Jorge num estilo irreverente e inigualável de emoção e espontaneidade, um português com o sangue africano a ferver-lhe na guelra. Tinhas o coração junto à boca Jorge! Eles ali a cantarem nas colunas o jogo da Luz e eu a saltar de posto em posto para não perder um segundo de cada dupla. Perdi-me em recordações e histórias comuns. Eles numa inesquecível sinfonia, e eu, adrenalina ao rubro, a beber cada um dos lances daquele Benfica-Porto pelas colunas do meu carro, que parecia o meu quarto de menino onde comecei a amar a rádio. Até hoje. Comecei com o Jorge Perestrelo, na TSF e na SIC - nas coisas do futebol onde agora só participo às vezes - mas trabalhei com todos eles com igual prazer. Eu menino, a querer ser como os grandes na profissão, e eles, já homens e estrelas da rádio, a darem-me tudo sem eu pedir. Saber e amizade, simpatia e admiração, apoio e nas orelhas. Seguimos muito tempo pela mesma estrada, hoje seguimos por direcções opostas. Só o Jorge, num repente inesperado disse adeus cedo demais. Parece que foi ontem. Encontrámo-nos de forma inesquecível, naquela terça-feira, no meu rádio, que me deu tanto prazer mascarado de telefonia do meu quarto, a cantar-me o jogo pelas colunas do meu carro. Voltei a ser menino outra vez e a desejar estar lá, no estádio, de microfone em punho, a ajudá-los na cantoria de um jogo emocionante. Não sei de quem é a culpa do "pecado original" - desconfio apenas - mas bem haja a quem teve arte para nos devolver assim, sem custo acrescido, os dias da rádio que eu amo, onde vivi mais de metade da minha vida de jornalista. São sem dúvida quatro dos melhores - o Jorge nunca vai morrer para a História da Rádio - e tal como outros que não cabem nesta estória serviram de mestres a uma nova geração cheia de valor, que também já nos canta os jogos na rádio com muita arte: Hélder Conduto - o meu preferido -, João Ricardo Pateiro, Alexandre Afonso, Paulo Garcia. Que amem tanto a rádio como eles sempre a amaram e respeitaram. Eu amo desde que me conheço, até hoje... ANTÓNIO ESTEVES, JORNALISTA DA SICps: Este artigo reflete ( também) a nossa paixão pela rádio!!!!

O trascedental nas nossas vidas

Quando as barbas do vizinho ardem....

Governo da Huíla pronto para apoiar eventuais vitimas de enxurradas no Lubango. Chefe do executivo garante que se tal acontecer no Lubango o apoio será "rapído e completo". Se tal acontecer no interior " dificuldades poderão ser sentidas". Que o diabo seja surdo, mas vale dizer que " quando as barbas do vizinho ardem, convém colocar as tuas de molho"!

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Ryszard Kapuscinski, "o africano"

Ao ouvir a rádio, esta manhã, quando distribuía os meus filhos pelas escolas, ouvi a notícia da morte de Kapuscinski, um estranho polaco que contou África como poucos. Ryszard Kapuscinski escreveu coisas espantosas sobre os africanos, durante décadas. Correu o continente de lés a lés, sempre atrás das revoluções, golpes de estado e guerras sem fim. Escrevia notícias e escrevia livros. Os relatos de Kapuscinski levaram-me para o jornalismo e, talvez, para África. A notícia da sua morte só podia recebê-la de outro africano, realmente. Todos nós, africanos, acabamos de perder alguém que admirávamos. Durante décadas, Kapuscinski escreveu sobre o que viu e sentiu: a exaltação das independências africanas, a esperança no futuro, as desilusões, a amargura das guerras, o tribalismo e o racismo de que os africanos são vítimas e prevaricadores. Contava histórias de gente simples, do quotidiano das aldeias, de “uma África que não existe”, tal como ele disse. TEXTO RETIRADO DO BLOG www.blogda-se.blogspot.com , de Carlos Narciso

“ Muito já se falou, mas pouco se fez”

Cautelosa e fria, pode ser assim descrita a reacção do bastonário da ordem dos médicos a volta das declarações do Governador de Luanda sobre corrupção e suborno no sector da saúde em Luanda. João Bastos, profundamente agastado com as declarações, disse que é altura de haver mais acção deixando de parte declarações frequentes que apenas, no seu entender, levam o caos aos sectores de saúde na capital. O Dr. João Bastos, a cerca de quatro anos a frente da ordem de médicos de Angola, sugeriu ainda acções concretas do governo para conter o fenómeno de “corrupção e suborno” que qualificou esta semana como reais. Já noutra reacção, o enfermeiro Almeida Pinto sugeriu a criação de melhores condições de trabalho nas várias unidades hospitalares de Luanda, incluindo centros de saúde, postos médicos e hospitais de referência como uma das formas que podem ser ensaiadas para ultrapassar os casos de corrupção, que terá a vida de muitas pessoas, por se recusarem a pagar qualquer quantia financeira, sem o respaldo das direcções dos hospitais. Almeida Pinto, também ele secretário nacional adjunto do Sindicato dos Enfermeiros SINDEIA garantir que outra forma de “aliviar” o sector da penosa carga da corrupção é conceder melhores salários e sem atrasos. A direcção provincial de saúde ainda não reagiu à estas informações. PUBLICADO NO JORNAL CENTRO SUL KESSONGO, EDITADO EM BENGUELA

A invasão silenciosa dos Gambos

O padre Jacinto Pio Wakussanga, uma voz activa na defesa dos criadores tradicionais de gado no sul do país, denunciou uma voraz invasão silenciosa das terras mais rentáveis do município dos Gambos, na província da Huíla. A localidade está localizada a cerca de 180 kms a sul do Lubango, rica em gado bovino, principalmente numa zona conhecida por Vale do Tchimbolelo. A invasão, no entender do sacerdote, teve inicio dos finais dos anos noventa, mas o ponto mais alto registou-se por voltado ano 2000 quando a igreja católica e a associação local “ Leonardo Shikufinde Shalom Angola” ALSSA ( entretanto desmantelada, supostamente por pressões externas) denunciaram publicamente restrições no processo de transumância do gado bovino, ocupação de zonas de abeberamento e outras zonas tidas como sagradas pelos “ Mungabwes”, povo nativo da região huilana dos Gambos. De regresso ao país depois de um mestrado em Resolução de Conflitos e Estudos de Paz na universidade de Bradford norte de Inglaterra, Pio Wakussanga, referiu que membros do governo central, oficiais superiores das forças armadas angolanas, empresários bem sucedidos em Luanda criaram uma espécie de frente para a posse de grandes parcelas de terras, especialmente em zonas anteriormente inacessíveis devido a guerra, alimentando assim novas cobiças, observando-se um total ostracismo das populações locais que em nada beneficiam da ocupação da sua terra, nem dos projectos agrícolas gizados pelos “ novos ricos”, não criado, em alguns casos, mais valia no sector agro pecuário da região. O também activista cívico alerta também para uma espécie de “corrida para os recursos naturais” da região, nomeadamente a terra e o granito negro, sem olhar a meios. Em entrevista a imprensa na Huíla, o padre Jacinto Pio Wakussanga disse que foi uma grande passo para as autoridades a criação da lei de terras para orientar o acesso a este bem, mas lamenta o facto de inacreditavelmente não haver até hoje um regulamento para este importante documento. O combate a exclusão social através da capacitação das populações locais pode ser um instrumento, segundo a fonte, para conter a tendência cada vez mais forte da ocupação por e simples de grandes parcelas de terras, remetendo as comunidades locais sem qualquer alternativa para a sua sobrevivência. “ Ao invés de ser o António ou o cricano que está em Luanda, que já têm terra. Já tem 80 kms e agora vem ocupar mais noutro sitio, porque é que não que aqueles que já têm vêm ocupar? As causas são mais profundas” questionava-se, algo triste, o conhecido sacerdote que foi anos atrás uma das vozes mais activas na defesa das comunidades rurais do interior da Huíla, que até hoje têm pela frente a concorrência de milionários oriundos de Luanda, estalando-se naquela região semi árida do sudeste da Huíla, a caminho do Cunene. No entanto, numa palestra proferida em tempos no Lubango , o engenheiro Fernando Pacheco, presidente da Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente ADRA, referia que “tal como noutras regiões a corrida às antigas demarcações por parte de novos empresários foi assinalável, com base no antigo cadastro. As populações pastoris reagiram negativamente a esse movimento porque acham que a instalação de "farmers" dificulta o acesso a determinado ponto de água e de pastagem e as transumâncias em geral.” Segundo ainda o palestrante “um levantamento ordenado pelo governo da Província da Huíla revelou que muitos desses "farmeiros" detinham áreas muito superiores àquelas e que, efectivamente, necessitavam e que estariam mais de acordo com as suas capacidades técnicas, financeiras e de gestão. O reordenadenamento daí resultante permitiu que as comunidades "recuperassem" para o seu uso colectivo mais de 5 mil hectares” disse Pacheco. Segundo Fernando Pacheco na palestra sobre a “terra e a constituição” e olhando para os conflitos de terras em algumas localidades do país, a questão da Tunda dos Gambos , “ Trata-se de um caso comprovativo de que é possível resolver conflitos de terras de forma negociada. Entretanto, ainda nos Gambos há situações em que o radicalismo é mais acentuado, quer por parte de empresários, quer por parte de populações pastoris”. Com as declarações do padre Pio é a segunda voz que lamenta a forma como tem sido conduzido o processo de cedência de licenças de terra nos Gambos, depois do administrador municipal Aurélio Cabral ter protestado contra o facto de ser desautorizado permanentemente por gente ida e Luanda. Segundo o administrador dos Gambos pesa o facto de ser um quadro proveniente da UNITA inserido na administração do estado no âmbito do protocolo de Lusaca. Num tom de profunda tristeza, Aurélio Cabral referiu que gente já autorizada a ter terra a partir de Luanda e do Lubango vai aos Gambos já com os factos consumados, fazendo com que a administração “olha-se apenas” para a situação. O administrador confirmou ainda a invasão de alguns “ novos ricos”, tanto do Lubango como de Luanda, as fronteiras do parque nacional do Bicuar, uma área que pelo menos na teoria deve ser protegida da caça furtiva e mesmo da pratica da agricultura. ( MANUEL VIEIRA) PUBLICADO NO JORNAL REGIONAL CENTRO- SUL KESONGO

