Quando a poluição ainda era uma miragem. Hoje a realidade é outra, segundo ambientalistas e não só.....
sábado, janeiro 13, 2007
Ainda não havia poluição.....
Quando a poluição ainda era uma miragem. Hoje a realidade é outra, segundo ambientalistas e não só.....
A reabilitação da maternidade do Lubango
Não é menos verdade que todas as realizações positivas ou negativas do homem dependem em certa medida da consciência deste mesmo homem. Na verdade já se pode acreditar que aos poucos os empreiteiros huilanos já estão a concentrar as suas consciências, realizando obras com o sentido verdadeiramente humano.
Quando se esperava que a reabilitação da maternidade do Lubango tivesse mais uma vez o valor de descartável, o empreiteiro daquela obra diz que é possível mudar a história de todas as obras para o desenvolvimento rápido da província. Realmente sem quererem levar as pessoas a dançar já antes a música pode-se afirmar com alegria que todos os empreendimentos que a província da Huila já ganhou, aquela instituição hospitalar são a que foi bem reabilitada com o sentimento humano. Espera-se por isso, que outros empreiteiros tenham olhos atentos para que se passe para outra fase da historia, com paginas totalmente de alegria para o bem de toda a sociedade angolana.
São estas obras que a província necessita para um atendimento completo de todo o povo.
FOTO: Sala de reuniões do Governo da Huíla, onde "tudo" se decide.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
MPLA está a mudar os mensageiros mas (é claro!) mantém a mensagem Por ORLANDO CASTRO
Em Angola, os três principais órgãos de comunicação social do Estado têm a partir de hoje novas direcções gerais. A informação foi comunicada durante um encontro que o ministro da tutela Manuel Rabelais manteve com os directores cessantes. Independentemente da qualidade dos profissionais que entram e dos que saem, o Governo teima em “matar” o mensageiro e deixar (porque, claro, é isso que lhe interessa) incólume a mensagem... a bem das próximas vitórias eleitorais.
Assim, Luís Fernando que se encontrava à frente do Jornal de Angola desde 1995, deixa o lugar a José Ribeiro, quadro da casa, ao passo que na Rádio Nacional de Angola Alberto de Sousa assumiu a direcção geral, secundado por Eduardo Magalhães que além chefia da direcção de informação passa ainda a acumular a direcção de programas.
Na televisão Carlos Cunha foi substituído por Fernando Cunha, então director da Gráfica Popular com passagem também pelo Jornal de Angola, onde foi director administrativo e financeiro nos anos noventa. Cunha terá como adjunto para informação e programas o jornalista Amilcar Xavier até há pouco director do canal «A» da Rádio Nacional de Angola.
Luisa Damião, adida cultural na embaixada angolana em Cuba empreenderá viagem de regresso a Angola para ocupar a direcção de Informação da Angop, o mesmo sucedendo com Albino Carlos, que se encontra no Canadá como adido de imprensa, para se ocupar da chefia do CEFOJOR.
Perante a anunciada aparição de novos órgãos de comunicação social privados, o Estado joga tudo o que tem para manter os principais meios públicos ao seu dispor, desde logo porque sabe que eles são importantes para ganhar.
São importantes porque chegam a onde os outros nem sonham chegar e, também, porque vão funcionar ainda mais como correia de transmissão da propaganda oficial.
Por muito que o Conselho de Comunicação Social, Sindicato dos Jornalistas e outros organismos protestem, o MPLA não abre mão de um dos seus mais importantes trunfos eleitorais: Rádio Nacional, Televisão nacional e Jornal nacional.
Ou seja, mantém a parte de leão e deixa aos outros, nomeadamente à UNITA, os ossos. E, ao que me parece, o partido de Isaís Samakuva contenta-se com pouco.
Muito pouco, na minha opinião. EXTRAIDO DO SITE www.altohama.blogspot.com
FOTO: Grandiosas instalações da RNA na Huíla.
Huíla volta a ter um museu funcional.
O Museu Regional da Huíla será reinaugurado em Fevereiro, depois de concluídas as obras de restauro de que beneficiou desde Março de 2006, garantiu o coordenador da comissão de gestão daquela instituição cultural, Avelino Elias.
