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quarta-feira, abril 23, 2008

Radios em catadupa?

A informação é interessante! Tem a chancela a delegação em Luanda da Rádio VOZ DA AMÉRICA . Pelo interesse que suscita o assunto e para interessados no estudo e acompanhamento da nossa “ fauna” jornalística, particularmente ligada a rádio, cá vai o texto, com a devida vénia:

“ Depois de ter posto no ar, há cerca de duas semanas uma estação de rádio comunitária em Viana, arredores de Luanda, a Rádio Nacional de Angola prepara-se para lançar duas novas emissoras do género na capital, soube a Voz da América de fonte boa fonte.
As novas estações de rádio, definidas como centros de produção radiofónica vão cobrir os municípios de Cacuaco e do Cazenga. Ambas serão equipadas com emissores de 1 kilowatt.

A Rádio Viana , a mais adiantada de todas, terá um programa dedicado exclusivamente ao município, ao qual foi dado o nome de Antena Viana. Irá para o ar todos os dias, das 6 às 9 da manhã.

Fonte geralmente bem informada disse à Voz da América que a abertura destas estações de rádio faz parte de um programa já em andamento que visa servir com estúdios auto-operados os municípios do país que mais cresceram.
Já foram instaladas emissoras do género no Cubal e na Ganda em Benguela, bem como em Negage, Quitexe e em Sanza Pombo na província do Uíje, assim como no Tômbwa província do Namibe?.

Fontes oficiais contactadas pela Voz da América disseram que a programação destas estações será preenchida com conteúdo essencialmente local, estando prevista entretanto a retransmissão dos principais serviços noticiosos da emissora estatal.
As fontes contactadas pela Voz da América negaram que por detrás deste processo estivesse qualquer motivação política. “ Emissores de um kilowatt não podem concorrer com emissores de 5 kilowatts?. Observam ainda que todas as rádios terão o nome ligado aos municípios onde estão instaladas. Da mesma forma como existe a rádio Viana, existira a Rádio Cubal e por ai fora. “

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Rádio Ecclesia apaga mais uma vela

Escreveu a Voz da America em www.multipress.info
Sob o signo da confiança a Rádio Ecclésia comemora este sábado 52 anos da sua existência. Apesar de todos os constrangimentos impostos pela actual conjuntura do país, a Emissora Católica de Angola afirma-se disposta a enfrentar os desafios do futuro, pautando por um jornalismo responsável e moderno.
O editor nacional da Ecclésia, Manuel Vieira, afirmou que o aniversário daquela emissora de rádio está a ser marcado por uma reflexão sobre o jornalismo em tempo de eleições.
«Isto porque no próximo ano os jornalistas em particular e a sociedade no geral serão confrontados com o desafio da realização de eleições legislativas. Daí que a Rádio Ecclésia com o seu pessoal e com os seus convidados pretender reflectir sobre quais devem ser as normas de actuação dos jornalistas. No último processo eleitoral de 1992 os jornalistas contribuíram para a realização das eleições e para aquele cenário que se viveu. Daí que é desejo nosso fazer um jornalismo claro, plural e acima de tudo harmonioso.»
Por imperativos legais, a Emissora Católica não está permitida a emitir em ondas curtas como acontecia até à década de setenta.
Manuel Vieira remete a solução do problema às autoridades de direito, mas sustenta que com os meios disponíveis será possível evidenciar a marca da democracia informativa, para além da evangelização que constitui o objectivo supremo.
A primeira emissão da Rádio Ecclésia foi para o ar a 8 de Dezembro de 1955. Suspensa em 1978, a Emissora Católica de Angola foi reaberta em Março de 1997 com a permissão de emitir apenas em frequência modulada.

domingo, outubro 14, 2007

Os nossos predadores

“ O problema de Kaposso e que havia tubarões mais gordos ou mais fortes”. Esta é uma das passagens do último romance do célebre Pepetela que me faz reflectir.
Das muitas modas que vemos, a mais incómoda é a clara delapidação (material e moral) que os angolanos sofrem.
O roubo é descarado, aberto. As “ comichões” inexplicadas, a gatunagem aberta e a vontade de enriquecer sem justificação é hoje um passo snobe de afirmação social na minha Angola.