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Lubango e a universidade do sul do país

O discurso oficial, no Lubango, diz que em breve haverá uma universidade autónoma para a regiao sul do país. Nada mais correcto. Incorrento seria pensar o contrário. Com isto, poderá baixar o indicie de "emigrantes estudantis" á terras como Luanda e a mão de "obra qualificada" no terreno pode aumentar. Ai está a escola Mandume (antigo Liceu Diogo Cão) pode ser aproveitada para que as suas enormes instalações sejam covertidas numa das faculdades da emergente UNIVERSIDADE DO LUBANGO, abarcando a Huíla, Namibe e Cunene.

Cabritismo na Huíla

Escreveu um dos semanarios da capital que o cabritismo, tambem conhecida como a arte de comer onde se é amarrado ( falando obviamente de um cabrito). Hoje a "política do cabritismo" continua evidente, arraigada nos meandros das nossas sociedades. Bom há quem que este custume é exercido por quem está proximo ou exercça o poder. BOM RESTA DIZER VIVA O CABRITISMO.... att: CONFIRA O SEMANARIO ANGOLENSE, edição de 20 a 27 de Janeiro de 2007 ou www semanarioangolense.com

sexta-feira, janeiro 19, 2007

" Angola é de todos nós"

>Brasil- Segundo o Jornal Brasileiro,Estadao, o rapper MCKappa (ou MCK) é uma espécie de voz quase solitária em sua Angola. Por suas letras virem carregadas de denúncias sociais e alertando para a democracia ditatorial imposta em seu país, MCK já sofreu ameaças. Já o quiseram calar. Mas ele não se intimidou. “A música é um instrumento de luta”, prega na abertura de seu CD Nutrição Espiritual (Masta K Produsons), o segundo da carreira. Nela, ele defende ainda que o rap angolano tem de trazer a própria identidade, a própria cara, “a fotografia da voz”. “Para que imitar o 50 Cent?”, chega a questionar. Segundo ele, em Angola, não existem muitos rappers nessa linha mais revolucionária. Grande parte deles prefere continuar a copiar o modelo de rapper criado pelo americano, que exalta as festas, as mulheres. Em cada faixa, MCK traça um pouco do retrato de quem vive na favela angolana - que não é muito diferente da realidade de quem mora na favela de qualquer lugar do mundo. Por isso, as agruras contadas e rimadas por ele se tornam tão universais. Em Atrás do Prejuízo, fala da luta diária por trabalho, por sobrevivência. “Eu vou sorrir pra não chorar é mais um dia na minha vida”, diz no refrão. Alerta que a democracia não cai do céu em O Silêncio também Fala, numa referência direta aos governantes de Angola, onde a liberdade de expressão é controlada e o totalitarismo, velado. Longe de ser um rap de entretenimento, desses que ouvimos a toda hora nas rádio, Nutrição Espiritual é um CD de letras diretas, fortes. Não indicado para estômagos sensíveis. Fonte: Estadao.com.br</

Uma homenagem ao Lubango e ao Namibe....

Continua a polémica, travada por questões politicas, sobre se a Serra da Leba e as suas magestosas curvas são pertença do Lubango ou do Namibe. Quem sai do mar ( subindo, é claro) depara-se, depois de degustar qualquer coisa nas mangueirinhas, com um control para portagens. Ai, foi iniciativa do governo provincial da Huila exigir valores para a "travessia" e consequente observação de tão importante maravilha. Não seria sacrílegio nemhum apontar uma nova maravilha do mundo! Mas a Leba lá está e a disputa também, apesar de incubada entre os contendores, pois assim é politicamente.....

A velhinha cidade de Sá da Bandeira!

( Cristo Rei - no cimo da Serra da Chela) Mais um ano, mais um ponto somado na rota da vida, muitas vezes indigesta, desta urbe lançada, pelo calor do tempo a metrópole sulista, nesta Angola tida como nova. Passam os anos, mas o frio de rachar; o olhar redentor de cristo; a logíca turistica das coisas sem logíca são, hoje por hoje motivos de reflexão. Caminhamos, olhando para um Lubango que se espera cada vez melhor. PARABÉNS LUBANGO.... Há mais de 120 anos, exploradores madeirenses conheciam o planalto da Chela e depois um vale ao qual, com os anos deram o nome de cidade " Sá da Bandeira" em homenagem a outro exlorador lusitano. Hoje a cidade chama-se Lubango, em homenagem a um soba local, o planalto continua e a necessidade de densevolvimento faz a fé de quem está longe da terra. Lubango " Saudades de quem te ama".

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Fazendo História ( Luanda)

Imagem da construção na decáda de 70 do sec. XX do cinema Miramar em Luanda. Situa-se numa das mais " solicitadas" zonas residências de Luanda, com vista para a Baía, Ilha de Luanda e o seu porto de águas profundas. Uma zona onde varias chancelarias ocidentais procuraram "torrões" ou hectares de terra para abrir embaixadas. Eis um contributo, em imagem, para a história de Angola.

Cascata da Huíla

NO COMENT. " Maravilhosa é a natureza" .....

A janela da Leba

Decidi chamar ao miradouro " a janela da Leba", pois é através desta construção ereguida no tempo colonial que temos a melhor vista da Serra da Leba e as suas magestosas curvas, que enchem de encanto o mais comum dos mortais. O serpentear da Leba no curso por estrada Namibe- Lubango e vice versa encontra então no miradouro a melhor forma de levar para casa uma boa recordação das formidáveis terras do sul de Angola. Merece pois uma homenagem aqui na " SERRA DA CHELA". FOTO: Miradouro da cidade no alto da Nossa Senhora do Monte. Em primeiro plano bairro da Lage, Escola " 27 de Março" ex. Liceu "Artur de Paiva" ( ao fundo nos Eucalipitos) e as cidades que circundam o cosmopolitica Lubango. OBS: Repare no novoeiro e no clima que faz nas magestosas terras do sul. Imagem gentilmente cedida por M.Silva.

TUNDAVALA, a fenda do assombro

A Tundavala é um dos muitos pontos turisticos do Lubango. Ir ao Lubango sem "sentir" o assombro desta maravilha da natureza é como, permitam-me a velha comparação, ir a Roma, sem passar pelo Vaticano. São apenas 14 kms a noroeste do centro da cidade. A magia da natureza aliada a indiscutivel engenhosidade Divina estabeleceram uma fenda, uma cascata, um ribeiro e milhares de animais e micro organismos que encontram este local para viver. A Tundavala, como já tive oportunidade de dizer, é o preto e branco, o bom e também o mau. È que no fervor de refregas politicas haviam quem não pensava duas vezes em lançar os inimigos, reais ou imaginarios, fenda abaixo. Da Tundavala pode-se observar a Bibala, no auge daqulio que os povos nativos decidiram chamar de "Morro do Bimbe"!!!!

sábado, janeiro 13, 2007

A morte dos cinemas do Lubango

Uma das grandes recordações dos jovens da nossa "geração huilana" é termos a possibilidade ( nos tempos da saudade) de ir ao Cine teatro Arco Iris ou ao Odeon apreciar peliculas. Não havia domingo que tal não acontecia. Era ir, ver e ter conversa, já na segunda feira com os colegas de escola ou amigos do bairro sobre os filmes mais recentes. Havia até concursos para ver quem melhor contava os filmes. "Tempos de antanho" que a "saudade nostalgica" faz lembrar, com um misto de tristeza aguda profudamente atravessada no peito. Caso para se dizer " Lubango, saudades de quem te ama" ( Peço perdão pelas palavras roubadas de uma cançaõ) O Arco Iris e o Odeon tornaram-se, nos dias de correm, locais de culto. O governo não tugiu, muito menos mugiu. O restante, cine 1º de Maio, na zona da UNTA no João de Almeida, anda a cair de podre. Nem para Shows musicais estes locais servem. Passou o tempo e não existe o fomento da arte. Quem sabe agora com a abertura de casas de cultura o fenómeno não mude.... A esperança ( ainda) é a ultima a morrer. Salvem os cinemas dó Lubango. Ilustração: O moribundo Cine teatro Arco Iris e cena do filme "Matrix".