Segundo ele, aguarda-se apenas pela chegada de técnicos do Ministério da Cultura, que junto com quadros locais encarregar-se-ão pela montagem das peças, obedecendo aos critério exigidos.
A reabilitação da estrutura, que hoje foi entregue a sua direcção pelo governador provincial, Ramos da Cruz, custou aos cofres do Estado 17.450.403 Kwanzas.
No Museu Regional da Huíla estarão representadas 1.560 peças inventariadas e um número não revelado de outras ainda sem registo, que representam a cultura dos povos das províncias da região sul do país.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
As novas apostas na imprensa
Dois novos órgãos de comunicação social iniciaram na ultima semana mais um ciclo de vida para, como é de praxe, levar informação isenta, descomprometida, rigorosa, confiante, directa… entre outros adjectivos em que os “ mergulhos” pela língua de Camões lançam os mentores de tais projectos informativos. Tratam-se de uma estação de rádio e um jornal, este regional. O Kesongo, segundo o seu ideólogo e actual director pretende lançar-se pelos mercados de Luanda, Benguela ( sede da redacção central), Huila e Huambo. O outro meio de comunicação social, de que vos falava, é a Rádio Despertar, afecta a UNITA, uma emanação de uma antiga estação que este partido tinha no sudoeste de Angola. Tanto o Kesongo e a Rádio são bem vindos.
O Kesongo aposta num filão informativa capaz de, num futuro próximo, trazer boas rendas ao projecto, bem como melhorar o acesso das pessoas do interior do país a informação descomprometida dos vários poderes (reais ou imaginários). Explorar a informação e dar informação as milhares de pessoas sedentas deste bem nas províncias do centro e sul do país pode ser considerada uma obra. Há limitações de varia ordem e corre-se, quase sempre o risco de se falhar nas contas.
Já a Rádio Despertar que iniciou recentemente um conjunto de horas de emissão experimental, lança-se num mercado quase saturado de informação, mas nem toda descomprometida, é claro. Fontes houveram que garantiram que a ideia era lançar o projecto em Benguela, o que não aconteceu. Seja como for eis que a estação será mais uma voz a falar em Luanda, de Luanda e do país. Estou em crer que haverá uma boa rede de correspondentes para trazer os ouvintes o país real.
A capital de Angola tem uma espécie de excesso de informação, dai que é salutar lutar por uma diversificação da informação alternativa pelo interior do país.
A Imagem é o muito conhecido logotipo da Radio Ecclesia, " a voz dos sem voz"!
A MISSÃO
Naquela fresca manhã, ainda mal despontavam os primeiros raios de sol através das copas do arvoredo, Padre Carlos lentamente caminhava, seguindo um trilho pedestre entre os troncos, cheirando o perfume suave das folhas frescas, sorrindo com os chilreios da passarada. Fora divina a mão que o guiara a este local, para cumprir o desígnio de fundar no Sul de Angola uma Missão. Divinas paragens, de beleza convidando à meditação. Pertinho, ficava uma linda cascata. Continuou, pisando o chão fofo, de folhas caídas. O som do pisar das suas sandálias mudou quando chegou ao chão empedrado, do rudimentar pavimento que rodeava o modesto altar. Era nessa precária edificação, assemelhando-se a uma simples mesa de madeira que se preparava para celebrar a Missa matinal. A Missão da Huíla tinha sido fundada, mas o seu fundador não tinha encontrado uma igreja já pronta a inaugurar. Assim, enquanto era erigido o local de culto, tinha convencido os padres a fazer no meio da mata este recinto, como uma capela provisória. Com a madeira dos troncos das árvores cortadas para abrir a pequena clareira, se fizeram os bancos corridos, paralelamente dispostos em filas, como em qualquer igreja. Nesta, não se fazia sentir a necessidade do abrigo da Natureza. Antes, as paredes e teto afastariam os fiéis do pulsar da vida, luxuriante à sua volta, exuberante e plena, motivando louvores ao Criador. Assim reflectindo, interrogava-se Padre Carlos se quando estivesse edificada e pronta a bela e majestosa igreja projectada a cerca de cem metros dali, no calmo silêncio da doce luz coada do seu interior, se viria a ouvir pelas janelas da abóbada o piar das rolas...