A referência, de “ Pepe” aos “ Kapossos” dos nossos dias não devia ser melhor abordada na história romanceada que um dos nossos “Camões” faz na sua obra. São 390 páginas da história de um novo rico ou de um novo – novo rico, dos tantos que há por aqui.
O homem não olha os meios para cumprir com o seu objectivo, ou seja, engordar as custas de um povo minguante.
A hi (e) stória de um homem que até muda de nome para parecer mais partidário; muda ainda de local de nascimento para ser próximo da terra do primeiro chefe. Mas Kaposso faz mais. Rouba, corrompe, mata, burla, afasta do seu caminho aqueles que pensa serem um incómodo. Come tudo e nada deixa para os demais. O glutão do Kaposso esquece-se, porém, de estudar, de aprender. Só sabe mandar. Pepetela é, pois, sublime nesta narração. O “predador” moderno que sabe que pode virar “presa”. O predador que conhece outros, contudo, mais gordos e mais fortes. Grave! O romance de cabeceira faz-me olhar para sociedade contemporânea angolana. Uma obra recomendável.
Um humano com sentido “ animalesco” na sociedade angolana dos nossos dias, vira um voraz predador. Cuidado com os “ nossos” ...

sábado, setembro 15, 2007

ANGOLANO

Ser angolano é meu fado, é meu castigo Branco eu sou e pois já não consigo mudar jamais de cor ou condição.

Mas, será que tem cor o coração?Ser africano não é questão de coré sentimento, vocação, talvez amor.Não é questão nem mesmo de bandeirasde língua, de costumes ou maneiras.

A questão é de dentro, é sentimentoe nas parecenças de outras terraslonge das disputas e das guerrasencontro na distância esquecimento!

de Neves e Sousa (Pintor e Poeta Angolano)

domingo, agosto 26, 2007

Jornalista?

Foi por estes dias que, há 35 anos, me ensinaram que se os jornalistas não vivem para servir aqueles que não têm voz, não servem para viver.
Como continuo a pensar que isso é verdade (cada vez mais verdade, tal é o crescente número dos que continuam sem voz), é caso para dizer que o que nasce direito… tarde ou nunca se entorta (também pode ser ao contrário).
Hoje, digo eu, os media estão cada vez mais superlotados de gente que apenas vive para se servir, utilizando para isso todos os estratagemas possíveis: jornalista assessor, assessor jornalista, jornalista cidadão, cidadão jornalista, jornalista político, político jornalista, jornalista sindicalista, sindicalista jornalista, jornalista lacaio, lacaio jornalista e por aí fora.
OBS: Faço minhas as palavras de Orlando Castro. Texto publicado aqui http://www.altohama.blogspot.com/

sexta-feira, junho 29, 2007

TAAG, um mal nunca vem só...

No dia em que a União Europeia (UE), através da sua Comissão Europeia anunciou a intenção de incluir a companhia de bandeira angolana TAAG na "lista negra" de companhias áreas impedidas de voar no espaço europeu por razões de segurança, uma aeronave da TAAG, um Boeing 737-200, despenhou-se quando se fazia à pista de Mbanza Congo, proveniente de Luanda, embatendo num edifício.
Do acidente registaram-se 4 a 6 mortos e vários feridos.Entre as vítimas estão o administrador municipal da primeira capital do antigo Reino do Congo e um padre superior carmelita de ascendência italiana.
Realmente, às vezes um mal nunca vem só.Espera-se que a comissão de emergência já criada consiga perceber as reais causas do acidente – que não seja como em certos países que as comissões de inquérito dão sempre erro humano… – e que a TAAG possa rapidamente voltar aos céus europeus.
Como uma desgraça nunca vem só, já não bastava à Diáspora não se poder recensear, e concomitantemente, votar, para agora nem ao seu País poder ir em aviões de bandeira angolana!
Artigo publicado originalmente aqui http://pululu.blogspot.com/