Ainda não havia poluição.....

Quando a poluição ainda era uma miragem. Hoje a realidade é outra, segundo ambientalistas e não só.....

A reabilitação da maternidade do Lubango

Não é menos verdade que todas as realizações positivas ou negativas do homem dependem em certa medida da consciência deste mesmo homem. Na verdade já se pode acreditar que aos poucos os empreiteiros huilanos já estão a concentrar as suas consciências, realizando obras com o sentido verdadeiramente humano. Quando se esperava que a reabilitação da maternidade do Lubango tivesse mais uma vez o valor de descartável, o empreiteiro daquela obra diz que é possível mudar a história de todas as obras para o desenvolvimento rápido da província. Realmente sem quererem levar as pessoas a dançar já antes a música pode-se afirmar com alegria que todos os empreendimentos que a província da Huila já ganhou, aquela instituição hospitalar são a que foi bem reabilitada com o sentimento humano. Espera-se por isso, que outros empreiteiros tenham olhos atentos para que se passe para outra fase da historia, com paginas totalmente de alegria para o bem de toda a sociedade angolana. São estas obras que a província necessita para um atendimento completo de todo o povo.

FOTO: Sala de reuniões do Governo da Huíla, onde "tudo" se decide.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

MPLA está a mudar os mensageiros mas (é claro!) mantém a mensagem Por ORLANDO CASTRO

Em Angola, os três principais órgãos de comunicação social do Estado têm a partir de hoje novas direcções gerais. A informação foi comunicada durante um encontro que o ministro da tutela Manuel Rabelais manteve com os directores cessantes. Independentemente da qualidade dos profissionais que entram e dos que saem, o Governo teima em “matar” o mensageiro e deixar (porque, claro, é isso que lhe interessa) incólume a mensagem... a bem das próximas vitórias eleitorais. Assim, Luís Fernando que se encontrava à frente do Jornal de Angola desde 1995, deixa o lugar a José Ribeiro, quadro da casa, ao passo que na Rádio Nacional de Angola Alberto de Sousa assumiu a direcção geral, secundado por Eduardo Magalhães que além chefia da direcção de informação passa ainda a acumular a direcção de programas. Na televisão Carlos Cunha foi substituído por Fernando Cunha, então director da Gráfica Popular com passagem também pelo Jornal de Angola, onde foi director administrativo e financeiro nos anos noventa. Cunha terá como adjunto para informação e programas o jornalista Amilcar Xavier até há pouco director do canal «A» da Rádio Nacional de Angola. Luisa Damião, adida cultural na embaixada angolana em Cuba empreenderá viagem de regresso a Angola para ocupar a direcção de Informação da Angop, o mesmo sucedendo com Albino Carlos, que se encontra no Canadá como adido de imprensa, para se ocupar da chefia do CEFOJOR. Perante a anunciada aparição de novos órgãos de comunicação social privados, o Estado joga tudo o que tem para manter os principais meios públicos ao seu dispor, desde logo porque sabe que eles são importantes para ganhar. São importantes porque chegam a onde os outros nem sonham chegar e, também, porque vão funcionar ainda mais como correia de transmissão da propaganda oficial. Por muito que o Conselho de Comunicação Social, Sindicato dos Jornalistas e outros organismos protestem, o MPLA não abre mão de um dos seus mais importantes trunfos eleitorais: Rádio Nacional, Televisão nacional e Jornal nacional. Ou seja, mantém a parte de leão e deixa aos outros, nomeadamente à UNITA, os ossos. E, ao que me parece, o partido de Isaís Samakuva contenta-se com pouco. Muito pouco, na minha opinião. EXTRAIDO DO SITE www.altohama.blogspot.com FOTO: Grandiosas instalações da RNA na Huíla.

Huíla volta a ter um museu funcional.

O Museu Regional da Huíla será reinaugurado em Fevereiro, depois de concluídas as obras de restauro de que beneficiou desde Março de 2006, garantiu o coordenador da comissão de gestão daquela instituição cultural, Avelino Elias. Segundo ele, aguarda-se apenas pela chegada de técnicos do Ministério da Cultura, que junto com quadros locais encarregar-se-ão pela montagem das peças, obedecendo aos critério exigidos. A reabilitação da estrutura, que hoje foi entregue a sua direcção pelo governador provincial, Ramos da Cruz, custou aos cofres do Estado 17.450.403 Kwanzas. No Museu Regional da Huíla estarão representadas 1.560 peças inventariadas e um número não revelado de outras ainda sem registo, que representam a cultura dos povos das províncias da região sul do país.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

As novas apostas na imprensa

Dois novos órgãos de comunicação social iniciaram na ultima semana mais um ciclo de vida para, como é de praxe, levar informação isenta, descomprometida, rigorosa, confiante, directa… entre outros adjectivos em que os “ mergulhos” pela língua de Camões lançam os mentores de tais projectos informativos. Tratam-se de uma estação de rádio e um jornal, este regional. O Kesongo, segundo o seu ideólogo e actual director pretende lançar-se pelos mercados de Luanda, Benguela ( sede da redacção central), Huila e Huambo. O outro meio de comunicação social, de que vos falava, é a Rádio Despertar, afecta a UNITA, uma emanação de uma antiga estação que este partido tinha no sudoeste de Angola. Tanto o Kesongo e a Rádio são bem vindos. O Kesongo aposta num filão informativa capaz de, num futuro próximo, trazer boas rendas ao projecto, bem como melhorar o acesso das pessoas do interior do país a informação descomprometida dos vários poderes (reais ou imaginários). Explorar a informação e dar informação as milhares de pessoas sedentas deste bem nas províncias do centro e sul do país pode ser considerada uma obra. Há limitações de varia ordem e corre-se, quase sempre o risco de se falhar nas contas. Já a Rádio Despertar que iniciou recentemente um conjunto de horas de emissão experimental, lança-se num mercado quase saturado de informação, mas nem toda descomprometida, é claro. Fontes houveram que garantiram que a ideia era lançar o projecto em Benguela, o que não aconteceu. Seja como for eis que a estação será mais uma voz a falar em Luanda, de Luanda e do país. Estou em crer que haverá uma boa rede de correspondentes para trazer os ouvintes o país real. A capital de Angola tem uma espécie de excesso de informação, dai que é salutar lutar por uma diversificação da informação alternativa pelo interior do país. A Imagem é o muito conhecido logotipo da Radio Ecclesia, " a voz dos sem voz"!

A MISSÃO

Naquela fresca manhã, ainda mal despontavam os primeiros raios de sol através das copas do arvoredo, Padre Carlos lentamente caminhava, seguindo um trilho pedestre entre os troncos, cheirando o perfume suave das folhas frescas, sorrindo com os chilreios da passarada. Fora divina a mão que o guiara a este local, para cumprir o desígnio de fundar no Sul de Angola uma Missão. Divinas paragens, de beleza convidando à meditação. Pertinho, ficava uma linda cascata. Continuou, pisando o chão fofo, de folhas caídas. O som do pisar das suas sandálias mudou quando chegou ao chão empedrado, do rudimentar pavimento que rodeava o modesto altar. Era nessa precária edificação, assemelhando-se a uma simples mesa de madeira que se preparava para celebrar a Missa matinal. A Missão da Huíla tinha sido fundada, mas o seu fundador não tinha encontrado uma igreja já pronta a inaugurar. Assim, enquanto era erigido o local de culto, tinha convencido os padres a fazer no meio da mata este recinto, como uma capela provisória. Com a madeira dos troncos das árvores cortadas para abrir a pequena clareira, se fizeram os bancos corridos, paralelamente dispostos em filas, como em qualquer igreja. Nesta, não se fazia sentir a necessidade do abrigo da Natureza. Antes, as paredes e teto afastariam os fiéis do pulsar da vida, luxuriante à sua volta, exuberante e plena, motivando louvores ao Criador. Assim reflectindo, interrogava-se Padre Carlos se quando estivesse edificada e pronta a bela e majestosa igreja projectada a cerca de cem metros dali, no calmo silêncio da doce luz coada do seu interior, se viria a ouvir pelas janelas da abóbada o piar das rolas... Extracto do blog "sulano" www.ndele-ndele.blogs.sapo.pt de José Frade

segunda-feira, janeiro 08, 2007

O verdejante Lubango

Por aqui na " Serra da Chela" as imagens também falam....