Extracto do blog "sulano" www.ndele-ndele.blogs.sapo.pt de José Frade
segunda-feira, janeiro 08, 2007
O arraso da picanha
Lá se foi Dezembro. E para fechar com chave e fechadura de ouro, eis que uma iniciativa feliz retirou-nos do bulício social em que o escriba, volta e meia, se sente lançado. Eis que surge a "PICANHA DO ARRASO". A iniciativa, muito por culpa de dois "camaradas de armas", entenda-se, canetas, arrasou com tudo e todos. Com os amigos ocultos ou não. Foi uma boa maneira de espantar o stress dos dias todos e de todos os dias. Prendas foram distribuidas e naquela tarde de 30 de Dezembro poucas eram as pessoas que resistiam á um sincero sorriso, muitas vezes contido devido as obrigações de uma sociedade como a nossa. Cá vai uma pequena ilustração ....
Bem haja e que venha a proxima.....
Foto 1: uma prenda a ser mostrada aos presentes
Foto 2: Kota João numa desabrochada gargalhada de felicidade maxima.
terça-feira, janeiro 02, 2007
Crianças escravizadas
Reformados
sexta-feira, dezembro 29, 2006
GOVERNO DA HUILA PAGA JORNALISTAS “ PREMIADOS” COMO OS MAIS DESTACADOS DO ANO.
Já arrebataram o prémio provincial de jornalismo da Huíla, os jornalistas Machel da Rocha, da "Rádio 2000", em 2004, e Celestino Gonçalves, da Rádio 5 em 2005”. Ora, onde está o problema? Sim, o governo provincial está por detrás da iniciativa. .Parabéns aos vencedores, que os conheço totalmente.Colera grassa Huila
Reconstrução vs Cidadania
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Lubango na objectiva de um admirador da cidade
terça-feira, dezembro 26, 2006
Diário de um espião
O poeta!
Natal: uma fronteira entre a fome e a opulência.
Cólera “corre” para a Humpata
A doença atingiu esta semana, sem apelo nem agravo, o pitoresco município huilano da Humpata. Segundo dizem do terreno até a esta terça feria, quadra festiva, dez pessoas tinham apanhado a epidemia, quando uma pessoa jazia na casa mortuária do hospital municipal abatido pela doença que mais “intimida” neste momento as autoridades sanitárias angolanas. O mais faltal da noticia é que a cólera espalha-se pala província. Se antes eram apenas dois municípios, a lista parece agora aumentar, exigindo a tomada global de medidas capazes de alterar o curso das coisas. O chefe local da saúde anunciou o aumento das campanhas de limpeza ( apenas só agora que a doença pressiona, mesmo sabendo que “ quando a casa de outros vizinhos ardiam, poderiam colocar as suas de molho”, por um lado, e por outro o técnico de saúde diz que há medicamentos suficientes para acudir os doentes. Nada mais falso. Pelas dimensões da Humpata, as dificuldades de acesso a zonas remontas das comunas como Bata –Bata, Leba ou Palanca podem estancar este plano de emergência. È que na Humpata, como em outras zonas de Angola, há zonas em que o medico não vai e, portanto, não leva saúde....
A nostalgia ( daqueles) dias da radio!
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Lubango: Vista parcial
Quebra stress, com K - jornalistas associados ( 2ª edição)
Está de volta o " Kebra Stress, jornalistas associados". A discussão da vida profissional, o modus vivendi da classe, o " assalto" editorial de grupos profissionais ao país, o dia a dia dos jornalistas e as eleições vistas na midia são temas em destaque.
" KEBRA STRESS, PORQUE NÃO SÓ DE TRABALHO VIVEM OS ESCRIBAS"!!!! Segunda edição dia 18 de Dezembro de 2006. Local: Luanda.
