Se o quadro falasse......
( Foto tirada em Agosto, Lubango)
O CANTO E A POESIA ENTRE OS METODISTAS
Há 2 dias
Serra da Chela é um dos pontos mais altos de toda a Angola.O cume mais visivel daquela maravilhosa cordilheira que serpenteia o "planalto sulano". Localizado no cosmopolita Lubango, a serra tem mais de 2000 metros de altura.Está lá. Imponente. Dando "guarida aos andarilhos e refúgio aos perseguidos". Mostra o Cristo redentor. Faz-se de mascote da cidade.Está pós aqui a SERRA DA CHELA. Email:pmavieira@yahoo.com.br
O primeiro filme que assisti na vida foi neste cine teatro. Grande. Espaçoso. Fenomenal. Foi nele onde aprendi o que vale a "setima arte". O cine teatro arco irís é uma estrutura de grande gabarito. Qual estrutura saída das nuvens depois de uma agressiva chuva sobre o Lubango...
( Foto tirada em Agosto de 2006)
Este é o nome de um " movimento " profissional que vai animar alguns escribas cá do burgo. Sem fins lucrativos, o " Kebra stress" vai servir para animar discussões sobre a classe, motivar solidariedade profisssional e falar dos mambros* que estamos com eles. Local de encontro é lá pelas bandas da Sapú - Viana. Tudo isso com um bom almoço e os competentes acompanhantes etílicos.
* problemas
Quando a noite "cai", a cosmopolita cidade do Lubango, torna-se numa pasmaceira.
Assim é quando não chove! As autoridades dizem a todo o mundo que a baixa albufeira na barragem da Matala obriga a rigorosas restrições no já debil fornecimento de energia electrica. Pois se lembram que a alguns anos atrás houve um fabuloso investimento no sector de energia. Da central térmica poucos se lembram. Hoje quando não há energia, a culpa é da chuva.
Sem energia não há vida. A cidade pára mais cedo e o medo toma conta das pessoas devido crescente criminalidade. São 3 penosos meses sem energia. E todos vamos na cantiga de que a culpa é da chuva que, felizmente, já começou a cair para a nossa sempre renovada esperança de uma vida melhor.
Toda a gente sabe que o Lubango necessita com toda a urgencia de um plano capaz de requalificar o casco urbano, dar dignidade a periferia e levar serviços basicos as zonas peri urbanas. A municipalidade diz ter isto gizado, mas o tempo passa.Fala-se da construção de mais de cinco mil casas numa zona localizada para quem vai segue para Chibia. Uma experiencia foi lançada na MItcha.
A foto acima é localizada no bairro comercial junto ao rio Caculuvar. Foi tirada do bairro João de Almeida, também ele esperando por quem de direito.
Li aqui no Notícias Lusófonas que a Imprensa angolana está a mexer, mesmo que seja pelo surgimento de projectos jornalístico-propagandísticos. Apesar de tudo, pensei, é bom sinal. Eis senão quando, alertado pelo serradachela (blogspot.com) vejo no Apostolado que um jornalista da rádio “Comercial 2000” que exercia a função de editor foi expulso por, alegadamente, não publicar uma notícia sobre uma conferência do MPLA, no município do Lubango.António Pedro foi afastado pelo facto de não ter incluído o acontecimento num dos principais noticiários daquela estação de Rádio. A conferência estava a ser transmitida em directo pela antena comercial do Lubango.
Nem mais. Ainda se fosse uma conferência da FNLA ou da UNITA…
Segundo a Ecclesia local, o jornalista expulso negou-se a gravar qualquer entrevista temendo represálias e por ainda estar interessado em regressar ao emprego.
Lá (em Angola) como cá (em Portugal) os Jornalistas são livres de dizer o que o Poder quer. Apenas isso. Há, é claro que há, excepções. Mais cá (Portugal) do que lá (Angola).