O arraso da picanha

Lá se foi Dezembro. E para fechar com chave e fechadura de ouro, eis que uma iniciativa feliz retirou-nos do bulício social em que o escriba, volta e meia, se sente lançado. Eis que surge a "PICANHA DO ARRASO". A iniciativa, muito por culpa de dois "camaradas de armas", entenda-se, canetas, arrasou com tudo e todos. Com os amigos ocultos ou não. Foi uma boa maneira de espantar o stress dos dias todos e de todos os dias. Prendas foram distribuidas e naquela tarde de 30 de Dezembro poucas eram as pessoas que resistiam á um sincero sorriso, muitas vezes contido devido as obrigações de uma sociedade como a nossa. Cá vai uma pequena ilustração .... Bem haja e que venha a proxima..... Foto 1: uma prenda a ser mostrada aos presentes Foto 2: Kota João numa desabrochada gargalhada de felicidade maxima.

A ilha das saudades ( 2) Luanda

Vista aerea de um dos ex libris da cidade, a baia e a ilha de Luanda

A ilha das saudades Luanda

Ilha de Luanda em 1975, para muitos só saudades.....

terça-feira, janeiro 02, 2007

Crianças escravizadas

No momento em que a atenção dos dirigentes está voltada à reconstrução de tudo aquilo que foi destruída pela guerra civil e outros crimes como a violação dos direitos humanos, ainda existem adultos neste mundo particularmente na província da Huíla que não se cansam de escravizar crianças. Quando se esperava que o sofrimento das crianças de carregar objectos pesados, pouca assistência médica ou medicamentosa; fome, salas de aulas quase sem condições, estivesse no fim, duas crianças foram jogadas em cacimbas pelas suas próprias mães no bairro Sofrio, uma fechada na mala durante 48 horas no município de Quipungo e outra ainda queimada pelos seus próprios encarregados de educação no bairro da Mitcha. Perante este quadro sonhava-se que aqueles que se lidam com a lei deveriam fazer cumprir a lei já que se trata de violação dos direitos da criança. Infelizmente depois das outras serem apresentadas aos homens da lei, estes, trocaram os artigos da lei e suas alíneas pelo kumbú. É bem verdade que o cabrito come onde estiver amarrado, mas é preciso compreender que a vida humana não se compra com dinheiro e também é muito importante acreditar que nem sempre onde se encontra amarrado o cabrito existe capim. Por isso, é necessário que a justiça seja feita o crime e não segundo o kumbú.F.Polo

Reformados

Neste momento particularmente diferente de todos os tempos da historia angolana, acredita-se que todo o angolano de raiz é chamado para dar o melhor de si, não só para a reconstrução nacional que a época exige mas como também para ajudar o governo em diminuir a pobreza que atingiu muito cedo a maioria da família angolana. Entretanto, nesta tarefa, que é confiada a cada um, muitas perguntas surgem: Valerá apenas ou não que cada angolano deia o melhor de si, já que depois de passarmos para a fase da reforma somos totalmente esquecidos pelos fortes desta época. O exemplo desta realidade é assistido em cada fim do mês em que muitas das vezes aqueles que no passado muito recente deram o melhor de si para o desenvolvimento desta província são obrigados a permanecerem aglomerados durante semanas afim de levantarem as suas pensões de reforma. Muitas instituições publicas da cidade capital, nunca tiveram a mínima ideia do quanto é que aqueles velhos deram para este País, porque senão já deveriam desdobrar espaços que permitissem que aqueles velhos recebessem mais espaços como no passado. Seria justo e ate humano se os responsáveis daquelas instituições que foram confiadas a missão de atenderem as preocupação dos reformados que tivessem outras atitudes, verdadeiramente humana para se encontrar outro lado da vida daqueles que muito contribuíram para o desenvolvimento do país. É preciso compreender que se as crianças no seu dia-a-dia caiem os mais velhos não escaparão, quer dizer na lei da vida ninguém escapará da velhice, ainda que a caminhada venha ser lenta demais, lá chegaremos. Na verdade é necessário que se arranje um novo modelo adaptável aos reformados para que se produza uma determinada forma de vida social que permitirá por sua vez que estes velhos atinjam outros objectivos, valores falta de comportamento que darão coesão à realidade social actual, proporcionando uma justificação fundamental da vida e a sua forma de ser básica.Por Francisco Polo

sexta-feira, dezembro 29, 2006

GOVERNO DA HUILA PAGA JORNALISTAS “ PREMIADOS” COMO OS MAIS DESTACADOS DO ANO.

“Não se é Jornalista sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia... mesmo estando desempregado” assim diz, com frequência, um companheiro ( tomo esta liberdade de chamar de amigo, o “bloguista” e jornalista de “primeira linha”, o luso – angolano Orlando Castro). Conheço profissionais que fazem do jornalismo uma missão. Os sacrifícios são enormes e as compensações, volta e meia, nulas. Há pressões variadas de defensores de objectivos desconhecidos; afastamentos compulsivos por se pensar diferente ou até mesmo castigos físicos ou veladas e encapotadas ameaças contra jornalistas. Estamos a viver uma nova era ou não? Foi entregue nesta sexta feira o prémio provincial de jornalismo da Huíla. O resultado não poderia ser mais surpreendente, pela positiva e pela negativa. O despacho noticioso da Angop é interessante “ O jornalista da Agência Angola Press (Angop) Morais Augusto da Silva é o vencedor da terceira edição do prémio provincial de jornalismo na Huíla, organizado pelo Sindicato de Jornalistas de Angola (SJA) com apoio do Governo provincial. Ao vencedor, que exerce a profissão há seis anos na Delegação Provincial como editor principal, foi entregue o montante de quatro mil dólares. Na mesma senda foram distinguidos, com menções honrosas na categoria de imprensa, o jornalista Moisés Sachipangue do Semanário "Cruzeiro do Sul", revelação para Arão Martins, do Jornal de Angola, de audiovisuais para Domingos de Sousa, da Televisão Pública de Angola (TPA) e de Rádio Difusão para Esperança Java, da Rádio Nacional de Angola (RNA), aos quais foi entregue 500 dólares cada. Já arrebataram o prémio provincial de jornalismo da Huíla, os jornalistas Machel da Rocha, da "Rádio 2000", em 2004, e Celestino Gonçalves, da Rádio 5 em 2005”. Ora, onde está o problema? Sim, o governo provincial está por detrás da iniciativa. .Parabéns aos vencedores, que os conheço totalmente.

Colera grassa Huila

Acredita-se que para a eliminação efectiva da cólera no município do Lubango para alem das medidas que já foram tomadas pelo ministério da saúde como ferver a agua para beber lavar as mãos antes e depois das refeições depois de utilizar a casa de banho as frutas limpar as ruas e enterrar o lixo o sector da saúde na província da Huila em particular do município do Lubango precisa de passar a outra fase com outras medidas acrescida. Esta fase devera ser completamente também com a medida de separar ou seja retirar as tendas de internamento de doentes com a cólera naquele lugar pois que fazendo bem a analise da situação aquelas tendas estão muito próximas do lugares onde são feitas as consultas pré – natais, consultas externas das doenças de transmissão sexuais e a praça onde muitas das vezes os familiares dos doentes ali vão para procurar algo que lhes mate a fome.

Não se compreende como é que a direcção provincial da saúde da Huila anda com os olhos fechados perante besta situação considerada como um meio muito forte e rápido de transmissão da cólera. Mesmo que a rede azul que divide os sectores já referenciados acima, pensamos que ela não será suficiente para travar os micróbios da cólera. É preciso compreender que este nosso ponto de vista não tem argumentos cientifico partiu de um simples olhar da realidade de como aquele recinto hospitalar esta dividido. Entre tanto temos ou não a razão, não queremos ficar indiferente das preocupações manifestada pela população que diariamente procuram aquela maternidade as consultas externas o tratamento e conselhos referentes as DTS e praça que fica ali ao lado. Seria muito humano se a direcção da saúde e a que foi criada pelo governo provincial da huila para combater a cólera procurasse outro lugar com novo equipamento, mesmo que o kumbu já esteve o outro destino. E preciso entender antes de tudo as necessidades primarias da população, ajudando-lhes encontrar soluções próprias que permitam evitar doenças e outras calamidades. Lubango, aos 24.10.06 Francisco Pólo Tchivela-vela.

Reconstrução vs Cidadania

Neste momento particularmente diferente de todos os tempos da historia angolana, acredita-se que todo o angolano de raiz é chamado para dar o melhor de si, não só para a reconstrução nacional que a época exige mas como também para ajudar o governo em diminuir a pobreza que atingiu muito cedo a maioria da família angolana. Entretanto, nesta tarefa, que é confiada a cada um, muitas perguntas surgem: Valerá apenas ou não que cada angolano deia o melhor de si, já que depois de passarmos para a fase da reforma somos totalmente esquecidos pelos fortes desta época. O exemplo desta realidade é assistido em cada fim do mês em que muitas das vezes aqueles que no passado muito recente deram o melhor de si para o desenvolvimento desta província são obrigados a permanecerem aglomerados durante semanas afim de levantarem as suas pensões de reforma. Muitas instituições publicas da cidade capital, nunca tiveram a mínima ideia do quanto é que aqueles velhos deram para este País, porque senão já deveriam desdobrar espaços que permitissem que aqueles velhos recebessem mais espaços como no passado. Seria justo e ate humano se os responsáveis daquelas instituições que foram confiadas a missão de atenderem as preocupação dos reformados que tivessem outras atitudes, verdadeiramente humana para se encontrar outro lado da vida daqueles que muito contribuíram para o desenvolvimento do país. É preciso compreender que se as crianças no seu dia-a-dia caiem os mais velhos não escaparão, quer dizer na lei da vida ninguém escapará da velhice, ainda que a caminhada venha ser lenta demais, lá chegaremos. Na verdade é necessário que se arranje um novo modelo adaptável aos reformados para que se produza uma determinada forma de vida social que permitirá por sua vez que estes velhos atinjam outros objectivos, valores falta de comportamento que darão coesão à realidade social actual, proporcionando uma justificação fundamental da vida e a sua forma de ser básica. Por Francisco Polo Tchivela-vela, no Lubango

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Lubango na objectiva de um admirador da cidade (II)

Lubango, vista parcial.