Promotores: Santa Rita ( jornal o Indepedente) e Tomás de Melo " Sakamoto" ( Rádio Ecclesia)
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Invasão ( quase) silenciosa na Matala
O perímetro irrigado da Matala, uma área agrícola com sete mil hectares de terra arável na província da Huíla, está a ser invadida desde meados deste ano por construções anárquicas, denunciou hoje, o administrador do municipio, Manuel Capenda. Gerido pela Sociedade de Desenvolvimento da Matala (SODEMAT), o perímetro possui seis mil hectares de terra para produção agrícola e mil especificamente para multiplicação de sementes, segundo a fonte. O administrador fez saber que por debaixo das novas construções anárquicas estão cabos de alta tensão, já que a área está localizada nas imediações da Central Eléctrica da Baragem da Matala, o que representa um grande perigo. Manuel Capenda, que não fez referência ao número de casas já construídas e que medidas a administração vai tomar, denunciou igualmente a existência de grupos de indivíduos não identificados que sabotam equipamentos no zona do perímetro irrigado.
Chuveu, o caudal do rio encheu e a energia está de volta. Grande Huila.
Dom Mbilingui no Lubango
segunda-feira, dezembro 11, 2006
MÁSCARAS
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Radio ECCLESIA: A voz dos sem voz
Em Março de 1997, exactamente 42 anos depois do início das emissões regulares, e cerca de 20 anos após ter sido encerrada, a Rádio Ecclesia foi re-inaugurada, na presença de sua Eminência o Cardeal D. Alexandre do Nacimento, Arcebispo de Luanda e Presidente da Conferência Episcolal de Angola e S. Tomé, do Ministro ds Comunicação Social e outras individualidades eclesiásticas e personalidades do mundo da Comunicação Social de Angola. As novas instalações, no bairro de S. Paulo, situam-se no edifício sede da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé – CEAST.
Como Emissora Católica, a Rádio Ecclesia tem como fins específicos, além dos consagrados para todos os Órgãos de Comunicação Social:
- garantir o direito dos Angolanos à informação; - difundir valores evangélicos, de modo a tornar a sociedade angolana mais justa, fraterna e solidária; - respeitar e participar no desenvolvimento integral da pessoa, que implica as dimensões culturais, transcendentais e religiosas do homem e da sociedade angolana; - criar um espírito de tolerância, respeito e convivência pacífica entre todos os angolanos.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Nova dimensão (2)
Falar de nós próprios lança-nos, quase sempre para um pequeno ( e nem sempre salutar) narcisismo. Daí que quando observei a necessidade de falar da ( minha) “nova dimensão” profissional, sem esquecer o passado, corria o risco de lançar debate. È um risco necessário. Correr este risco apronta-se como uma forma de fazer do nosso mosaico profissional um caminho regrado com letras de simbolismo maior. Quando bati com a porta da ( ou talvez alguns quisessem que eu batesse...) Radio Huíla, a reflexão foi um refugio de dois meses. Entre ponderar parar e arriscar mais uma vez um caminho pelo mundo das noticias, uma força interior lançou-me em mais uma aventura nesta senda. Corria o mês de Agosto do ano de 1997. Depois do apronto inicial, sou recebido pelo chefe adjunto dos serviços de produção da Radio 2000. Cláudio Dias, sem sorrisos ou contemplações não olha a meios para colocar-me no caminho da ( sempre aprazível) informação da comercial da altura. “ Sabemos nós mais do mundo.... do que o mundo sabe de nós” era a lógica informativa corporizada numa estação para mais de um milhão de habitantes no cosmopolita Lubango. Uma semana de estagio e vale a introdução nos caminhos da apresentação de noticias, também com incentivo de alguns companheiros que hoje aportaram para a concorrência da comercial. Começo as 12 horas depois de um modelo de introdução adoptado pelo chefe de produção, o veterano e cá para mim um dos melhores radialistas de Angola, Horácio Reis. Um caminho aprazível, apesar das dificuldades que se seguem....
