sexta-feira, dezembro 29, 2006
Reconstrução vs Cidadania
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Lubango na objectiva de um admirador da cidade
terça-feira, dezembro 26, 2006
Diário de um espião
O poeta!
Natal: uma fronteira entre a fome e a opulência.
Cólera “corre” para a Humpata
A doença atingiu esta semana, sem apelo nem agravo, o pitoresco município huilano da Humpata. Segundo dizem do terreno até a esta terça feria, quadra festiva, dez pessoas tinham apanhado a epidemia, quando uma pessoa jazia na casa mortuária do hospital municipal abatido pela doença que mais “intimida” neste momento as autoridades sanitárias angolanas. O mais faltal da noticia é que a cólera espalha-se pala província. Se antes eram apenas dois municípios, a lista parece agora aumentar, exigindo a tomada global de medidas capazes de alterar o curso das coisas. O chefe local da saúde anunciou o aumento das campanhas de limpeza ( apenas só agora que a doença pressiona, mesmo sabendo que “ quando a casa de outros vizinhos ardiam, poderiam colocar as suas de molho”, por um lado, e por outro o técnico de saúde diz que há medicamentos suficientes para acudir os doentes. Nada mais falso. Pelas dimensões da Humpata, as dificuldades de acesso a zonas remontas das comunas como Bata –Bata, Leba ou Palanca podem estancar este plano de emergência. È que na Humpata, como em outras zonas de Angola, há zonas em que o medico não vai e, portanto, não leva saúde....
A nostalgia ( daqueles) dias da radio!
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Lubango: Vista parcial
Quebra stress, com K - jornalistas associados ( 2ª edição)
Está de volta o " Kebra Stress, jornalistas associados". A discussão da vida profissional, o modus vivendi da classe, o " assalto" editorial de grupos profissionais ao país, o dia a dia dos jornalistas e as eleições vistas na midia são temas em destaque.
" KEBRA STRESS, PORQUE NÃO SÓ DE TRABALHO VIVEM OS ESCRIBAS"!!!! Segunda edição dia 18 de Dezembro de 2006. Local: Luanda.
Promotores: Santa Rita ( jornal o Indepedente) e Tomás de Melo " Sakamoto" ( Rádio Ecclesia)
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Invasão ( quase) silenciosa na Matala
O perímetro irrigado da Matala, uma área agrícola com sete mil hectares de terra arável na província da Huíla, está a ser invadida desde meados deste ano por construções anárquicas, denunciou hoje, o administrador do municipio, Manuel Capenda. Gerido pela Sociedade de Desenvolvimento da Matala (SODEMAT), o perímetro possui seis mil hectares de terra para produção agrícola e mil especificamente para multiplicação de sementes, segundo a fonte. O administrador fez saber que por debaixo das novas construções anárquicas estão cabos de alta tensão, já que a área está localizada nas imediações da Central Eléctrica da Baragem da Matala, o que representa um grande perigo. Manuel Capenda, que não fez referência ao número de casas já construídas e que medidas a administração vai tomar, denunciou igualmente a existência de grupos de indivíduos não identificados que sabotam equipamentos no zona do perímetro irrigado.
Chuveu, o caudal do rio encheu e a energia está de volta. Grande Huila.
Dom Mbilingui no Lubango
segunda-feira, dezembro 11, 2006
MÁSCARAS
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Radio ECCLESIA: A voz dos sem voz
Em Março de 1997, exactamente 42 anos depois do início das emissões regulares, e cerca de 20 anos após ter sido encerrada, a Rádio Ecclesia foi re-inaugurada, na presença de sua Eminência o Cardeal D. Alexandre do Nacimento, Arcebispo de Luanda e Presidente da Conferência Episcolal de Angola e S. Tomé, do Ministro ds Comunicação Social e outras individualidades eclesiásticas e personalidades do mundo da Comunicação Social de Angola. As novas instalações, no bairro de S. Paulo, situam-se no edifício sede da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé – CEAST.