Lubango na objectiva de um admirador da cidade

Lubango, a cidade jardim de Angola. Foto: Jardim e fonte luminosa junto a sede do Governo Provincial da Huila.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Diário de um espião

Hollywood poderá vir a adaptar para o cinema um livro escrito pelo ex-espião russo Alexander Litvinenko, que morreu em Novembro em Londres após ser envenenado com polónio radioactivo. O grupo Braun Entertainment, com sede em Beverly Hills (Los Angeles), adquiriu uma opção de compra dos direitos cinematográficos do livro «Blowing Up Russia». Um dos actores pensados para encarnar Litvinenko no grande ecrã é Daniel Craig, famoso por interpretar James Bond na última versão do conhecido agente secreto, «007 - Casino Royale». No livro, Litvinenko afirma que o Serviço Federal de Segurança russo (FSB), sucessor do antigo serviço de espionagem soviético KGB, esteve envolvido nos atentados de 1999 contra edifícios residenciais de várias cidades russas, que causaram quase 300 mortes. Apesar de o Kremlin ter culpado separatistas chechenos pela onda de ataques, o ex-espião afirma que o FSB organizou o massacre para legitimar a segunda guerra na Chechénia e levar o então primeiro-ministro Vladimir Putin à presidência russa. O ex-espião, que vivia exilado no Reino Unido e cuja estranha morte é investigada pela Scotland Yard, acusou Putin de estar envolvido no seu envenenamento numa carta tornada pública logo após sua morte. FONTE. JORNAL ON LINE " DIÁRIO DIGITAL"

DEFINIÇÃO (?)

"A vida, ou é uma aventura excitante ou então, é nada" AUTORA: Helen Keller

O poeta!

O poeta é um fingidor finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente E os que lêem o que escreve na dor lida sentem bem não as duas que ele teve mas só a que não têm"

Natal: uma fronteira entre a fome e a opulência.

Um dos sinais dos tempos modernos da nossa sociedade é a falta de solidariedade para com o próximo, mesmo o mais próximo, ou o distante. Solidariedade, um palavra linda, é por mim repetidamente motivo de reflexão profunda. Das bocas de alguns “ defensores do templo” ouvimos por estes dias palavras de calor dirigidas a quem sobre. Serão palavras reais ou rimas sinistras montadas com ridículas operações de charme. È assim em Luanda e é assim no Lubango, em Cabinda e Kuito. Aqueles que encheram os bolsos com dinheiro fácil, arranjam tostões furados para crianças de barriga inflamada e cabelos acastanhados. Grande cinismo, mas pura realidade. O ritual repete-se, fastidiosamente, ano após ano. A dose deste teatro, orquestrado nos mais adornados apartamentos e vivendas, sobe de tonalidade. São os tempos que correm com os seus conceitos materialistas beirando a rotura de um sistema de coisas aparentemente felizes de fora, mas por dentro pronto a cair de podre.

Cólera “corre” para a Humpata

A doença atingiu esta semana, sem apelo nem agravo, o pitoresco município huilano da Humpata. Segundo dizem do terreno até a esta terça feria, quadra festiva, dez pessoas tinham apanhado a epidemia, quando uma pessoa jazia na casa mortuária do hospital municipal abatido pela doença que mais “intimida” neste momento as autoridades sanitárias angolanas. O mais faltal da noticia é que a cólera espalha-se pala província. Se antes eram apenas dois municípios, a lista parece agora aumentar, exigindo a tomada global de medidas capazes de alterar o curso das coisas. O chefe local da saúde anunciou o aumento das campanhas de limpeza ( apenas só agora que a doença pressiona, mesmo sabendo que “ quando a casa de outros vizinhos ardiam, poderiam colocar as suas de molho”, por um lado, e por outro o técnico de saúde diz que há medicamentos suficientes para acudir os doentes. Nada mais falso. Pelas dimensões da Humpata, as dificuldades de acesso a zonas remontas das comunas como Bata –Bata, Leba ou Palanca podem estancar este plano de emergência. È que na Humpata, como em outras zonas de Angola, há zonas em que o medico não vai e, portanto, não leva saúde....

A nostalgia ( daqueles) dias da radio!

Às 24 horas de 24 de Dezembro ou às 00 horas de 25 de Dezembro, conforme a interpretação de cada um, há precisamente 100 anos, um engenheiro canadiano, Reginald Fessenden, emitia a partir de Boston, EUA, a primeira emissão radiofónica transmitindo uma melodia de Natal tocada por ele mesmo num violino e passagens da Bíblia. Na altura, foram os navios ao largo da cidade quem primeiro recebeu a primeira emissão radiofónica do Mundo. Cem anos depois, a Rádio ainda junta povos, em volta de transístores, sendo o único veículo informativo e formativo de inúmeras comunidades como, por exemplo, nas regiões mais interiores de África. Cem anos depois, ainda é a Rádio quem me faz sentir vivo principalmente quando se tem a oportunidade de acordar ao som discreto, ou vibrante, de um qualquer tipo de música. Cem anos depois, ainda é a Rádio quem, primeiro, mais facilmente nos oferece a vós e o perfume dos nossos países. Como recordo, com saudade, a voz calma de Sebastião Coelho ao oferecer-nos uma xícara de café quente ou a voz estonteante e forte de Francisco Simmons a relatar – como só ele sabia – uma partida de basquetebol ou de hóquei em patins, ou a voz bem timbrada de Pedro Moutinho, no Rádio Clube do Lobito, a dar-nos as últimas notícias do dia. Era na rádio que ouvíamos as emissões dos movimentos de Libertação, ou da Voz da América, ou a Rádio Moscovo, ou Voz da Suiça, ou a sempre actual BBC – a primeira emissora a despertar-me para o Golpe dos Capitães, nas primeiras horas da madrugada, estava eu em pleno alto mar, no Infante D. Henrique, já que regressava à minha Angola depois de uns meses vividos em Portugal. Foi também na Rádio que pela primeira vez ouvi a voz quente do pai do soul, James Brown, hoje falecido. O éter ganhou mais uma estrela e mais sonoridade; a Rádio ficou menos rica embora nos valha o seu arquivo. Ok! admito!! Provavelmente andará por aqui uma galopante PDI, mas que a Rádio ainda é Rádio, lá isso é. DO BLOG “ PULULU.BLOGSPOT.COM”

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Lubango: Vista parcial

Lubango, ex. cidade Sá da Bandeira, a razão de existencia deste blog criado em Luanda, tal é o tamanho das saudades de todos os dias e os dias todos.
Foto gentilmente cedida pelo companheiro escriba Morais Silva ( estamos juntos " angopeiro") mostrando um pouco do palácio do Governo e a sede regional sul do BNA.

Quebra stress, com K - jornalistas associados ( 2ª edição)

Está de volta o " Kebra Stress, jornalistas associados". A discussão da vida profissional, o modus vivendi da classe, o " assalto" editorial de grupos profissionais ao país, o dia a dia dos jornalistas e as eleições vistas na midia são temas em destaque. " KEBRA STRESS, PORQUE NÃO SÓ DE TRABALHO VIVEM OS ESCRIBAS"!!!! Segunda edição dia 18 de Dezembro de 2006. Local: Luanda. Promotores: Santa Rita ( jornal o Indepedente) e Tomás de Melo " Sakamoto" ( Rádio Ecclesia)

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Invasão ( quase) silenciosa na Matala

O perímetro irrigado da Matala, uma área agrícola com sete mil hectares de terra arável na província da Huíla, está a ser invadida desde meados deste ano por construções anárquicas, denunciou hoje, o administrador do municipio, Manuel Capenda. Gerido pela Sociedade de Desenvolvimento da Matala (SODEMAT), o perímetro possui seis mil hectares de terra para produção agrícola e mil especificamente para multiplicação de sementes, segundo a fonte. O administrador fez saber que por debaixo das novas construções anárquicas estão cabos de alta tensão, já que a área está localizada nas imediações da Central Eléctrica da Baragem da Matala, o que representa um grande perigo. Manuel Capenda, que não fez referência ao número de casas já construídas e que medidas a administração vai tomar, denunciou igualmente a existência de grupos de indivíduos não identificados que sabotam equipamentos no zona do perímetro irrigado.