O sindicato de jornalistas na Huíla diz que a situação é sensível por envolver questões políticas, mas garante que tudo vai fazer para chamar à razão à direcção da rádio comercial do Lubango, como disse à Ecclesia Joaquim Armando, secretário para a informação do sindicato de jornalistas na Huíla.
Não adianta chamar à razão. As razões das ideias de poder escapam às razões do poder das ideias. E, como em todas as ditaduras, o MPLA só conhece as ideias de Poder.
«Nós somos sempre a favor dos nossos filiados e é o caso desta situação e é o caso de futuras situações em que nós estaremos sempre a favor. Agora o facto de ser razão política talvez torne o caso mais sensível», disse o responsável do Sindicato, certamente temendo que se não tiver cuidado ainda um dia destes vai chocar contra uma bala .
Esta não foi a primeira expulsão de um jornalista naquela estação emissora sobretudo depois do ingresso de uma nova direcção.
Claro. Não se chega a director por obra e graça da competência. Chega-se por obra e graça de quem manda. E, no caso, quem manda é o MPLA.
Por ORLANDO CASTRO
www.noticiaslusofonas.com
www.altohama.blogspot.com
A Huila é uma província com 14 municípios. Centenas de milhares de quilómetros quadrados de extensão e população estimada em cerca de três milhões de habitantes. Se parece enorme no quadro geográfico, esta província é de facto pequena no que ao desenvolvimento da imprensa diz respeito. Com informação a liberdade de expressão ganha vida. A liberdade de imprensa torna-se um facto. Só há duas rádios locais, uma pública e outra “ privada” (as aspas são propositadas). Na Huila não há um jornal verdadeiramente local. O único resistente é o Chela Press. A vários anos estabeleceu uma redacção no Lubango, a capital da província. Mesmo com as dificuldades, que algum um dia decidiu chamar de conjunturais, este jornal continua. Tem uma redacção em Benguela, de onde se faz o resto do trabalho. Pelos exemplares que chegam a Luanda, noto que o Chela Press algo vai fazendo pela informação no eixo Huila - Benguela. A última edição que me chegou as mãos é datada de 16 de Outubro. Destaca o Huambo, mas dá largas a Huila. Ainda bem que assim o é, pois se a carruagem mudar de direcção informação, de facto, será algo em vias de extinção nas “ terras altas da Chela”.
Muitos discursos já fizeram eco sobre a energia eléctrica, no município. Tanto dum, como d’outro lado ninguém conseguiu convencer os cidadãos huilanos, aqueles que muito esperavam pelo desenvolvimento da província em particular e, em geral da região sul. O povo sabe que, muito esforço tem sido empreendido pelos dois lados para mudar a imagem do Lubango, no campo energético, mas este esforço não passa de um esforço tradicional, um esforço sem qualquer princípio cientifico, um principio que visa um desenvolvimento de todos.
É tradicionalmente o esforço que tem sido feito, porque estes lados sabem que os cabos eléctricos, as peças dos grupos geradores, assim como os próprios técnicos são tradicionalmente conhecidos e ultrapassados. É necessário pensar-se em substituir tudo, a partir dos cabos até aos técnicos, pois que a escuridão nos prova que tudo está muito mal.
Pelo tempo que a imagem do Lubango, caiu na escuridão, aqueles que querem resolver na verdade os problemas do povo, já deveriam comprar pelo menos um gerador novo e não como aquele que custou muito dinheiro, mas comprado já estragado. Sim, a resposta será a habitual. Mas o país é rico e a província também. Não é um sonho se dissermos que até o município de Quipungo, será um dos fornecedores daquela pedra preciosa “KAMANGA”. Um bom indicador para o desenvolvimento da província.
É urgente começar a pensar seriamente no desenvolvimento de todos. Para isso é importante acabar já com a escuridão na província em geral e, que nos últimos anos se tornou real, situação que cada dia faz aumentar a pobreza do povo huilano.
FRANCISCO PÓLO TCHIVELA-VELA