Como Emissora Católica, a Rádio Ecclesia tem como fins específicos, além dos consagrados para todos os Órgãos de Comunicação Social:
- garantir o direito dos Angolanos à informação; - difundir valores evangélicos, de modo a tornar a sociedade angolana mais justa, fraterna e solidária; - respeitar e participar no desenvolvimento integral da pessoa, que implica as dimensões culturais, transcendentais e religiosas do homem e da sociedade angolana; - criar um espírito de tolerância, respeito e convivência pacífica entre todos os angolanos.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Nova dimensão (2)
Falar de nós próprios lança-nos, quase sempre para um pequeno ( e nem sempre salutar) narcisismo. Daí que quando observei a necessidade de falar da ( minha) “nova dimensão” profissional, sem esquecer o passado, corria o risco de lançar debate. È um risco necessário. Correr este risco apronta-se como uma forma de fazer do nosso mosaico profissional um caminho regrado com letras de simbolismo maior. Quando bati com a porta da ( ou talvez alguns quisessem que eu batesse...) Radio Huíla, a reflexão foi um refugio de dois meses. Entre ponderar parar e arriscar mais uma vez um caminho pelo mundo das noticias, uma força interior lançou-me em mais uma aventura nesta senda. Corria o mês de Agosto do ano de 1997. Depois do apronto inicial, sou recebido pelo chefe adjunto dos serviços de produção da Radio 2000. Cláudio Dias, sem sorrisos ou contemplações não olha a meios para colocar-me no caminho da ( sempre aprazível) informação da comercial da altura. “ Sabemos nós mais do mundo.... do que o mundo sabe de nós” era a lógica informativa corporizada numa estação para mais de um milhão de habitantes no cosmopolita Lubango. Uma semana de estagio e vale a introdução nos caminhos da apresentação de noticias, também com incentivo de alguns companheiros que hoje aportaram para a concorrência da comercial. Começo as 12 horas depois de um modelo de introdução adoptado pelo chefe de produção, o veterano e cá para mim um dos melhores radialistas de Angola, Horácio Reis. Um caminho aprazível, apesar das dificuldades que se seguem....
terça-feira, dezembro 05, 2006
Os dias da Rádio
Mais duas estações de rádio, em frequência modulada, numa cidade qualquer do interior de Angola é sempre uma mais valia. A importância torna-se maior numa estratégica localidade como o Lubango, onde muita da informação canalizada na época levou um ligeiro desenvolvimento económico, publicidade e uma lógica democrática às terras altas da Chela, muito por “culpa” do fenómeno radio. Depois de momentos áureos, hoje as estações locais, ao que tudo indica, não estão a satisfazer os já exigentes ouvintes. Constata-se no terreno uma gritante falta de pessoal habilitado, principalmente na comercial. A publica local, numa áurea superior, trata das matérias dentro da sua lógica de trabalho, profundamente pró governo. O serviço publico não é o que poderia ser. O eventual surgimento das rádios “ Chela” (comercial) e a “ Transmundial”( evangélica – cristã)que não deverá descorar aspectos como a informação, são hoje uma esperança para a província. Esperança renovada, a não ser que os "dias da radio" sejam ultrapassados por outros desejos. Foto: O autor num dos estudios da Radio Ecclesia.
sábado, dezembro 02, 2006
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Lubango e duas novas estações de rádio em FM
(Foto: O logotipo da rádio 2000, a antena comercial do Lubango)«Eu não sei se é vontade política mas creio que é problema da legislação creio que é problema da legislação e portanto a Lei de Imprensa foi aprovada mas ainda falta a regulamentação dessa lei, então se calhar um dia sai a regulamentação, as coisas serão melhor eu creio que não falta vontade política. Deve haver alguns problemas, processos administrativos o nosso país tem problemas administrativos ou seja a burocracia as vezes é muito difícil, é muito grande».
O reverendo Dinis Marcolino advoga que já é tempo de Angola abrir-se mais para a diversidade de informação e cita como exemplo a República Democrática do Congo que nesse capítulo, apesar das conturbações políticas que tem vivido, deu passos importantes.
«O povo precisa de ter alternativas, não é temos a rádio Huíla temos a rádio 2000 mas quanto mais diversificada estiver a informação melhor! Só para dar um exemplo aqui o vizinho Congo Democrática ela tem cerca de 30 rádios privadas e 15 estações televisivas, portanto e Congo Democrático sabemos país com várias turbulências militar, políticas Angola também tem que pouco a pouco avançar nesse caminho».
( Foto: o imponente edificio da Radio Huila, da RNA)
Na Huíla funcionam apenas duas rádios a emissora local da Rádio Nacional de Angola e a Rádio 2000, instituições que segundo algumas vozes críticas da região, se mostram incapazes de responder às necessidades de informação que se exige cada vez mais isenta e transparente de qualquer interesse político.(Teodoro Albano)