Chuveu, o caudal do rio encheu e a energia está de volta. Grande Huila.

A noticia é da ANGOP: “ As províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Kuando Kubango têm garantidas o fornecimento de energia eléctrica durante a quadra festiva, uma vez ter aumentado o caudal do rio Cunene, fonte de sustentação da barragem da Matala. A garantia foi manifestada pelo director regional sul da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), Celestino João, salientando que neste momento dois grupos geradores estão a funcionar na Matala e estão a produzir 11 megawatts". A noticia faz rir. A Huila deve ser a única zona do mundo onde por falta de agua num rio a barragem entre de ferias....

Dom Mbilingui no Lubango

O Papa Bento XVI nomeou Dom Gabriel Mbilingui como Bispo Coadjutor da Arquidiocese do Lubango. O bispo ora nomeado é actualmente o titular da Diocese do Luwena. Dom Gabriel permanecerá no governo pastoral daquela Arquidiocese como Administrador Apostólico até à nomeação do Seu sucessor. Dom Gabriel Mbilingui nasceu a 17 de Janeiro de 1958 na localidade de Bândua, no Andulo, Diocese de Kwito-Bié. Frequentou e concluiu os estudos secundários no Seminário Menor dos Padres Espiritanos, e os estudos de Filosofia e de Teologia no Seminário Maior, no Huambo. Foi ordenado Padre no dia 26 de Fevereiro de 1984. Desempenhou os cargos de Vigário paroquial e de Reitor do Seminário Maior do Espírito Santo, no Huambo. De 1995 a 1998, foi Superior Provincial da Congregação do Espírito Santo. Logo depois foi nomeado como Conselheiro do Superior Geral da sua Congregação em Roma. Nomeado Bispo Coadjutor do Lwena aos 15 de Outubro de 1999 por Sua Santidade o Papa João Paulo II, recebeu a consagração episcopal a 6 de Janeiro de 2000, passando para Bispo Residencial do Lwena no dia 7 de Janeiro do mesmo ano, em sucessão a Dom José Próspero Puaty, de feliz memória. É desde 2003 Vice-Presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé. De salientar que o Bispo Coadjutor é sucessor do Bispo Diocesano para cuja Sede foi nomeado. No caso vertente, Dom Gabriel Mbilingui sucederá a Dom Zacarias Kamwenho como Arcebispo do Lubango, depois de um determinado tempo a fixar-se entre ambos e com a anuência da Santa Sé.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

MÁSCARAS

As primeiras imagens de mascaras, guardadas na minha memória há longo prazo, são as utilizadas por mukixes, aqueles mukixes das lundas que na minha meninice provocavam em mim um misto de prazer e medo, entre o querer ver e o fugir a figura. Lembro-me de ter visto até pelo menos até os dez anos mukixes com diferentes máscaras. Seria aquele um aspecto natural ou por trás da mascara estava um homem? Para minha infelicidade só obtive a resposta em Luanda. Os anos de escolaridade vieram mostrar-me que aquelas máscaras eram as mais expressivas do nosso país. Fiquei feliz, afinal não eram só os diamantes que lembravam às Lundas. Por ocasião do carnaval apercebe-me que as mascaras não eram uma propriedade dos Lundas, que afinal há aqui muita gente que usa mascaras, existem até bailes de mascaras durante o tempo de carnaval. Rapidamente dei-me conta que em cabinda e em outras partes também usam qualquer coisa que esconde o rosto, que afinal não são só os lundas que usam tão bem as máscaras. Vi também que máscaras entram em vários rituais do nosso país, rituais para pedir benção, ritual de iniciação, ritual para a resolução de problemas comunitários,rituais disso e daquilotro, no fundo rituais para quase tudo, confesso que fiquei impressionado com tamanho uso que se faz das máscaras. Mas a vida ensinou-me confesso que n’alguns momentos de forma dura que tal como a carne e o espirito, existem também mascaras visíveis e invisíveis. Licenciados que se mascaram de doutores, enfermeiros que obrigam as pessoas a chama-los paramédicos, mascaras como da jovem que com rosto de inocente mas que o pecado borbulha nas suas entranhas. Mascaras dos que se fazem passar de big boss mas que não estão com nada. Querem andar com gente fina, confundindo a opinião do mero observador da carne exposta, quando na realidade não passa do arroz com peixe frito. Mascaras do sucesso a custa da desgraça alheia. Uma verdadeira vida do faz de conta, como da mulher daquele estadista que arrependeu-se de ter envelhecido e foi morrer de graça numa operação plástica, na tentativa de colocar uma mascara jovem no rosto envelhecido. São tantas as mascaras que o jogo da cabra sega desapareceu ou está em vias de extinção devido as mascaras. Quanta coisa se perdeu devido ao uso das mascaras! Não sabia que as mascaras modernas meteriam mais medo que as mascaras da minha Lunda. Mas se lhes fica bem e até são elogiados quem sou eu para os contrariar? São apenas mascaras. POR MANUEL JOSÉ

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Radio ECCLESIA: A voz dos sem voz

51 anos são passados. O tempo ruma sem cessar, os ideais permanencem. Vez pós vez, os sem voz procuram guarida num dos simbolos da democacracia que " teima" em nascer e crescer na terra de Mandume e Ekuikui. Em Março de 1997, exactamente 42 anos depois do início das emissões regulares, e cerca de 20 anos após ter sido encerrada, a Rádio Ecclesia foi re-inaugurada, na presença de sua Eminência o Cardeal D. Alexandre do Nacimento, Arcebispo de Luanda e Presidente da Conferência Episcolal de Angola e S. Tomé, do Ministro ds Comunicação Social e outras individualidades eclesiásticas e personalidades do mundo da Comunicação Social de Angola. As novas instalações, no bairro de S. Paulo, situam-se no edifício sede da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé – CEAST. Como Emissora Católica, a Rádio Ecclesia tem como fins específicos, além dos consagrados para todos os Órgãos de Comunicação Social: - garantir o direito dos Angolanos à informação; - difundir valores evangélicos, de modo a tornar a sociedade angolana mais justa, fraterna e solidária; - respeitar e participar no desenvolvimento integral da pessoa, que implica as dimensões culturais, transcendentais e religiosas do homem e da sociedade angolana; - criar um espírito de tolerância, respeito e convivência pacífica entre todos os angolanos.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Nova dimensão (2)

Falar de nós próprios lança-nos, quase sempre para um pequeno ( e nem sempre salutar) narcisismo. Daí que quando observei a necessidade de falar da ( minha) “nova dimensão” profissional, sem esquecer o passado, corria o risco de lançar debate. È um risco necessário. Correr este risco apronta-se como uma forma de fazer do nosso mosaico profissional um caminho regrado com letras de simbolismo maior. Quando bati com a porta da ( ou talvez alguns quisessem que eu batesse...) Radio Huíla, a reflexão foi um refugio de dois meses. Entre ponderar parar e arriscar mais uma vez um caminho pelo mundo das noticias, uma força interior lançou-me em mais uma aventura nesta senda. Corria o mês de Agosto do ano de 1997. Depois do apronto inicial, sou recebido pelo chefe adjunto dos serviços de produção da Radio 2000. Cláudio Dias, sem sorrisos ou contemplações não olha a meios para colocar-me no caminho da ( sempre aprazível) informação da comercial da altura. “ Sabemos nós mais do mundo.... do que o mundo sabe de nós” era a lógica informativa corporizada numa estação para mais de um milhão de habitantes no cosmopolita Lubango. Uma semana de estagio e vale a introdução nos caminhos da apresentação de noticias, também com incentivo de alguns companheiros que hoje aportaram para a concorrência da comercial. Começo as 12 horas depois de um modelo de introdução adoptado pelo chefe de produção, o veterano e cá para mim um dos melhores radialistas de Angola, Horácio Reis. Um caminho aprazível, apesar das dificuldades que se seguem....

terça-feira, dezembro 05, 2006

Os dias da Rádio

Mais duas estações de rádio, em frequência modulada, numa cidade qualquer do interior de Angola é sempre uma mais valia. A importância torna-se maior numa estratégica localidade como o Lubango, onde muita da informação canalizada na época levou um ligeiro desenvolvimento económico, publicidade e uma lógica democrática às terras altas da Chela, muito por “culpa” do fenómeno radio. Depois de momentos áureos, hoje as estações locais, ao que tudo indica, não estão a satisfazer os já exigentes ouvintes. Constata-se no terreno uma gritante falta de pessoal habilitado, principalmente na comercial. A publica local, numa áurea superior, trata das matérias dentro da sua lógica de trabalho, profundamente pró governo. O serviço publico não é o que poderia ser. O eventual surgimento das rádios “ Chela” (comercial) e a “ Transmundial”( evangélica – cristã)que não deverá descorar aspectos como a informação, são hoje uma esperança para a província. Esperança renovada, a não ser que os "dias da radio" sejam ultrapassados por outros desejos. Foto: O autor num dos estudios da Radio Ecclesia.