O avião despenhado 2

O avião despenhado 1

quarta-feira, junho 27, 2007

Humpata

Grupo Etnográfico da Humpata (Huíla/Angola) orostodachuva.blogs.sapo.pt

terça-feira, junho 26, 2007

Terra linda

Foto: zona proxima da SERRA DA LEBA entre o Lubango e o Namibe.

terça-feira, junho 12, 2007

Lubango, tempos de antanho

Ao fundo uma parte da serra da Chela, com a senhora do monte como cartão de visitas. Em primeiro plano, a sé catedral do Lubango.

Um sinal do sul

terça-feira, maio 15, 2007

"Ir ao Lubango e não ir à Tundavala, é pior que ir a Roma e não ver o Papa."

Eu pensava que não conhecer a Tundavala era um sacrilégio. E até prometi a mim mesmo lá ir brevemente. É evidente que utilizei a palavra sacrilégio em contraponto com o pecado que cometo quando vou a Roma e não visito Sua Santidade. Se por acaso não estiver de férias em Castelgandolfo. Eu sei que exagerei ao falar em sacrilégio.
O mesmo aconteceria se dissesse heresia. A verdade é que não conheço a Tundavala. Mas tenho pena. E lá indo ponho a menina dos olhos em riste de modo a não perder pitada do que me indicam: Vila Arriaga, a Missão Católica, a Mahita, a represa, o terreiro, a cantina e o mais que conseguir. Até prometo ir às rolas. Ah! Se eu tivesse ainda a 22 longo com óculo! Era tiro e queda como eu fazia no Gimba, à coca debaixo do imbondeiro, com o Toninho Ferreira. Que não se me enevoe a vista e não me trema o dedo no gatilho.
Deixa comigo!
Mas o que eu verdadeiramente não esperava era ter recebido tantos recados com o que escrevi. Houve quem me dissesse que para conseguir olhar o belo da Tundavala eu "preciso de ter simplicidade no coração, ter ouvidos para ouvir o cantar dos pássaros, sentir o cheiro do verde, captar as vibrações que estão no ar... porque às vezes a vida que levamos bloqueia-nos os sentidos....". Houve até quem me aconselhasse a releitura de Chico Buarque "... Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...". E não é que me lembrei então de um velho provérbio Africano: o tronco da árvore pode ficar muito tempo na água mas jamais será um crocodilo.
Pois é. Deixa comigo!
Do que eu preciso mesmo é de visitar o velho Liceu e sentado na sala de desenho do Ezequiel fechar os olhos e viajar, viajar, viajar... para ter a garantida certeza que o vazio de gente ao nosso lado não passa de uma circunstância. Ainda estou a tempo. Deixa comigo!
NOTA: È pena meu caro, que alguns huilanos sintam mais a terra quando estão longe dela. Isso é cada mais evidente na medida medida em que nos afastamos dela por razões profissionais. E tem razão. " Ir á Huíla sem ver a Tundavala ( equipara-se, digo eu), em ir a Roma sem ver o Papa, se não estiver de férias........

Mais um sinal do sul

Sinais do sul

Jovem pastora, mais um sinal do sul dos nossos amores. Foto tirada daqui http://ndele-ndele.blogs.sapo.pt/

quarta-feira, março 14, 2007

Um sinal do sul ( III)

( Jovem mucubal nos seus trajes típicos)

Huíla rema contra a maré

Quando pelo país o tema que acende discussões e que motiva longas, e as vezes, fastidiosas tertúlias é o da "despartidarização" dos órgãos públicos e o papel da polícia na contenção da chama intolerância politica , eis que no Lubango perece remar-se contra a maré.
Com tantos locais convidativos para assinalar o dia da polícia, a corporação local decidiu-se por celebrar o seu aniversário na sede provincial do partido no poder . E as críticas não se fizeram esperar. E não é para menos.
FOTO: Sede do MPLA - Huila ( A imagem não mente…. )

segunda-feira, março 12, 2007

Sob o olhar dos outros (II)