terça-feira, dezembro 05, 2006
Os dias da Rádio
Mais duas estações de rádio, em frequência modulada, numa cidade qualquer do interior de Angola é sempre uma mais valia. A importância torna-se maior numa estratégica localidade como o Lubango, onde muita da informação canalizada na época levou um ligeiro desenvolvimento económico, publicidade e uma lógica democrática às terras altas da Chela, muito por “culpa” do fenómeno radio. Depois de momentos áureos, hoje as estações locais, ao que tudo indica, não estão a satisfazer os já exigentes ouvintes. Constata-se no terreno uma gritante falta de pessoal habilitado, principalmente na comercial. A publica local, numa áurea superior, trata das matérias dentro da sua lógica de trabalho, profundamente pró governo. O serviço publico não é o que poderia ser. O eventual surgimento das rádios “ Chela” (comercial) e a “ Transmundial”( evangélica – cristã)que não deverá descorar aspectos como a informação, são hoje uma esperança para a província. Esperança renovada, a não ser que os "dias da radio" sejam ultrapassados por outros desejos. Foto: O autor num dos estudios da Radio Ecclesia.
sábado, dezembro 02, 2006
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Lubango e duas novas estações de rádio em FM
(Foto: O logotipo da rádio 2000, a antena comercial do Lubango)«Eu não sei se é vontade política mas creio que é problema da legislação creio que é problema da legislação e portanto a Lei de Imprensa foi aprovada mas ainda falta a regulamentação dessa lei, então se calhar um dia sai a regulamentação, as coisas serão melhor eu creio que não falta vontade política. Deve haver alguns problemas, processos administrativos o nosso país tem problemas administrativos ou seja a burocracia as vezes é muito difícil, é muito grande».
O reverendo Dinis Marcolino advoga que já é tempo de Angola abrir-se mais para a diversidade de informação e cita como exemplo a República Democrática do Congo que nesse capítulo, apesar das conturbações políticas que tem vivido, deu passos importantes.
«O povo precisa de ter alternativas, não é temos a rádio Huíla temos a rádio 2000 mas quanto mais diversificada estiver a informação melhor! Só para dar um exemplo aqui o vizinho Congo Democrática ela tem cerca de 30 rádios privadas e 15 estações televisivas, portanto e Congo Democrático sabemos país com várias turbulências militar, políticas Angola também tem que pouco a pouco avançar nesse caminho».
( Foto: o imponente edificio da Radio Huila, da RNA)
Na Huíla funcionam apenas duas rádios a emissora local da Rádio Nacional de Angola e a Rádio 2000, instituições que segundo algumas vozes críticas da região, se mostram incapazes de responder às necessidades de informação que se exige cada vez mais isenta e transparente de qualquer interesse político.(Teodoro Albano)
quarta-feira, novembro 29, 2006
A onda de crimes que sacode o Lubango
Mas as causas, desta súbita subida nas contas dos crimes, são variadas. A pobreza, a marginalização dos jovens, o consumo de drogas e álcool, a falta de opções de vida ou a ambição rumo ao súbito enriquecimento podem ser arroladas como causas desta onda de crimes. Segundo revelam amigos meus no Lubango, é agora extremamente perigoso circular junto das várias pontes que pululam pela cidade – lembro que a cidade é atravessada por dois rios, Caculuvar e Mukufi, e mais acima no Nambambe há outro. Talvez a saída seja optar pela descentralização das esquadras de policiais. Com autonomia em meios e operacional, acredito que zonas remotas possam contar com agentes que quantos mais não sejam para dissuadir os “ amigos de coisas alheias” a pensarem bem antes de agirem. Penso que assim o relatório diário da corporação possa ficar com menos sangue.
Foto: Cristo Rei, um dos ex libris do Lubango
terça-feira, novembro 28, 2006
Um administrador impotente
O "apetitoso" Gambos
segunda-feira, novembro 27, 2006
Huambo, o rosto da guerra.
sexta-feira, novembro 24, 2006
Lubango
Mesmo num dia de sol aberto e abrasador não resisti á uma dessas fotos. Ocenário de fundo é a espantosa cordilheira da Chela. A troco de alguns Kuanzas dei a minha maquína ao fotográfo que registou este momento. Foto: Com o meu irmão mais novo, também ele jornalista.