sábado, dezembro 02, 2006

Há alguns anos numa cobertura em directo para a Rádio 2000, entrevistando o antigo ministro da reinserção social e hoje embaixador no Japão, Albino Malungo. Pode-se ainda ver Ramos da CRuz, governador da Huila, Fernando Borges ( de costas) o maior ganadeiro de Angola.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Lubango e duas novas estações de rádio em FM

Duas novas rádios privadas prontas a emitir em frequência modulada na cidade do Lubango aguardam pelas respectivas licenças para começarem com a actividade de radiodifusão na província da Huíla. Trata-se das rádios Chela e Transmundial. A Multipress apurou que a primeira será de cunho comercial, enquanto a segunda estará virada para a vertente religiosa, uma vez pertencer às igrejas evangélicas sem afastar, entretanto, o lado informativo. Tudo quanto foi possível apurar, as respectivas rádios já dispõe de instalações e estúdios para a emissão, faltando apenas a autorização necessária dos órgãos competentes. O responsável pela instalação da Rádio Transmundial no Lubango, reverendo Dinis Marcolino, disse acreditar não serem motivações políticas que estarão por detrás do impedimento na abertura de mais rádios. Para ele, existirá vontade política de quem dirige para o surgimento de mais rádios e estações televisivas, mas o excesso de burocracia que se assiste no país e os aspectos complementares à nova Lei de Imprensa, afiguram-se como os principais obstáculos. (Foto: O logotipo da rádio 2000, a antena comercial do Lubango)«Eu não sei se é vontade política mas creio que é problema da legislação creio que é problema da legislação e portanto a Lei de Imprensa foi aprovada mas ainda falta a regulamentação dessa lei, então se calhar um dia sai a regulamentação, as coisas serão melhor eu creio que não falta vontade política. Deve haver alguns problemas, processos administrativos o nosso país tem problemas administrativos ou seja a burocracia as vezes é muito difícil, é muito grande». O reverendo Dinis Marcolino advoga que já é tempo de Angola abrir-se mais para a diversidade de informação e cita como exemplo a República Democrática do Congo que nesse capítulo, apesar das conturbações políticas que tem vivido, deu passos importantes. «O povo precisa de ter alternativas, não é temos a rádio Huíla temos a rádio 2000 mas quanto mais diversificada estiver a informação melhor! Só para dar um exemplo aqui o vizinho Congo Democrática ela tem cerca de 30 rádios privadas e 15 estações televisivas, portanto e Congo Democrático sabemos país com várias turbulências militar, políticas Angola também tem que pouco a pouco avançar nesse caminho». ( Foto: o imponente edificio da Radio Huila, da RNA) Na Huíla funcionam apenas duas rádios a emissora local da Rádio Nacional de Angola e a Rádio 2000, instituições que segundo algumas vozes críticas da região, se mostram incapazes de responder às necessidades de informação que se exige cada vez mais isenta e transparente de qualquer interesse político.(Teodoro Albano)

quarta-feira, novembro 29, 2006

A onda de crimes que sacode o Lubango

As notícias que chegam do Lubango já começam a arrepiar. Se num passado recente esta era tida como uma das mais calmas cidades do país, subitamente o gráfico de crimes subiu, atingido o vermelho, atingindo o pico. São crianças que aparecem esquartejadas; aumento do numero de jovens violadas; raptos frequentes de crianças; brigas que terminam em mortes; assaltos espectaculares junto de pontes e por ai alem. Para nós que escolhemos, momentaneamente, outra cidade para viver, o rumo que o nosso Lubango vive já começa a cair nas raias do desespero. As zonas peri urbanas da cidade, onde a urbanização ainda não tem planos para atingir, são as mais prejudicadas. Com um policiamento deficiente, os vagabundos só dão largas a imaginação para atingir os seus negros intentos. Mas as causas, desta súbita subida nas contas dos crimes, são variadas. A pobreza, a marginalização dos jovens, o consumo de drogas e álcool, a falta de opções de vida ou a ambição rumo ao súbito enriquecimento podem ser arroladas como causas desta onda de crimes. Segundo revelam amigos meus no Lubango, é agora extremamente perigoso circular junto das várias pontes que pululam pela cidade – lembro que a cidade é atravessada por dois rios, Caculuvar e Mukufi, e mais acima no Nambambe há outro. Talvez a saída seja optar pela descentralização das esquadras de policiais. Com autonomia em meios e operacional, acredito que zonas remotas possam contar com agentes que quantos mais não sejam para dissuadir os “ amigos de coisas alheias” a pensarem bem antes de agirem. Penso que assim o relatório diário da corporação possa ficar com menos sangue. Foto: Cristo Rei, um dos ex libris do Lubango

terça-feira, novembro 28, 2006

Um administrador impotente

Foi um Aurélio Cabral algo triste que apareceu, recentemente, aos microfones da Rádio Ecclesia e nas páginas do “ Chela Press”. O administrador do municipio dos Gambos dizia a dado passo desta entrevista que “ sentia-se impotente para conter os apetites de pessoas que querem terras no municipio”. O desesperado chefe administrativo, aparentemente estava longe de conter as palavras quando referiu que inúmeras vezes vezes elas são desautorizadas. Praticamente ninguém ouve o homem. Cabral informou que a sua proveniência ( é um quadro indicado pelo “galo negro”) poderia ser uma das causas dos excessos dos agora fazendeiros que obtêm a sua licença a partir de gabinetes instalados em Luanda ou no Lubango, a sede da província da Huila. O administrador, talvez deliberadamente, esqueceu-se de referir que o fenómeno é antigo. No auge da guerra, a “conversão” de muitos oficias superiores, ministros, directores nacionais e quadros próximos do centro da nomeklatura, foi notada. È um fenómeno que ganhou força e hoje ai estão as consequências. Enormes quantidades de terra foram privatizadas. Alguns investem na área para fazer da Huila um grande potencial agrícola dopais. Mas, muitos há que estabelecem-se ao fim de semana nessas coutadas, algumas equipadas com pequenos aeródromos, apenas para caçar. É uma forma que encontraram para acabar com o stress da grande cidade. O premir do gatilho para o abate de especieis animais variadas tornou-se assim num novo hobby. Um acto snob que os detentores de capital adoptaram, tudo para depois mostrar aos seus amigos de Luanda e Lisboa a carne fresca das coutadas que emergem até em zonas protegidas contra a caça ilegal. E então administrador!

O "apetitoso" Gambos

Há muito tempo que este municipio a sul do Lubango desperta a cobiça de ícones bem identificados da nomeklatura angolana. Desde o início da década passada que uma autentica rumaria foi notada para aquela região semi árida a meio caminho da Huila apara o Cunene. Os Gambos, foram convertidos então em zonas para as mais variadas experiências agrícolas, onde os detentores de capital procuravam a todo o custo obter um quinhão para simples deleite ou, em alguns casos, transfigurar-se para a nova moda de então empresário agrícola ou ganadeiro de monta. Nesta romaria houve quem não se coibisse de privar os agricultores tradicionais de zonas com o pasto mais verdejante e a água mais abundante. Nos tempos da seca mais rigorosa os pastores viam quantidades enormes do seu gado (com grande simbolismo tradicional) definhar. As mortes e a situação criada abriam o conhecido conflito de terras devido a falta de zonas de transumância. Os Gambos estavam assim na boca do mundo. Este municipio viu explodir uma situação sem precedentes em Angola. Por um lado, comunidades agro pastoris, pobres e por outro gente próxima do poder convertidas em autênticos latifundiários. O braço de ferro durou. A igreja interveio. O resto da sociedade civil pressionou. A FAO, órgão da ONU, entrou no “barulho” para delimitar terras, mas a polémica aumentou. A lei de terras foi alterada, mas nos Gambos pouco mudou. O tempo passou, a polémica foi abafada. Mas a rumaria para obter terras continua .

segunda-feira, novembro 27, 2006

Huambo, o rosto da guerra.