ÁGUA A capital da província tem uma rede de distribuição antiga e debilitada. Tendo em conta os indicadores mundiais médios, pretende-se dar 150 a 200 litros de água por habitante, contra os actuais sete litros disponíveis. ENERGIA A província é servida pelo sistema da Matala. Esta barragem tem uma capacidade máxima que não passa de 46 megawatts. Actualmente produz 26, com várias introduções, porque nem sempre os equipamentos estão em condições ou a quantidade de água fazer funcionar as turbinas. Até 2020/25, a Huíla requererá cerca de 600 megawatts, contra os actuais pouco mais de 20. É um fosso grande.

O desenvolvimento industrial e agro-pecuário da Huíla dependerá muito da componente energética. VIAS DE COMUNICAÇÕES A cidade do Lubango é, neste momento, na óptima do interlocutor, o segundo parque automobilístico de Angola a seguir a Luanda. Já se verificam, inclusive, alguns engarrafamentos. Em média, circulam diariamente cerca de um milhão de viaturas; há uma área transição de ligação com o Sul e Norte (Porto do Namibe).

Há o problema de circulação de camiões pesados no centro da cidade. As ruas não estão preparadas para receber estas cargas destes comboios articulados rodoviários.

Está a ser montada uma estratégia para a abertura de mais estradas no Lubango já projectadas no tempo colonial para que os camiões, mas interrompidas pelos custos elevados.

Há uma pressão no sentido de se criar uma estrada à volta da cidade do Lubango para que os camiões que se desloquem para o Huambo, Benguela e Namibe, não passem no centro da cidade. Numa perspectiva futura, introduziremos um comboio urbano no Lubango, para a facilitação da vida de trabalhadores, estudantes e outros. GADO É potencialmente rica na produção de cereal; detém o maior número de gado do país. Existe o programa de desenvolvimento dos Gambos, onde temos condições climatéricas para a criação de gado 2007/13, num cenário de recursos de consumir cerda de 250 milhões de dólares anuais. Depois da independência nacional, houve um crescimento demográfico, mas as infra-estruturas sociais ficaram degradadas. EDUCAÇÃO Actualmente estão recuperados uma boa parte da rede escolar, embora haja muitos a carecerem de reabilitação e recursos humanos, por problemas orçamentais. Em 2006, a província precisava de dois mil professores. SAÚDE O governo projecta reabilitar todas as unidades hospitalares. Hoje, todas as sedes municipais já têm hospitais, de raiz ou reabilitados. Existem também outras unidades privadas, como o Hospital de Caluquembe, pertencente a Igreja Envagélica, e que beneficiou-se do OGE, dada a sua importância regional.

INCENTIVOS PARA INVESTIMENTOS Cedência de terrenos a custos extremamente baixos, se comparados aos grandes países; desburocratização dos serviços administrativos e a promoção de uma concorrência leal e educada. EXPLORAÇÃO MINEIRA Uma das prioridades será a extracção do mineiro de ferro, actualmente paralisado, granitos; a água mineral, assim como a conservação e transformação de frutas e cereais. A sua indústria transformadora é de carácter regional. PATRIMONIO CULTURAL O sector da Cultura na Huíla mostra-se preocupante com o estado actual de degradação avançado dos 49 monumentos e sítios classificados e inventariados.

A maior parte destes estão na iminência de desaparecer, uma vez ser avançado o grau de degradação dos mesmos. Cinco dos 49 monumentos, entre os quais a Missão Católica da Huíla, podem desabar a qualquer momento.

Os únicos monumentos que beneficiaram de obras de reabilitação são o "Cristo Rei" e o Museu Regional, com obras avaliadas em 120 mil dólares. Perante esta situação, a Direcção local da Cultura já encaminhou um programa ao governo da província, para intervir nestas estruturas.