A beira do precipício
Jornalistas
segunda-feira, novembro 20, 2006
MCK: um músico- activista (2)
A cidade dos contrastes
segunda-feira, novembro 13, 2006
MCK: um músico ou um politico? (1)
Jovem, conta com menos de 30 anos. È um jovem cantor que encontrou no rap, a coisa de três anos, a melhor forma de expressar frustrações com os tempos modernos, onde a moral é lançada para “calendas gregas”, privilegiando a ganância, a intriga e as mais vis manifestações da degradação moral que o ser humano observa nos tempos que correm. È um pois um jovem a ter em conta numa sociedade extremamente problemática, mas é claro que a juventude, volta e meia, prega pequenos tropeços à uma pessoa que, penso eu, terá ( tem ) sucesso com o amadurecer os seus dias.
MCK – Mestre de Cerimonias Katrogi surpreendeu meio mundo, quando a cerca de quatro anos atrás publicou um disco, sem qualquer tipo de patrocínio oficial, em voga nos dias de hoje. O jovem musico, segundo se sabe procurou ter textos líricos a altura da nota social do momento. Uma critica, meio politica, meio, meramente, social. A guerra decorria, destruía. Quase ninguém ousava abalar a “cortina”daqueles tempos. Alguém ousou, mais foi para a cadeia.
Com coragem Katrogi publicou o seu disco, uma espécie de “ embondeiro de ideias” convertido numa corrente ”Trincheira de nutrição espiritual” para a juventude que foi a mais criticada, pois afinal “ há mais maratonas que bibliotecas/ mais armas que bonecas” e por ai alem. O activismo político foi então lançado em música, que encontrou nos taxistas a melhor maneira de promoção das faixas altamente reais sobre Angola que hoje é construída.
Dimensão nova (...)
Um lugar que pode ser comum…
sábado, novembro 04, 2006
Uma imagem pode dizer tudo?
Na conferencia sobre " Jornalismo nos tempos modernos: Um factor de mudança?" Lubango, ICRA - Instituto de ciências religiosas de Angola. Agosto de 2002.Lá estive discertando um tema sobre rádio mediante o convite do Padre e jornalista Magalhães Teixeira. Como o tempo passa.....
quinta-feira, novembro 02, 2006
Nova Dimensão (I)
( Discursando numa conferencia em Agosto de 2002 no Lubango. Primeiro á direita Pe Teixeira e depois um jornalista da TPA,Benedito Mateus, também ele conferencista)
Na reminiscência do “ nosso” tempo volta o programa “Nova Dimensão” ocupa um lugar imenso. Deixando de lado um, diria assim “saudosismo bacoco”, é pois, altura de partilhar experiências para entender motivações e escrever o nosso caminho em linhas de ouro os contornos dos tortuosos caminhos de escolhemos. Corria o ano de 1995, Radio Huíla, Lubango. Franzino e com vontade sólida, “aportei” a estação. Depois de contactos exploratórios fui rapidamente convertido em colaborador. Textos sobre a juventude teriam que ser inicialmente escritos por mim e transformados em temas para discussão no programa. Recordo que o grosso dos meus camaradas tinham sido todos levados á radio depois da falhada e atrevida opção de abrir uma estação, pirata”, denominada Bluff.
Yaka!
segunda-feira, outubro 30, 2006
Diogo Cão
O explorador Português tem uma instituição de referencia no Lubango. Já foi liceu, hoje é escola do segundo nível. Foi Diogo Cão, hoje é Mandume. Este ultimo é uma das notas salientes de Angola na resistência contra o país do primeiro. Sui generis. Mandume! Hoje é incontornavel no mosaico estudantil do Lubango. Bem haja!
( Foto de Agosto de 2006)
Saudades......
O primeiro filme que assisti na vida foi neste cine teatro. Grande. Espaçoso. Fenomenal. Foi nele onde aprendi o que vale a "setima arte". O cine teatro arco irís é uma estrutura de grande gabarito. Qual estrutura saída das nuvens depois de uma agressiva chuva sobre o Lubango...
( Foto tirada em Agosto de 2006)
Quebra stress, com k!
Este é o nome de um " movimento " profissional que vai animar alguns escribas cá do burgo. Sem fins lucrativos, o " Kebra stress" vai servir para animar discussões sobre a classe, motivar solidariedade profisssional e falar dos mambros* que estamos com eles. Local de encontro é lá pelas bandas da Sapú - Viana. Tudo isso com um bom almoço e os competentes acompanhantes etílicos.