Quatro anos e meio depois do governo de Angola e da direcção da UNITA assinarem a paz, em Luena, a cidade do Huambo, capital do planalto central, ainda exibe o rosto de destruição da guerra civil. As estradas que dão acesso ao Huambo e as artérias mesmo no centro da cidade têm mais buracos do que alcatrão, casas de habitação de dois e três andares ruíram por completo e muitos estabelecimentos de ensino foram destruídos e não voltaram a funcionar. Construções mais emblemáticas como a Estufa Fria, o cinema Ruacaná, o Rádio Clube, a Fonte Luminosa, a Piscina do Ferrovia, o Parque Infantil ou a discoteca York, que tornaram o Huambo uma bela cidade com mais de um milhão de habitantes, também desapareceram durante a guerra, particularmente violenta nos anos de 1993 e 1994. Apesar da população ter quase triplicado, com o regresso de muitos que esperavam encontrar ainda alguns dos bens que deixaram para trás, mas que se viram sem nada e obrigados a partir do zero, as ruas do Huambo são pouco movimentadas, o parque automóvel nada tem a ver com os jipes topo de gama que engarrafam o trânsito em Luanda e quem não anda a pé utiliza sobretudo bicicletas ou motorizadas. A zona de maior movimento é a do mercado a céu aberto, que antes estava dentro da cidade e, no Verão passado, foi transferido para fora do Huambo, obrigando vendedores e compradores a longas caminhadas. Houve protestos - infrutíferos. Como estava a decorrer o Campeonato do Mundo de Futebol, Alemanha foi o nome dado ao novo mercado. Uma escolha acertada: em termos de distância estão ambos fora de portas. Fonte: AGENCIA LUSA

sexta-feira, novembro 24, 2006

Banda brasileira Olodum em Angola

Lubango

O centro do Lubango está ligeiramente mudado. Um jardim, com fonte luminosa, foi inaugurado, depois de anos a fio a zona ter estado vedada para obras que duraram quase uma eternidade. O "jardim central", tal como é conhecido, parte junto da maternidade, passa pela sede do MPLA e vai até junto a sede do governo da Huila. Está lindo. Os fotográfos encontraram aí um cenário interessante para as suas fotos. Mesmo num dia de sol aberto e abrasador não resisti á uma dessas fotos. Ocenário de fundo é a espantosa cordilheira da Chela. A troco de alguns Kuanzas dei a minha maquína ao fotográfo que registou este momento. Foto: Com o meu irmão mais novo, também ele jornalista.

A beira do precipício

Não me lembro da ultima vez que estive na Tundavala, mas recordo-me da primeira vez. Foi um espanto, um sonho, um "voo" para uma dimensão profundamente desconhecida. Uma viajem rapída do centro do Lubango para o sentido nordeste, leva-nos uma das maravilhas da natureza nas terras altas da chela, perdão, terras do Bimbe. Aquela cordilheira montanhosa, que se viu obrigada a fazer esta fenda vem da zona da Bibala, Namibe, serpenteando zonas fantasticas, animadas com regatos e ribeiros que ganham força com as chuvas do planalto.Mais uma maravilha da natureza. A Tundavala é pois um recanto magestoso. Mas também negro. Branco e preto. Luz e escuridão. Guarda nas suas entranhas segredos insondáveis dos tempos da velha senhora. Curiosidade: Ví pela primeira vez a Bibala "por aquela" janela - fenda que Deus abriu por entre as montanhas. A tundavala é para o desdumbre das nossas mentes e deleite dos nossos olhos. Com a devida vénia, uma homenagem a Tundavala: Se o Lubango tem morango/ tem a Humpata que é maravilha/ e a tundavala que admira/ maravilhosa é a natureza ( waldemar bastos - Lalipo Lubango )

Jornalistas

Jornalistas em amena cavaqueira na redacçao da Rádio 2000, numa manhã de segunda feira. O do centro, António Pedro, foi expulso recentemente da estação por não ter colocado num noticiario uma materia sobre um acto politico do MPLA no Lubango.

segunda-feira, novembro 20, 2006

MCK: um músico- activista (2)

O primeiro de uma série de artigos que decido a MCK teve o efeito desejado. A Julgar por alguns dos comentários que recebi, tanto aqui no portal, como pessoalmente. A reflexão é sobre a brecha aberta com o surgimento deste jovem musico. A sua aparição foi como que uma pedra lançada a este imenso charco. As suas letras provocaram ondas, reacções. Porque pergunto se se trata de um musico ou de um politico? Eis a resposta: Quando o jovem “irrompe” pelo mercado á dentro, alguns guardiões do tempo viram nele uma arma de arremesso político de certas instancias para abalar as nossas paredes .... Necessário será sempre, na nossa Angola, fazer de assuntos como os que são narrados nas suas musicas, um motivo de debate. Do meu ponto de vista, assim avançamos. Falar de universidades e os seus prós e contras; falar da predilecção de certos grupos em “maratonizar” a juventude; falar de corrupção e suas consequências; reflectir sobre o dia a dia de grande parte dos jovens; o crime, a oportunidade e outras coisas. DIsso MCK fala. Mas como jovem precisa de ajuda, de carinho.

A cidade dos contrastes

Devemos atender a uma situação: Luanda é uma das cidades mais caras do mundo. Os dólares para alguns jorram a rodos, mas a pobreza é maior que a riqueza. Ou por outra, a maioria pobre olha para exibição do novo riquíssimo, impotente. Luanda é a cidade dos contrastes. Talvez por isso os esquemas são constantes e com o engenho da imaginação jovens e não só, criam-se formas, pouco refinadas, para retirar de outros cidadãos o fruto do seu labor de todos os dias. Na zona do Palanca, próximo do cemitério da Santa Ana, taxistas buscam uma rota alternativa aos “ endémicos” engarrafamentos na Estrada de Catete. Numa dessas manhas, hora de transito profundamente difícil, mais um grupo de jovens latagões investem contra mais um taxi, vulgo candongueiro. Eram quatro. Dois dos jovens bloqueiam a passagem da viatura, erguendo uma barricada com pneus e ferro velho. Os outros dois, voltam-se para as laterais da viatura exigindo do cobrador, inspirado a preceito para mais um dia de factura, cinquenta kuanzas como contribuição para a rua em que os taxistas buscam alternativas de passagem. Na relutância de entregar os valores, os jovens ameaçam investir danificando a viatura – neste momento é difícil “livrar-me” da pele de escriba que vê no facto a única forma e sagrada de noticiar , para encarnar o cidadão que tudo vê, pouco fala e assim (sobre) vive. Reparo depois que um oficial superior da força aérea, que ia na parte de frente do veiculo, desce com um revolver em punho. Ameaça, gesticula e expulsa os jovens transformados momentaneamente em “ abutres humanos” numa das escapatórias mais procuradas pelos candongueiros. Pena é que o resultado da sua “safra ilegal” serve apenas para comprar cervejas, um pão com chouriço e quiçá estupefacientes. Ninguém investe, afundando os sonhos num ridículo ciclo vicioso, com contrastes, a fazerem de Luanda um cidade sui generis onde quem tem um olho é rei.

segunda-feira, novembro 13, 2006

MCK: um músico ou um politico? (1)

Jovem, conta com menos de 30 anos. È um jovem cantor que encontrou no rap, a coisa de três anos, a melhor forma de expressar frustrações com os tempos modernos, onde a moral é lançada para “calendas gregas”, privilegiando a ganância, a intriga e as mais vis manifestações da degradação moral que o ser humano observa nos tempos que correm. È um pois um jovem a ter em conta numa sociedade extremamente problemática, mas é claro que a juventude, volta e meia, prega pequenos tropeços à uma pessoa que, penso eu, terá ( tem ) sucesso com o amadurecer os seus dias. MCK – Mestre de Cerimonias Katrogi surpreendeu meio mundo, quando a cerca de quatro anos atrás publicou um disco, sem qualquer tipo de patrocínio oficial, em voga nos dias de hoje. O jovem musico, segundo se sabe procurou ter textos líricos a altura da nota social do momento. Uma critica, meio politica, meio, meramente, social. A guerra decorria, destruía. Quase ninguém ousava abalar a “cortina”daqueles tempos. Alguém ousou, mais foi para a cadeia. Com coragem Katrogi publicou o seu disco, uma espécie de “ embondeiro de ideias” convertido numa corrente ”Trincheira de nutrição espiritual” para a juventude que foi a mais criticada, pois afinal “ há mais maratonas que bibliotecas/ mais armas que bonecas” e por ai alem. O activismo político foi então lançado em música, que encontrou nos taxistas a melhor maneira de promoção das faixas altamente reais sobre Angola que hoje é construída.

Dimensão nova (...)

Olhar para as dimensões da nossa vida, volta e meia, leva-nos para discussão sobre o contexto geral da existência humana, dos projectos, das oportunidades e do olhar para um futuro que se quer risonho. A nova dimensão, ou a dimensão nova, do contexto que vivemos remete-nos sempre ao passado. Já que este texto surge na sequência do anterior, um olhar é imposto ao passado. Longe das críticas a uma caminhada, deve-se sempre (a meu ver) falar sobre o que fomos, o que somos e as apostas para o passado.

Um lugar que pode ser comum…

Há muito que em poucas horas as lembranças do Lubango não eram, insistentemente, povoadas numa conversa em que participo. Duas razões concorrem para isso: a vida frenética, o bulício social dos dias que correm e as necessidades de Luanda impedem, ou por outra, verdade seja dita, a disposição pode ser fraca na hora de optar por uma vida social mais preenchida. Mas porque digo isso? Três jovens huilanos, hoje, dispares nas suas opções de vida, criaram uma oportunidade de estabelecer uma amena cavaqueira. Os “ três dedos de conversa” que trocamos, “povoados” com um leitão à Bairrada tiveram o condão que estabelecer a conveniência de um momento a ser repetido quando os dias nos lançarem essas oportunidades. Apesar de uma fuga, diga-se de passassem, de frente ficou a idade de estabelecermos uma espécie de lugar comum de encontro de huilanos em Luanda, de forma a diversificar as ideias e um dia, quem sabe, criar uma comissão instaladora dos jovens huilanos na grande “ diáspora” de São Paulo de Loanda.