* problemas
Os " fofoqueiros legais"
sexta-feira, outubro 27, 2006
O crespúsculo! A grande culpa da Chuva.
Quando a noite "cai", a cosmopolita cidade do Lubango, torna-se numa pasmaceira.
Assim é quando não chove! As autoridades dizem a todo o mundo que a baixa albufeira na barragem da Matala obriga a rigorosas restrições no já debil fornecimento de energia electrica. Pois se lembram que a alguns anos atrás houve um fabuloso investimento no sector de energia. Da central térmica poucos se lembram. Hoje quando não há energia, a culpa é da chuva.
Sem energia não há vida. A cidade pára mais cedo e o medo toma conta das pessoas devido crescente criminalidade. São 3 penosos meses sem energia. E todos vamos na cantiga de que a culpa é da chuva que, felizmente, já começou a cair para a nossa sempre renovada esperança de uma vida melhor.
Requalificação urbana do Lubango: entre as intenções e a pratica
Toda a gente sabe que o Lubango necessita com toda a urgencia de um plano capaz de requalificar o casco urbano, dar dignidade a periferia e levar serviços basicos as zonas peri urbanas. A municipalidade diz ter isto gizado, mas o tempo passa.Fala-se da construção de mais de cinco mil casas numa zona localizada para quem vai segue para Chibia. Uma experiencia foi lançada na MItcha.
A foto acima é localizada no bairro comercial junto ao rio Caculuvar. Foi tirada do bairro João de Almeida, também ele esperando por quem de direito.
quinta-feira, outubro 26, 2006
quinta-feira, outubro 19, 2006
Jornalista angolano despedido por querer ser Jornalista.
Li aqui no Notícias Lusófonas que a Imprensa angolana está a mexer, mesmo que seja pelo surgimento de projectos jornalístico-propagandísticos. Apesar de tudo, pensei, é bom sinal. Eis senão quando, alertado pelo serradachela (blogspot.com) vejo no Apostolado que um jornalista da rádio “Comercial 2000” que exercia a função de editor foi expulso por, alegadamente, não publicar uma notícia sobre uma conferência do MPLA, no município do Lubango.António Pedro foi afastado pelo facto de não ter incluído o acontecimento num dos principais noticiários daquela estação de Rádio. A conferência estava a ser transmitida em directo pela antena comercial do Lubango.
Nem mais. Ainda se fosse uma conferência da FNLA ou da UNITA…
Segundo a Ecclesia local, o jornalista expulso negou-se a gravar qualquer entrevista temendo represálias e por ainda estar interessado em regressar ao emprego.
Lá (em Angola) como cá (em Portugal) os Jornalistas são livres de dizer o que o Poder quer. Apenas isso. Há, é claro que há, excepções. Mais cá (Portugal) do que lá (Angola).
O sindicato de jornalistas na Huíla diz que a situação é sensível por envolver questões políticas, mas garante que tudo vai fazer para chamar à razão à direcção da rádio comercial do Lubango, como disse à Ecclesia Joaquim Armando, secretário para a informação do sindicato de jornalistas na Huíla.
Não adianta chamar à razão. As razões das ideias de poder escapam às razões do poder das ideias. E, como em todas as ditaduras, o MPLA só conhece as ideias de Poder.
«Nós somos sempre a favor dos nossos filiados e é o caso desta situação e é o caso de futuras situações em que nós estaremos sempre a favor. Agora o facto de ser razão política talvez torne o caso mais sensível», disse o responsável do Sindicato, certamente temendo que se não tiver cuidado ainda um dia destes vai chocar contra uma bala .
Esta não foi a primeira expulsão de um jornalista naquela estação emissora sobretudo depois do ingresso de uma nova direcção.
Claro. Não se chega a director por obra e graça da competência. Chega-se por obra e graça de quem manda. E, no caso, quem manda é o MPLA.
Por ORLANDO CASTRO
www.noticiaslusofonas.com
www.altohama.blogspot.com















